quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O Maior Museu da Maconha do Mundo


A cidade catalã de Barcelona, Espanha, conta desde 2012, com o maior museu de mundo dedicado à cannabis, batizado como "El Hash, Marihuana, Cáñamo and Hemp Museum". Em Barcelona, têm proliferado dezenas de clubes do cannabis nos últimos anos graças a um limbo legal que as autoridades não se decidem se regulamentam ou não. Na Espanha o consumo e o cultivo para consumo próprio não são delitos.

O museu está localizado no Palácio Mornau, um edifício do século XVI situado no centro histórico de Barcelona que foi restaurado até o último detalhe para sua nova função. Há estudos clínicos que assinalam que certos componentes da cannabis podem ser efetivos como anti-inflamatórios e para tratar a dor ou ansiedade. Pese a isso, há grupos que afirmam que os efeitos negativos que esta planta pode ter sobre a saúde mental dos consumidores, justificaria uma proibição total de seu uso.

A exposição permanente pretende mostrar "a grande influência que a cannabis teve ao longo da história da Humanidade". Aos responsáveis pelo museu, "surpreendeu-lhes o grande acolhimento que teve" entre o público, "recebendo não só a visita de jovens, mas também de cidadãos de mais idade".


Os curadores do museu afirmam que querem abrir um debate sobre os usos da cannabis, desde suas possibilidades industriais ou terapêuticas ao seu consumo com fins recreativos. Também querem que as novas gerações conheçam a história dessa planta.

O museu conta com uma destacada coleção de quadros de pintura flamenca do século XVII, em que aparecem cenas de fumantes ou barcos em cuja construção foi utilizada a fibra de cânhamo.Também apresenta uma vasta coleção de garrafas de cannabis medicinais.

Desde 2004, Dronkers, dono do museu, entrega os prêmios "Cannabis Culture Awards", que buscam "reconhecer a pessoas e organizações que se distinguem no panorama internacional por promover a aceitação da cannabis em todas as suas formas".

No museu pode ser visto como que a partir da década de 1930, as autoridades norte-americanas utilizaram propaganda em filmes, livros, panfletos e cartazes que mostravam a marijuana como um produto nocivo e perigoso para a saúde mental.

Na América Latina a maconha também teve publicidade negativa, como a do filme argentino "Humo de Marijuana" (Fumaça de maconha), de 1968, em que é apresentada como uma droga pesada.

No museu também pode ser visto o uso industrial que foi feita do cânhamo em todo mundo desde há séculos. Teve uma época em que o cânhamo era largamente utilizado para tecer roupas ou fabricar sapatos, embora a chegada de outros materiais como o náilon, acabaram com essa indústria.

Também não faltam personagens da cultura pop como Popeye, ao que vincularam com o consumo de maconha. Alguns acham que os espinafres que o marinheiro toma, são uma metáfora da marijuana. 



"Com nossa coleção queremos dar ao público toda a informação possível para que possa ser criada uma opinião sobre a cannabis e de alguma maneira, acabar com os mitos que rodeiam esta planta", explicam os responsáveis pelo museu.






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