quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Project Iceworm: A Cidade Secreta Construída pelos EUA na Groenlândia

O Projeto "Iceworm" (Verme do gelo) e de acordo com o Exército dos EUA, um "centro de pesquisa de propulsão nuclear construído pelo Corpo de Engenheiros do Exército sob a superfície gelada da Groenlândia", foi um de tantos segredos alçados em pleno contexto de tensão política, onde o mistério e os últimos avanços tecnológicos, se convergiram com a esperança de ter alguma vantagem sobre o Kremlin. Uma fantástica rede de túneis bem perto do Pólo Sul.

Camp Century, a cidade secreta do gelo

A pessoa sobre a qual recaiu a responsabilidade de dar forma a este incrível e secreto projeto era John H. Kerkering, um coronel do exército dos Estados Unidos que devia construir uma cidade subterrânea sob o gelo da Groenlândia em tempo recorde, e a salvo dos espiões russos.

Corria o ano de 1959, em plena Guerra Fria, época em que os mísseis do ocidente apontavam ao inimigo comunista, e o Kremlin, por sua vez, pousava os olhos no imperialismo ocidental. A corrida armamentista por superar um ao outro, não tinha limites, daí que a cada certo tempo, curiosos projetos como o "Iceworm" eram financiados.

Plano da base secreta na Groenlândia

Os primeiros esboços da cidade foram levadas a cabo no Centro de Desenvolvimento e Investigação Polar dos Estados Unidos. A ideia era utilizar uma ilha situada entre os oceanos Atlântico e a Geleira do Ártico, para escavar nela uma verdadeira cidade subterrânea que serviria como posição tática e geográfica, para desenvolver seus objetivos de defesa nuclear, e enterrar ali, mísseis de modo preventivo. Era um local realmente estratégico que seria dissimulado como "base científica". Sem dúvida era um bom plano. E jamais levantaram suspeita alguma.

Nessa ilha, as temperaturas alcançavam os -56ºC. O trabalho ia ser um desafio dos grandes, mas o propósito valia a pena. Para isso, utilizaram potentes tuneladoras transladadas até o local, máquinas muito sofisticadas para a época que teriam de servir para construir uma complexa rede de longos corredores subterrâneos e para esconder uma autêntica e imensa central nuclear ao preço de 5 milhões de dólares da época.

Century camp

A cidade dispunha de 30 edifícios internos e inclusive de uma linha ferroviária de três quilômetros que unia 21 túneis e uma "avenida" central de mil  metros, onde montaram cômodas casas pré-fabricadas revestidas de madeira, centro médico, espaços de lazer como teatro, cinema, barbearia, biblioteca. Tudo isso ao lado da central nuclear.


Uma vida calma para um contexto de guerra onde os militares tentavam realizar suas funções com "tensa tranquilidade". No inverno eram 85 pessoas, enquanto que no verão duplicavam o pessoal. Algo monumental que custava a cada ano, aproximadamente 8 milhões de dólares.

Mas toda essa infra-estrutura secreta serviu para alguma coisa?


Para absolutamente nada...

O fim do projeto Iceworn

Depois de alguns anos de vigilância e investigação, o projeto foi abandonado por seu alto custo, pela inutilidade e por algo que escapava da mão do homem: o movimento das geleiras que colapsavam os túneis, que obviamente, acabavam se desmoronando. A base foi definitivamente desativada em 1966.

Um projeto iniciado em 1959, que permaneceu como um rigoroso mistério gelado, até chegar o ano de 1997. Momento em que aquele segredo começou a derreter pela inquietação da Dinamarca (um dos poucos países que declarou ser livre de todo tipo de armamento nuclear), ao descobrir que em uma de suas ilhas próximas da Groenlândia, estava escondida nada mais e nada menos que os restos de uma central nuclear...

De onde havia saído aquilo? A cidade secreta de Camp Century não demorou nem dois dias para se tornar domínio público e para se converter de repente, em apenas mais uma curiosidade, um relíquia daqueles tempos de Guerra Fria.




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