sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Dargavs: A Cidade dos Mortos

Localizada na orla da aldeia de Dargavs, na república da Ossétia do Norte-Alania, na Rússia, é um antigo cemitério ou necrópole.

É muitas vezes chamada de "cidade dos mortos", embora o nome não é exclusivo para Dargavs, já que a palavra "necrópole" em si, significa literalmente "cidade dos mortos" em grego antigo.

Dargavs é impressionante por causa do grande número de mausoléus e o cenário absolutamente deslumbrante. O cemitério está localizado na encosta de uma colina com vista para o verdejante vale do rio Fiagdon, com vários penhascos e picos de 4.000 metros despontando no alto.

O cemitério tem quase 100 criptas antigas de pedra, onde as pessoas que viveram no vale enterraram seus entes queridos, juntamente com roupas e pertences. Os túmulos são em forma de cabanas com telhados curvos indo para dentro em etapas com um pico pontiagudo no topo, típico da arquitetura Nakh. Algumas dessas criptas são de 2 a 4 andares.

As criptas menores têm lados lisos na frente e nos lados, elas se curvam para dentro e as ainda menores, não possuem telhados. As paredes são feitas de blocos de pedra e argamassa com uma porcentagem alta de cal, ou argila e cal. As paredes têm nichos quadrados para depositar os cadáveres.

A primeira menção sobre a Cidade dos Mortos remonta o início do século 14. Os ancestrais dos ossetas se estabeleceram nos cinco cumes da montanha, mas o valor da terra era tão alto que eles foram forçados a escolher o lugar mais ventoso e mais inservível para montar o seu cemitério.

Há uma série de mitos e lendas que cercam o lugar. No passado, os moradores tentavam evitar de ir à Cidade dos Mortos, já acreditavam que qualquer um que se atrevesse a entrar, nunca sairia vivo. Mesmo agora, quase não há turistas rondando o lugar, embora isso seja atribuído à dificuldade de viajar para lá e não a uma maldição.

De acordo com uma lenda, uma praga varreu a Ossétia, no século 17. Para se isolarem da aldeia, as vítimas voluntariamente fizeram quarentena dentro de barracos e pacientemente aguardavam seu destino. Eles sobreviviam com parcas rações de pão trazidos pelos habitantes locais que lhes tinham apreço. Quando morreram, seus corpos foram deixados para apodrecer dentro dessas cabanas.










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