quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Curionautas Doodles #82

* Essa postagem trás os Doodles, que são as mini-postagens com curiosidades que publicamos na na nossa página no Facebook




Quantas tribos isoladas restam no planeta?

Estima-se que exista uma centena de grupos humanos sem comunicação com o mundo exterior. Os antropólogos assinalam que cerca de quarenta vivem no Brasil, e quinze, no Peru. Também há pequenas comunidades não contatadas em outros países onde se estende a selva amazônica -Bolívia, Colômbia, Equador ou Paraguai-, nas ilhas Andamán ( Índia) e na Nova Guiné.

Depois do tsunami que devastou amplas zonas do sudeste asiático no final de 2004, os cientistas temeram pela sorte dos centineleses, tribo isolada que vive nas Andamán. Quando um helicóptero sobrevoou a zona, um dos nativos saiu correndo e ameaçou o piloto com sua lança: tinham sobrevivido ao desastre e não queriam saber nada de outras pessoas. Os antropólogos sabem que violar sua solidão poderia expô-los a doenças fatais para as quais não desenvolveram defesas.




Alguns lagartos experimentam uma evolução acelerada

Uma equipe de pesquisadores coordenados por Yoel Stuart, do Departamento de Biologia Integrativa da Universidade de Austin, Texas, EUA, descobriu que em menos de 15 anos, alguns lagartos que vivem em ilhas da Flórida, EUA, protagonizaram o que parece um processo evolutivo acelerado. Durante o mesmo, experimentaram significativas alterações anatômicas para adaptar à pressão que vieram exercendo sobre suas populações, diferentes espécies invasoras.

Segundo explicam estes especialistas na revista Science, depois de entrar em contato com estas últimas, os lagartos começaram a subir nas árvores e acharam vantajoso permanecer pendurados delas. Deste modo, em apenas vinte gerações, desenvolveram de modo considerável, uma de suas garras -esta, além disso, possui escamas especialmente aderentes-, de maneira que podem se fixar melhor.

"Só para que tenhamos uma ideia, se algo semelhante tivesse acontecido, por exemplo, em humanos, equivaleria a que nossa altura passasse em um tempo recorde de 1,75 m a 1,95 m, destaca Stuart.




Novas próteses que permitem sentir

Um novo sistema protésico desenhado por especialistas da Universidade Case Western Reserve e o Centro Médico Louis Stokes Cleveland Veterans Affairs (EUA) permite aos pacientes que perderam um membro, experimentar sensações similares às que teriam se ainda o conservassem. Deste modo, por exemplo, a uma pessoa à que lhe falte uma mão se eriçaria o pelo do braço quando "tocasse" com seus dedos biônicos, alguma superfície que provoque arrepios.

Segundo anunciado na revista Science Translational Medicine, embora na verdade o afetado não pode "sentir" pra valer com sua mão artificial, um programa informático traduz esse roçar em sinais elétricos que depois envia às partes não danificadas de seu membro e ao seu cérebro. Para isso, implantam eletrodos nos músculos que ainda conserva. Seus desenvolvedores destacam que este avanço faz com que os usuários de determinadas próteses possam manipular tal membro robótico com mais facilmente.

O engenheiro biomecânico Dustin Tyler, que dirigiu a investigação, aponta que seu objetivo não só é restaurar a funcionalidade perdida do paciente, mas também, reconectar o individuou com o mundo. "Nosso trabalho serve para reativar áreas do cérebro relacionadas com a sensação do tato que desaparecem quando se perde um membro", indica.

Via: nature.com en.wikipedia.org

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