terça-feira, 11 de novembro de 2014

Alexander Pichushkin - O Maníaco do Martelo



"Sua intenção era completar um macabro tabuleiro de xadrez de 65 casas no qual, já tinha colado 61 moedas, uma para cada uma de suas vítimas...Nomeado o "Maníaco do Martelo" por matar frequentemente com o instrumento de modo brutal, este sádico assassino russo confessou com arrepiantes palavras: 'Gosto do som de um crânio se partindo'..."

O Assassino do xadrez

Alexander anotava e enumerava
cada vítima, a cada nova casa do
sinistro tabuleiro e por isso,
também lhe chamaram de
"O Assassino do xadrez"
Durante mais de uma década, Alexander Pichushkin perpetrou seus crimes com total impunidade: 61 assassinatos brutais, muitos deles atingindo selvagemente as suas vítimas com um martelo até a morte. 

Sua intenção era completar um macabro tabuleiro de xadrez  de 65 casas no qual, ela já havia colado 61 moedas, uma para cada uma de suas vítimas. Todos os espaços eram numerados e ele apontava em seu diário os dados de seus assassinatos com arrepiantes anotações dos crimes.

Alexander ganhou durante esse tempo, vários nomes pela Imprensa e publico: "O Maníaco do Martelo", "O Assassino do xadrez", também foi convertido no "Maníaco de Bitsevsky", nome do parque no sul de Moscou onde cometeu seus crimes.
Seu primeiro assassinato, aos 18 anos, despertou uma besta assassina que manteve latente até o ano 2000, oito anos depois.

Origem obscura

Alexander foi criado por sua mãe (seu pai abandonou-os
quando ele era um bebê) e ele era uma criança solitária 

e calada. Ao morrer o seu avô, ficou deprimido e sua 
mãe lhe presenteou com um cachorrinho. Diferente 
de muitos assassinos, Alexander amava os animais.
Alexander Yuryevich Pichushkin nasceu em 9 de abril de 1974 em Mystischi, Oblast de Moscou, Rússia. Pouco se sabe dele antes de se converter no Maníaco do Martelo. Seu pai abandonou a sua família quando ele ainda era um bebê, por isso foi criado por Natalya, sua mãe. Quando Pichushkin tinha apenas 4 anos de idade, caiu de um balanço de um parquinho e sofreu uma ferida na cabeça.

Depois do golpe, ingressou em um instituto para crianças com deficiência. Supostamente é por isso que Alexander não se harmonizava com as crianças do seu bairro, razão pela qual, passava grande parte do seu tempo só e calado. Embora tivesse uma boa relação com seu avô, quando o idoso morreu o jovem entrou em uma grande depressão.

Para resolver este problema, sua mãe presenteou-lhe com um cão, que Alexander passeava com frequência no parque Bittsevsky, ao sul da cidade.

Durante sua infância, Alexander costumava brigar com crianças maiores que ele, sem se importar com a razão ou o motivo, Pichushkin procurava brigas e com frequência vencia. Em sua adolescência e começo da idade adulta, as pessoas que conheceram a esse jovem bem vestido e aprumado, descreveram ele como um vizinho amigável e sensível, como uma pessoa que se preocupava muito com os animais, mas que tinha poucos amigos.

Em 1991, a vida pareceu melhorar na adolescência de Pichushkin, quando este se apaixonou por Olga Maksheeva, uma adolescente de 17 anos que vivia em sua comunidade. Ao cabo de alguns encontros, ela perdeu o interesse em Alexander e deixou de vê-lo. Pouco tempo depois, ela começou a sair com um homem de 20 anos chamado Sergei Kozyrev, e isso incomodou a Pichushkin.

Com 17 anos Alexander
apaixonou-se por Olga
Maksheeva de 17 anos,
quem se foi com um
homem de 20 anos e
partindo o coração
de Pichushkin, feito com
que em parte, causou-lhe
 a ira interna que o levou
 ao seu primeiro assassinato
aos 18 anos.
Em 1992, Pichushkin cometeu o seu primeiro homicídio quando lançou por uma janela a um colega de aula; no entanto, pela atenção dada ao julgamento de Andrei Chikatilo, o assassinato foi declarado como um suicídio. Anos depois em sua confissão, Alexander disse: 

"Foi como o primeiro amor, inesquecível".

Na primavera daquele ano, o cadáver de Sergei Kozyrev (o homem de 20 anos que tomou a Olga) foi encontrado em seu apartamento e Alexander foi interrogado como suspeito, mas ao não encontrarem evidências contundentes, foi posto em liberdade. Recentemente, o caso sobre Kozyrev voltou a ser investigado.

O irmão de Olga, Stanislav, disse que Alexander planificava tudo como em um jogo de xadrez, o aparecimento de Sergei o enfureceu e logo queria castigar o seu rival. Stanislav surpreendeu-se ao ver a Pichushkin no funeral de sua irmã após tantos anos.

Estranhamente, as tendências homicidas de Alexander se detiveram até o ano 2000, período em que começou com uma série de assassinatos que aterrorizou à população moscovita. No ano de 2001, os habitantes que viviam próximos do parque Bittsevsky, reconheceram que se tratava de um assassino em série e logo o medo se espalhou por toda a capital.

O parque de sangue

O parque Bittsevsky é um dos maiores parques naturais de Moscou, Rússia. O parque está localizado no sul de Moscou e é cortado pelo rio Bittsa, também é o lar de muitas espécies de plantas e animais. Sua densa arborização, converteu o local em ideal para cometer crimes atrozes. Nos primeiros anos do século XXI, começaram a desaparecer os vagabundos e os idosos que frequentavam o parque Bittsevsky.

Nos primeiros anos do século 21, começaram a desaparecer os
vagabundos e os idosos que frequentavam o parque Bittsevsky.
Pichushkin enganava suas vítimas e depois atacava pelas costas
com um martelo, um cano ou uma garrafa, no qual, muitas vítimas
tinham uma garrafa de vodka quebrada incrustada no crânio.
Alexander se aproximava dos seus alvos fingindo estar de luto pela morte de seu cão, posteriormente convidava a vítima a beber vodka na tumba da sua mascote.

Assim, Pichushkin enganava suas vítimas com promessas de bebidas grátis se eram homens e mentia às mulheres convidando-as para encontros. Quando a pessoa estava bêbada, Pichushkin a atacava pelas costas a atingindo repetidamente com um objeto contundente como um martelo, um cano ou uma garrafa de vodka.

O assassino escondia os corpos nas fossas de esgoto e muitas das vítimas que sobreviviam aos golpes, morriam afogadas. Na medida em que Alexander continuava assassinando, seus ataques se tornavam cada vez mais selvagens e já não ocultava bem os corpos, abandonado-os em um lugar onde eram fáceis de serem encontrados.

As vítimas de Alexander eram
de modo geral homens dentre
50 e 70 anos e embora nunca
tenha abusado sexualmente de
suas presas, reconheceu
que tinha orgasmos só com
o fato das vê-las agonizar...
No ano de 2002, o cadáver de Olga Maksheeva foi encontrado em uma fonte do parque Bittsevsky e uma onda de assassinatos implacáveis começou naquele ano. A Polícia suspeitou de um componente sexual já que as vítimas, de modo geral, eram homens entre 50 e 70 anos, muitos deles vagabundos e alcoólatras; tal componente foi confirmado tempos depois, quando depois de sua captura, o maníaco confessou que tinha orgasmos pelo mero fato de ver agonizar a suas vítimas.

O padrão das pessoas desaparecidas e a brutalidade de seus assassinatos confirmaram em 2003 que um assassino em série espreitava o parque Bittsevsky. Logo a imprensa passou a chamá-lo de o "Maníaco de Bittsevsky" e "A besta de Bittsa".



Alexander, detido antes de terminar seu tabuleiro

Alexander seguiu seus assassinatos por 5 anos
no mesmo parque, contando entre suas vítimas,
a sua colega de trabalho Marina Moskaleva e a
Olga Maksheeva, a quem quebrou-lhe o crânio
como vingança por partir o seu coração anos atrás.
Alexander continuou seus assassinatos durante cinco anos no mesmo parque em que passeava com seu cão quando era criança, em fevereiro de 2007 voltou a matar para demonstrar à Polícia que seguia livre.

Meses depois, Pichushkin convidou a passear pelo parque Bittsevsky, a Marina Moskaleva, uma colega de trabalho do shopping onde Pichushkin trabalhava organizando produtos nas prateleiras. Antes de sair, Marina deixou um bilhete ao seu filho, dizendo com quem ia estar. O cadáver de Marina foi encontrado nas periferias do parque em 14 de junho de 2007.

Em 16 de junho, a Polícia, com a ajuda do bilhete, encontrou Pichushkin em sua casa com o martelo na mão. Alexander entregou-se sem oferecer resistência, logo confessou todos os seus assassinatos dando um fim ao terror no parque Bittsevsky. No entanto o horror mal começava, ao confiscar evidências na casa de Pichushkin, encontraram um tabuleiro de xadrez com 61 moedas coladas e um número em cada espaço. Durante o interrogatório Alexander declarou que sua missão era encher os espaços do tabuleiro de xadrez com suas vítimas.

Dito isto, entregou ao oficial um diário com apontamentos e um diagrama do tabuleiro que continha informações sobre suas vítimas. Alexander reforçou seu comentário dizendo o seguinte:

"Salvaram a vida de muitas pessoas ao me prenderem, nunca teriam me detido, nunca."

O Julgamento da Besta de Bittsa

Uma vez sob custódia, Alexander se declarou culpado de cometer 61 assassinatos, no entanto a Polícia só reconheceu 49 mortes confirmadas até a data. Pichushkin se queixou, considerando injusto para com o resto de suas vítimas.

Alexander era tão odiado que teve que ser trancado
em um cubículo de vidro blindado para que não o
matassem. Quando a Imprensa perguntou a ele por
que matava, Alexander disse:
"Uma vida sem homicídios para mim é como
uma vida sem alimentos para vocês...(...)...
Só matava a pessoas que se queixavam de sua
vida, me sentia como um pai de todas estas
pessoas, porque era eu quem abria
a porta ao outro mundo."
Quando a Imprensa o questionou com a pergunta: "por que", sua resposta foi inquietante e perturbadora, também afirmou sentir orgasmos enquanto via como sua vítima agonizava. Estas são algumas de suas declarações:

- "Uma vida sem homicídios para mim é como uma vida sem alimentos para vocês."

- "Só matava as pessoas que se queixavam de sua vida, me sentia como um pai de todas estas pessoas, porque era eu quem abria a porta ao outro mundo."

- "Gosto do som de um crânio se partindo."

Durante o interrogatório, Pichushkin disse ter matado a 11 pessoas em 2001, com orgulho de si mesmo, disse que estrangulou 6 em um só mês. Também revelou que em fevereiro de 2006, matou a uma de suas últimas vítimas apenas para demonstrar à Polícia que "A Besta de Bittsa" seguia a solta. Finalmente confessou sua admiração por Andrei Chikatilo, dizendo às câmeras que ele devia ser nomeado como o assassino Nº1 da Rússia por ter superado o número de vítimas do "Açougueiro de Rostov".

Alexander presumiu ter matado 11
pessoas em um mês e confessou que
admirava o sangrento Andrei Chikatilo,
mas disse que devia ser nomeado o
assassino Nº1 da Rússia por ter superado
o número de vítimas de seu ídolo.
O castigo que lhe deram foi pequeno
por tanta atrocidade: a prisão perpétua.
Uma caixa de vidro reforçado foi usada na corte para proteger o acusado de possíveis ataques por parte dos familiares das vítimas. Enquanto o oficial investigador do caso, Andrei Suprunenko, explicou o método que Pichushkin usou, também disse que ainda estavam em processo de compreender a mente distorcida do assassino.

Por esta razão, Alexander foi submetido a um exame psiquiátrico para saber se era apto a atender o julgamento. O Instituto de Serbsky em Moscou, opinou que o assassino tinha suficiente lucidez mental para ser avaliado. Alexander Gonopolsky, doutor e psiquiatra, disse que os assassinos em série precisam de medicamentos e só se revelam quando suas ações são muito óbvias para o público, como no caso de Alexander...

Na quarta-feira, 24 de outubro de 2007, o julgamento do "Maníaco do martelo" chegou ao seu fim, depois de ouvirem os depoimentos de testemunhas e os palavrórios de Pichushkin, acrescentado as evidências policiais. O juiz Vladimir Usov leu o veredito por uma hora antes de sentenciar a Alexander Pichushkin a prisão perpétua por seus crimes; adicionalmente, Alexander foi condenado a passar em confinamento solitário pelos primeiros 15 anos de prisão.

O final do assassino deixou a muitas pessoas pouco satisfeitas, já que a pena de morte havia sido suspensa na Rússia em 1996. "Ele embebedou ao meu irmão e o lançou em um poço de esgoto quando ainda estava vivo. Pichushkin merece mais que uma prisão perpétua. Um esquadrão de fuzilamento seria um castigo muito leve para ele", disse Alexander Fyodorov, um intelectual moscovita.

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