segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O Velho do Lago - O Misterioso Tronco de Crater Lake

Em 1886, quando o geólogo Joseph S. Diller foi fazer o primeiro estudo geológico de Crater Lake no Oregon, EUA, ele notou um toco de árvore completamente livre e movendo-se sobre o lago, como que comandado pelo vento e pelas ondas. Seis anos depois, Diller publicou suas descobertas em que ele brevemente descreveu ter visto o tronco.

Este foi o primeiro registro escrito do que eventualmente veio a ser conhecido como o "Velho do Lago". A antiga cicuta com 9,14 m de comprimento ainda está lá, flutuando e balançando, absolutamente em posição vertical nas águas há mais de 100 anos. Sobre a linha d'água, o toco tem cerca de 0,61 m de diâmetro e fica a cerca de 1,22 m acima d'água. Sua superfície foi branqueada por muitos anos de exposição ao sol e enquanto a extremidade exposta da árvore flutuante está estilhaçada e desgastada, é ampla e dinâmica o suficiente para suportar o peso de uma pessoa.

No início Joseph S. Diller pensou que a árvore tinha raízes até o fundo e podendo constituir uma prova de que a superfície do Crater Lake havia subido ao longo do tempo. Mais tarde, Diller estabeleu que a árvore era móvel, amarrando um fio na parte exposta e puxando-a a uma curta distância. Ao longo dos anos, o lago tornou-se uma atração turística de menor escala e o velho do lago se tornou uma celebridade.

Por que o Velho flutua tão serenamente e não se tornou completamente enxarcado e afundou, ou apodreceu, permanece um mistério. A teoria geralmente aceita é que a árvore caiu no lago, provavelmente levada para lá por um deslizamento de terra, levando consigo pedras suficientes presas entre as suas raízes, para dar peso e colocá-la em equilíbrio.

Com o tempo, as raízes deterioraram e as pedras caíram nas profundezas, mas então o tronco ficou encharcado, e o peso d'água o manteve vertical. Considerando os 1,22 m da parte acima d'água sempre seca ao estar exposta ao sol, deu ao velho do lago a flutuabilidade suficiente para permanecer à tona. A água fria impediu que a madeira apodrecesse.

Uma característica marcante do velho tronco, é que ele viaja extensivamente por todo o lago. Em 1938, o naturalista John Doerr passou três meses rastreando seus padrões de viagem, e descobriu que dentro desse período, a árvore se moveu 99,78 km e em um um dia particularmente ventoso, viajou 6,12 km.

Logo uma lenda surgiu de que o Velho controlaria o clima. Em 1988, durante uma expedição submarina no lago, os cientistas o amarraram perto da ilha Wizard para evitar que a árvore esbarrasse no submarino. A história conta que no momento em que o amarraram, o céu escureceu e uma tempestade se formou. Os céus milagrosamente ficaram limpos apenas quando o velho do lago foi libertado.

Um guarda do parque demonstra a flutuabilidade do Velho do Lago. Circa 1930.



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