quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mauritânia, O Último Bastião da Escravatura

Na Mauritânia, no noroeste da África, a escravidão é uma amarga realidade. Estima-se que milhões de habitantes do país vivem na escravatura, em um sistema de enraizada discriminação étnica.

Nascidos na prisão

Na Mauritânia, no noroeste da África, a escravidão ainda é uma realidade. Estima-se que entre 10% e 20% dos 3,5 milhões de habitantes do país vivem na escravatura. Como os irmãos, Schweda (na foto) nascidos na escravidão, a nordeste do Saara. Depois que um dos irmãos, Matallah, conseguiu libertar-se, ele resgatou a irmã, juntamente com seus filhos para a liberdade, em março de 2013.
Situação de extrema pobreza

A seca ao longo de 25 anos transformou a sociedade nômade mauritana em acomodada. Mas a transição foi difícil e, com uma taxa de desemprego de 40%, muitas pessoas sobrevivem com menos de um dólar por dia no país.
Sobreviver de qualquer jeito

Nos arredores da capital da Mauritânia, Nouakchott, surgiram favelas. Aqui, ex-escravos e a empobrecida população rural local vivem em um gueto de barracos com telhado de zinco.
Repressão por todo o país

A escravidão não é a exceção na Mauritânia. Mbarka nasceu escrava e tinha de servir a uma família rica em Nouakchott. Em 2011, ela foi libertada com o apoio do ativista Biram Abeid e sua organização Iniciativa para o Ressurgimento do Movimento Abolicionista (IRA, na sigla em inglês).
A luta pela liberdade

Boubacar Messaoud (à esquerda), da organização não-governamental SOS Escravos, ajudou na libertação de Matallah (à direita) e, mais tarde, também na libertação de sua irmã Schweda com seus nove filhos. Ambos pertencem à "casta de escravos" negros africanos de Hratine que é reprimida pelos berberes árabes brancos.
"Casta de escravos"

Os Hratine ocupam o mais baixo nível social e econômico. Não há estatísticas confiáveis sobre a distribuição da população, mas grupos de direitos humanos estimam que entre 10% e 20% dos 3,5 milhões de habitantes da Mauritânia vivem na escravatura.
Uma sociedade sem pais

"Na escravidão, os pais são irrelevantes", diz Boubacar Massaoud da SOS Escravos. "Não há o papel do pai, pois o senhor dos escravos possui as mulheres e, quando elas engravidam e têm filhos, ele pode vendê-los ou fazer o que quiser com eles."
Justiça rara

Yarg (à direita), de 11 anos, é um dos poucos ex-escravos da Mauritânia que conseguiram, com sucesso, levar os seus senhores a um tribunal. O homem foi condenado a dois anos de prisão - por um crime que teoricamente tem uma pena mínima de 10 anos.
Fosso entre ricos e pobres

A Mauritânia é um dos países mais ricos da África Ocidental. No entanto, os rendimentos da pesca e dos recursos naturais quase não beneficiam a maioria da população.
Luta pela sobrevivência

A família de Matallah - aqui sua esposa e seus filhos - vivem em amarga pobreza. Apesar dos desafios, eles puderam manter a sua dignidade e a fé em um futuro melhor.

Fonte

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