quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Noivas "Amazonas": Uma Comunidade Feminina no Brasil Procura Candidatos a Noivos

Uma comunidade brasileira composta em sua maioria por mulheres, convoca a potenciais esposos, que só serão bem-vindos se aceitarem as regras femininas sob as quais vivem suas integrantes.

A insólita comunidade do sul do Brasil de Noiva do Cordeiro, na qual vivem mais de 600 mulheres, muitas das quais são solteiras entre 20 e 35 anos, e em que mal há homens, experimenta uma severa escassez de candidatos a noivo para suas integrantes.

Mesmo assim, as mulheres não estão dispostas a abandonar as estritas regras sob as quais vive a comunidade e convidam só àqueles potenciais noivos que as aceitem. O objetivo destas normas é evitar que um homem mande na comunidade.

As mulheres são a única autoridade na comunidade e se encarregam tanto das tarefas agrícolas como da regência, passando pela religião entre outras. "Há muitas coisas que as mulheres fazem melhor que os homens", explica uma delas, Rosale Fernandes, citada pelo diário Mirror. "Nossa comunidade é mais formosa, mais organizada e mais harmoniosa do que se os homens estivessem no cargo", destaca.

Os homens da comunidade têm que trabalhar fora desta, e podem voltar só nos fins de semana. O mesmo acontece com os filhos homens ao alcançarem a idade de 18 anos. Os homens que vivem na comunidade aceitam essas regras, mas o problema é que todos já estão casados com mulheres da comunidade ou são parentes próximos. "Queremos conhecer a cavelheiros, que deixem suas próprias vidas e venham fazer parte das nossas", explica outra vizinha da comunidade, Nelma Fernandes. "Mas primeiro precisa aceitar fazer o que nós dizemos e viver sob nossas regras", ressalta.

A comunidade tem uma interessante e única história. Foi fundada há 120 anos por Maria Senhorinha de Lima, uma mulher expulsa de sua comunidade e excomungada da igreja católica por ''adultério'', após abandonar o marido com quem a haviam obrigado a se casar. Pouco a pouco outras mulheres se uniram para viver com ela.

Não obstante, em 1940 um pastor evangélico, Anísio Pereira, se casou com uma jovem da comunidade e chegou a ser a máxima autoridade nela, impondo regras muito rígidas, como a proibição de cortar o cabelo, tomar bebidas alcoólicas ou usar anticonceptivos. Após sua morte em 1995, as mulheres da comunidade decidiram que jamais permitiriam a um homem que lhes ditasse o que fazer e, além disso, recusaram as normas religiosas "impostas por homens".



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Um comentário:

  1. Muito interessante. Mas elas tem de ser muito confiantes em exigir que o homem só volte aos finais de semana. Bom, talvez por isso ainda estejam solteiras '-'.

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