sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Um Museu Dedicado ao Pato Laqueado à Moda de Pequim


Pequim, China, abriu no mês de julho de 2014, um museu dedicado ao pato laqueado à moda de Pequim em que revela em 1.000 m2 de exposição, informações e episódios sobre o prato mais conhecido da cozinha chinesa. 

O museu, o primeiro deste tipo, foi inaugurado para comemorar o 150º aniversário do restaurante Quanjude, que ocupa agora um edifício de sete andares e dispõe de franquias que chegam até à Austrália.
O museu, no sétimo andar, converte o pato em uma verdadeira instituição culinária, com estátuas, fotografias de políticos famosos jantando - como Richard Nixon e Henry Kissinger - e cardápios de 100 anos de antiguidade.

Embora não revele nenhum ingrediente secreto, vinte pequenas esculturas ilustram a viagem do pato até o prato. Primeiro é sacrificado quando pesa 3 quilos e inflam com ar sob a pele para separá-la da gordura.

Depois de destripado, é recheado com água fervendo para facilitar a absorção de um molho doce antes de secar a carne e assá-la durante 50 minutos.
Segundo a lenda, que permeia a exposição, o pato laqueado à moda de Pequim não nasceu na capital chinesa, mas sim em Nanquim (leste) e acompanhou a mudança da capital decidida durante a dinastia Ming pelo imperador Yongle, a princípios do século 15. 

Embora o método de preparação é originário do leste, o sistema de cocção é uma invenção de Pequim, segundo Fuchsia Dunlop, especialista britânica da cozinha chinesa. "Quando Quanjude foi fundado, os chefs decidiram pendurar os patos em um forno de argila, alimentado por um fogo de ramos de árvores frutíferas como o pessegueiro, a pereira e a Jujuba: é o que lhe dá o sabor que conhecemos hoje", conta.


Um chef especialista no prato, vem depois à mesa para cortar o pato e sua pele cristalizada, "em uma centena de fatias no caso dos mais hábeis". Um pato inteiro com seu acompanhamento custa uns 288 yuanes (35 euros ou 105,52 Reais). "É um espetáculo,é como ir ao teatro em família", acrescenta a especialista.

Entre os dados que contribui a exposição está o impressionante balanço gastronômico dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, quando foram servidos 13.000 patos laqueados aos atletas.

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