quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Curionautas Doodles #86

* Essa postagem trás os Doodles, que são as mini-postagens com curiosidades que publicamos na na nossa página no Facebook




Qual foi o último felino a ser extinto?

A pantera nebulosa de Formosa (Neofelis nebulosa brachyura), uma espécie endêmica de Taiwan, cuja extinção foi corroborada em princípios de 2013 depois de treze anos de árdua investigação com a ajuda de 1.500 câmeras infravermelhas e outros instrumentos. O animal começou a aparecer em documentos escritos nos anos 1860, e deve seu nome as suas manchas caraterísticas de sua pelagem, com forma de nuvens. Os pesquisadores suspeitam que a causa de seu desaparecimento foi o comércio ilegal de suas peles, que começou durante a ocupação japonesa, assim como a destruição de seu habitat e suas presas naturais.

Ainda existem espécimes de outra subespécie da pantera nebulosa que habita no Himalaia acima dos 2000 metros, Neofelis nebulosa nebulosa, incluída na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da UICN de 2012 ante o risco de que desapareça logo. E em Bornéu vive a pantera nebulosa de Bornéu (Neofelis diardi).




Quantos pneus são jogados no lixo a cada ano?

A cada ano, cerca de 1000 milhões de pneus chegam ao final de sua vida útil em todo o mundo. Estas rodas, em sua maior parte eliminadas, poderiam ser recicladas, aproveitando os materiais recuperados para outras aplicações. Em específico, os pneus contêm aço e uma quantidade elevada de materiais orgânicos que podem ser empregados como fonte de combustível em substituição ao carvão ou biomassa ou então, como matérias primas secundárias na fabricação de sub-produtos de alto valor acrescentado.

Na Europa, cientistas italianos estão desenvolvendo um sistema capaz de produzir um gás combustível sintético ou "sintegás" (uma mistura composta principalmente por hidrogênio, monóxido e dióxido de carbono e metano) e Carbeto de silício a partir de pneus. -O Carbeto de silício é útil na fabricação de materiais cerâmicos e possui aplicações na eletrônica.




Notam-se as estações no fundo do mar?

O calor e o frio não só influenciam nos seres que vivem nas superfícies terrestres e marinha, mas também causam um efeito importante nos que habitam os fundos oceânicos. Não obstante, na água, as mudanças demoram mais em notar-se, já que neste meio a temperatura modifica-se menos e de forma mais lenta que na terra, o que retarda o avanço das estações oceânicas.

No entanto, durante o inverno e o verão, as grandes diferenças térmicas entre a superfície e o fundo fazem com que formem-se camadas aquosas que não se misturam entre si, devido a sua diferente densidade. Nestas épocas, os nutrientes ficam presos próximos do fundo, onde não chega a luz. Em contrapartida, nos períodos mais quentes da primavera e outono, as águas voltam a se misturar, e o alimento abunda na superfície, o que, junto da luz solar, permite às algas que formam o Fitoplâncton -os microrganismos que fazem a fotossíntese- crescer tão rapidamente como suas vizinhas terrestres.

Também com a subida da temperatura da água, algumas espécies, como as medusas "vêm pra cima" e sua presença é notória. Quando abundam, é sinal de que teve uma ascensão térmica. O acréscimo das temperaturas oceânicas também está afetando à biodiversidade dos mares.


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