sábado, 12 de julho de 2014

A Última Refeição de um Peixe, Morto pela sua Gula!

Peixe foi capturado pela BBC em Cabo Verde e durante 13 anos relutaram em saber o que havia em sua barriga

O que teria comido esse peixe para ficar com um barrigão desse tamanho? Mais de 13 anos depois um exame de raio-x revelou o mistério...

Capturado por uma equipe de repórteres da BBC em 1999 e eles conscientes de sua raridade, entregaram a amostra ao Museu de História Natural de Londres, onde foi identificado como sendo um Caulophryne pelagica, parente do tamboril, de que só eram conhecidos 17 exemplares, todos eles mais pequenos. Intrigados pelo descomunal abdômen, que não queriam abrir, os cientistas guardaram o peixe em um frasco. Treze anos mais tarde, o expert em peixes do museu, James Maclaine, conseguiu resolver o mistério do seu interior, graças a um scanner microTC, que gera um modelo em 3D a partir de milhares de imagens de raios X.


O habitante na barriga do peixe, era outro muito mais longo e cuja difícil digestão, causou o final trágico da fêmea das profundezas. Porque sem dúvida, se tratava de uma fêmea. O macho dessa espécie é bem menor. E mais aplicado: vive como parasita da fêmea, grudando nela com os dentes e se alimentado de seu sangue. Seus órgãos vão se degradando pouco a pouco, até que unicamente restem apenas os seus testículos, sempre prontos para fecundar aos óvulos quando ela precise expulsá-los.

Durante 13 anos, os responsáveis pelo Museu de História Natural de Londres, resistiram a tentação de abrir o exemplar para averiguar qual havia sido o seu último jantar.

Só por raios X, é que puderam desvendar o que estava oculto no exagerado abdômen deste peixe abissal. Apesar de aparecer com todas a suas espinhas no scanner aplicado no seu "anfitrião", com muito custo conseguiram identificar a espécie engolida como sendo um Rouleina attrita.

Raio-X revelou o que havia no interior da barriga do peixe: outro peixe


Rouleina attrita


A chave para classificar à pobre presa foi a forma dos dois pequenos corpúsculos, chamados otólitos, situados na parte posterior do crânio, e que os peixes usam para distinguir onde estão acima e abaixo nas zonas mais escuras do oceano.


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