quarta-feira, 23 de julho de 2014

As Medusas mais Belas e Perigosas do Mundo

A medusa da imagem que abre este post é conhecida como caravela portuguesa no Mediterrâneo, e como garrafa azul na Austrália. Mas esta medusa (Physalia utriculus) não é na verdade um só organismo; se trata de um zooide (indivíduo que faz parte de um corpo com organização colonial). Muitos zooides constituem, por exemplo, um tentáculo, e nesta medusa, cada um pode medir até 10 metros.

Um nome mítico 
Igual que a criatura lendária que convertia em pedra às suas vítimas, as medusas, como esta Pelagia colorata, encantam com suas cores, enfeitiçam com suas formas e movimentos. Mas também podem matar com seus "cabelos flutuantes". 
A cor das medusas se deve à presença de carotenoides em sua dieta, principalmente zooplâncton, embora também comam crustáceos e peixes pequenos. Este pigmento natural é o responsável pelas cores quentes: vermelhos, amarelos e laranjas. Os tons mais frios, azuis e violetas, são produto da combinação de carotenoides com proteínas.





Soberana dos mares 
Tamanho e majestosidade. Assim é a Cyanea capillata, também chamada medusa de fogo, a maior de todas as espécies: Pode alcançar quase os 3 metros de corpo e os tentáculos chegam aos 30. Seu habitat se estende do México até o Ártico (ali vivem os espécimes maiores). 
Como rainha dos mares, também suas presas sofrem com seu poder: seu veneno é muito tóxico e se por  acidente (a hélice de uma lancha) ou um predador, desprende um de seus tentáculos, este conserva suas células venenosas ativas durante meses.






A vingança dos homens
Ante tantas picadas e tanta pungência, o ser humano mostra os dentes e não hesita em fatiar à Aurelia aurita, medusa comum, uma das mais abundantes. 
Povoa as águas do Atlântico, Pacífico e do Ártico. Na Ásia, particularmente na China e Indonésia, são utilizadas para consumo humano. O modo mais habitual de comê-la é fervendo e macerando com azeite de gergelim.
A dama dos anéis 
Algumas medusas se rebelam à suavidade de seu corpo e estouram em um bosque de "dedos", como esta Cephea. 
O anel azul que a rodeia é a estrutura muscular que ela usa para se deslocar. 
A medusa abre este anel ao mesmo tempo que por sua boca absorve líquido. Depois, expulsa a água pelo mesmo lugar e contrai o anel para avançar.
Um ônibus aquático
É o que representa para as larvas de caranguejo a Chrysaora fuscescens. Devido a sua "facilidade" de deslocação, esta medusa é usada pelas crias de certos crustáceos como transporte para chegar à costa sem fazer nenhum esforço. 
Vive no Pacífico, seus tentáculos ultrapassam os 4 metros e pode se submergir a mais de mil metros de profundidade.

Véus sob o gelo
Claro que os cientistas sabem que habitam todos os mares do planeta, mas encontrar uma nas gélidas águas da Antártida com uma Desmonema glaciale, maior que o próprio fotógrafo não é habitual. 
E menos ainda, fotografá-la sob uma camada de gelo de seis metros. Esta medusa alcança os dois metros de corpo. Durante o inverno vive em um estado letárgico que lhe permite suportar as duras condições das águas.

Quase como uma bailarina do mar, esta medusa Mastigias papua, habita as lagoas do arquipélago de Palau, no Pacífico.




















A protetora dos mares. A Thyasabostoma loriferum "cuida" alguns alevinos de predadores.















Olhos que não vêem  
As medusas têm dois tipos de órgãos sensoriais: os ocelos, que detectam a intensidade da luz, e os estatocistos, para o equilíbrio.








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