quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Será o Fim das Injeções? Conheça a Pílula com Microagulhas

Nada de injeções. Pelo menos por fora. Melhor engolir os medicamentos em uma pílula coberta de agulhas para serem injetados no aparelho digestivo, na área onde não há receptores de dor.

Assim propõe uma equipe do prestigioso Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), em colaboração com o Hospital Geral do mesmo estado. No Journal of Pharmaceutical Sciences apresentam um protótipo de pílula de aço inoxidável com um depósito para o medicamento e um corpo de microagulhas para inoculação. O conjunto está recoberto por uma proteção que se desintegra ao contato com os ácidos gástricos e intestinais.

Está indicada para as substâncias que não podem ser administradas por via oral, porque esses ácidos degradariam os fármacos antes que o corpo pudesse absorvê-los. É o caso da insulina ou muitos medicamentos chamados biológicos, como as vacinas.

O protótipo, de 2 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro, foi testado para inocular insulina em porcos. Nesse caso, foi introduzida a cápsula diretamente no estômago e foi observada a sua trajetória com raios X. Enquanto percorria o aparelho digestivo durante mais de uma semana, foi injetando a insulina no estômago, no cólon e no intestino delgado. Como resultado, a glicose desceu mais que com injeções subcutâneas tradicionais, o que faz os pesquisadores pensarem que esta forma de administração pode levar doses mais eficientes.

Os seguintes passos na investigação serão dirigidos para conseguir que sejam os próprios movimentos peristálticos do intestino que impulsionem a descarga do depósito, e elaborar uma pílula de plástico e açúcar que possa ser absorvida pelo tecido intestinal e libertem dali a sua carga curativa.

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