quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Curionautas Doodles #70

* Essa postagem trás os Doodles, que são as mini-postagens com curiosidades que publicamos na na nossa página no Facebook




Por que Mary Shelley reviveu a Frankenstein com eletricidade?

Quando a célebre novela Frankenstein foi publicada no de 1818, a eletricidade era pouco menos que uma raridade de salão, embora já haviam cientistas que experimentavam com ela buscando fins úteis.

Um destes foi o britânico Andrew Crosse, quem tinha erguido um laboratório onde, entre outros experimentos, aplicava choques elétricos a cadáveres em uma tentativa de lhes devolver a vida depois de comprovar que as descargas produziam espasmos em seus corpos.

Um método que não era nada inovador, já que outros cientistas como Luigi Galvani haviam praticado anteriormente. Fascinada por esses experimentos, a autora da imortal novela, Mary Shelley, mulher do poeta Percy Shelley e filha de Mary Wollstonecraft, filosofa e feminista adiantada ao seu tempo, decidiu plasmar na novela que, com o protagonismo de seu humaníssimo monstro Frankenstein, passou à posteridade.




Apagam lembranças com luz

Uma equipe de cientistas do Centro de Neurociências da Universidade da Califórnia em Davis, EUA, conseguiu eliminar por completo lembranças específicas em ratos empregando a luz, concretamente utilizando uma técnica chamada opto-genética, que se baseia em fazer incidir luz sobre os neurônios, entre outros tecidos vivos, para controlá-los.

Para seu experimento, os especialistas utilizaram ratos modificados geneticamente para que quando fossem ativados os seus neurônios, estes brilhassem com fluorescência de cor verde. Além disso, esses neurônios expressavam uma proteína que permitia desativar com luz as células nervosas. Assim, descobriram que neurônios se ativavam no córtex cerebral e no hipocampo, já que ambos coordenam a recuperação de lembranças episódicas, quando os ratos aprendiam e recuperavam lembranças e, por outro lado, desativaram esses neurônios com luz mediante um cabo de fibra ótica.

Graças à fluorescência verde, os cientistas demonstraram que podiam identificar especificamente as células que participam na aprendizagem e que estas se reativavam quando era necessária a recuperação do aprendido. Da mesma maneira, "apagando" com luz essas células nervosas do hipocampo, conseguiram que os ratos perdessem essa lembrança. Esta hipótese ficou confirmada depois de desativarem outras células do hipocampo diferentes às implicadas na aprendizagem, e comprovando que as lembranças não se viram afetados neste caso.

Segundo explicam na revista Neuron, Kazumasa Tanaka e Brian Wiltgen, líderes do estudo: "isto demonstra empiricamente pela primeira vez que o córtex cerebral não pode armazenar e recuperar as lembranças por si mesmo, mas sim, que precisa da ajuda do hipocampo".




Que rei restabeleceu a Inquisição? Em que a extinguiu?

A sinistra instituição criada em 1478 pelos Reis Católicos espanhóis Fernando II de Aragão e Isabel de Castela, e pelo Papa Sisto IV para manter o monopólio do catolicismo e reprimir judeus convertidos (marranos), protestantes e demais considerados hereges, condenou à fogueira a 35.000 pessoas e mandou a mais de 300.000 à prisão em seus três séculos de intensa atividade.

Teoricamente, a Santa Inquisição, como tribunal eclesiástico que era, só tinha influência sobre cristãos batizados. No entanto, durante a maior parte de sua história, ao não existir na prática liberdade de culto nem na Espanha nem em seus territórios dependentes, sua jurisdição se estendeu à prática total sobre súditos da monarquia espanhola.

Por fim, no dia 4 de dezembro de 1808, depois de entrar em Madri, Espanha, à frente do exército francês, Napoleão Bonaparte assinou em Chamartin o decreto que dava fim ao tribunal, também conhecido como Santo Ofício. No entanto o regresso do absolutismo deixou sem efeito a medida e o rei Fernando VII "O Desejado", que ocupou o trono entre 1813 e 1833, restabeleceu a Inquisição em 1814. Esta conjuntura prolongou-se por mais seis anos.

A chegada dos liberais ao governo em 1820 acabou quase definitivamente com ela, pois foi substituída em algumas dioceses pelas chamadas "Juntas de Fé", toleradas pelas autoridades locais. A Junta de Fé de Valencia teve a duvidosa e triste honra de condenar a morte ao último acusado de heresia na Espanha, o professor de escola Cayetano Ripoll, que foi enforcado na cidade de Valência em 31 de julho de 1826, no meio do forte escândalo internacional que causou na Europa, a situação de despotismo que ainda reinava na Espanha.

A extinção oficial da Inquisição, não aconteceu até o dia 15 de julho de 1834, com Isabel II ostentando a coroa. No entanto, ao ser esta menor de idade, foi sua mãe, a regente María Cristina de Borbón-Dos Sicilias, a encarregada de assinar o Real Decreto de extinção.

Via: wikipedia.org

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