terça-feira, 18 de novembro de 2014

Theodore Kaczynski – Unabomber







"Durante 18 anos debochou da perseguição do FBI e colocou 16 bombas, chegando a ser considerado o terrorista mais perigoso da época. PhD em Matemáticas, este gênio assassino (QI de 167) aterrorizou os EUA inspirado em seu desejo de 'uma completa e permanente destruição da sociedade industrial moderna em cada parte do mundo...'"

O matemático terrorista

Unabomber quando adolescente.
Por sua genialidade, aos 16 ingressou
a Harvard e aos 20 foi licenciado,
conseguindo antes dos 26 anos
um doutorado em Matemáticas.
Nasceu em Chicago no dia 22 de maio de 1942 e tinha um irmão menor que foi o que finalmente lhe denunciou. Sua mãe, Wanda, ficou viúva em 1990 quando seu marido, Richard, descobriu  que tinha um câncer terminal e se suicidou.

Theodore Kaczynski foi professor de Matemáticas na Universidade da Califórnia até que em 1970 decidiu romper com a civilização. Desde aquele momento, começou a sua "cruzada" contra o progresso. Viveu completamente só em uma cabana nas montanhas de Montana e de 1978 até 1995, foi o homem mais procurado da América, sua cabeça chegou a valer 1 milhão de dólares e foi considerado o terrorista mais perigoso do mundo.

Do ano de 1978 até 1995, colocou 16 bombas, resultando na morte de 3 pessoas e ferindo outras 28. Atualmente, Theodore Kaczynski encontra-se cumprindo uma quadrupla prisão perpétua no Colorado.

Theodore Kaczynski lutava e luta pelo regresso à "vida selvagem" através de "uma completa e permanente destruição da sociedade industrial moderna em cada parte do mundo", argumentava que o progresso nos destruiria a todos e pretendia com seus atentados, dar toques de atenção às principais personalidades e empresas.

Uma equipe de especialistas do FBI interrogou a 10.000 suspeitos e foram gastos 50 milhões de dólares em uma tentativa sem sucesso de detê-lo. O FBI teve que admitir que ele era muito inteligente e um especialista em manipulação de explosivos...

Seus atentados

Foi a explosão da terceira bomba,
colocada em um Boeing 727 durante
um voo comercial realizado em 15
de novembro de 1979, o que levou ao
FBI a se envolver no caso.
O primeiro dispositivo que colocou, uma caixa de cigarros que continha cabeças de fósforos e detonadores, foi encontrada no estacionamento da Universidade de Illinois (Chicago) em 25 de maio de 1978. Esta bomba tinha como alvo um professor do Instituto Politécnico da Universidade, mas foi reenviada à Universidade de Northwestern, onde explodiu ferindo um guarda de segurança do campus que abriu o pacote por considerá-lo suspeito.

O segundo dispositivo explodiu na Universidade de Northwestern quase um ano depois, em 9 de maio de 1979, ferindo levemente um estudante.

Mas foi a explosão da terceira bomba colocada na barriga de um Boeing 727, durante um voo comercial entre Chicago e Washington realizado em 15 de novembro de 1979, o que levou ao FBI a se envolver no caso. A bomba foi ativada com um barômetro caseiro que havia sido modificado para funcionar como um altímetro.

Quando o avião alcançou os 35,000 pés, o dispositivo completou um circuito elétrico que acendeu uma massa de pólvora. A bomba caseira começou a lançar fumaça no compartimento. Os passageiros arfavam para poderem respirar quando a fumaça alcançou a cabine principal. As máscaras de oxigênio saíram para cumprir seu propósito e a tripulação começou a se preparar para uma aterrissagem forçada no Aeroporto Internacional de Dulles, Virgínia.

Os passageiros e a tripulação foram evacuados pela porta de emergência e doze deles foram enviados ao hospital para serem tratados por inalação de fumaça. Quando a fonte da explosão foi examinada, descobriram uma bomba caseira - novamente em uma caixa de madeira - que havia sido enviada por correio aéreo desde Chicago. Claramente, o terrorista não podia saber o voo que levaria seu pacote, de modo que as autoridades concluíram que não era um ataque específico contra a American Airlines.

Esta terceira ação fez com que fossem conhecidas as duas primeiras, colocando os federais em uma longa e infrutífera busca do "Ludista Letal" da América. Esta nova situação não deteve a Theodore Kaczynski que enviou a Percy Wood, presidente da United Airlines, um livro bomba que lhe feriu em 10 junho de 1980. O ataque a Wood levou o FBI a denominar o terrorista pelo nome policial de "Unabomber" ("Un" provém de University e de United Airlines, objetivos iniciais de seus ataques).

Retrato falado de Unabomber e a réplica de uma de suas
bombas caseiras.
Em 15 de maio de 1985 atacou à Boeing Corporation
deixando um pacote bomba na sala de computadores.
A quinta bomba foi colocada em uma classe da Universidade de Empresariais de Utah, em 8 de novembro de 1981. Ninguém saiu ferido. Dois meses depois, em 5 de maio de 1982, uma bomba feriu a um acadêmico da Universidade de Vanderbilt em Nashville.

Em 2 de julho de 1982 "Unabomber" coloca uma bomba na Universidade da Califórnia. Durante a semana de férias, o pacote bomba foi encontrado no chão da cafeteria do Departamento de Engenharia do Campus de Berkeley. Um professor de Eletrônica ficou seriamente ferido já que seu rosto e mãos foram muito afetados quando desembrulhou o pacote ao confundi-lo com um "instrumento de medição".

Três anos depois, ataca diretamente a Boeing Corporation deixando um pacote bomba na sala de computadores em 15 de maio de 1985, que fez perder um dedo da mão direita ao estudante de Matemáticas que o abriu.

Em menos de um mês, em 13 de junho de 1985, foi atacada por segunda vez a Boeing Corporation ao receber uma bomba no escritório de Washington que foi interceptada antes de causar danos. Menos sorte teve o assistente de um professor da Universidade de Michigan, ao abrir o pacote que ia dirigido ao professor em 15 de novembro de 1985.
Cabana onde Unabomber vivia e construía suas bombas.


A seguinte bomba estava dissimulada sob uma tábua colocada em um estacionamento da Califórnia, ao lado de um depósito de computadores, em 11 de dezembro de 1985. O encarregado do armazém encontrou a bomba e ao apanhá-la ele a dobrou, resultando morto. Esta foi a primeira ação de Unabomber em que resulta morta uma pessoa.

O seguinte ataque foi outra vez em um depósito de computadores em 20 de fevereiro de 1987 em Salt Lake City. De novo resultou ferido o gerente da loja. Um caixa afirmou ter visto a um homem com uma balaclava próximo do local, sendo a primeira vez em que o FBI ficou tão próximo de identificá-lo. A avaliação que fez o FBI dos motivos que levavam a "Unabomber" a colocar bombas, fez com que ele fosse visto como um "doido solitário" que atuava guiado por questões pessoais.

Após vários anos terem se passado sem obter resultados, o grupo especial de operações do FBI dedicado a este caso foi temporariamente dissolvido. Passaram cinco anos até que "Unabomber" colocou duas novas bombas, uma em 22 de junho de 1993 na Universidade de Califórnia, a qual feriu a um genetista, e a outra colocada dois dias depois na Universidade de Yale, causando feridas graves ao conhecido programador David Gelernter.

Thomas Mosser tentou salvar
a imagem da companhia Exxon
depois do desastre ambiental de
Exxon Valdez.
Unabomber castigou-o com
um pacote bomba que quase
decepou sua cabeça do corpo...
Nessa época, "Unabomber" enviou um comunicado ao New York Times explicando que o autor das bombas era o Freedom Clube (Clube da Liberdade), anarquistas anti-tecnologia.

Rapidamente o grupo especial de operações do FBI dedicado a este caso foi reconstituído, mas não puderam fazer nada para salvar a vida a Thomas Mosser, diretor da Burson-Marsteller, a agência de publicidade que tentou recuperar a boa imagem da companhia Exxon após a catástrofe ambiental do Exxon Valdez. A bomba foi colocada na porta da casa do diretor em 10 de dezembro de 1994, que explodiu sua cabeça ao abrir o pacote.

Em 24 de abril de 1995, uma pesada caixa chegou à sede da Sociedade Florestal da Califórnia e quando a secretária do presidente da corporação não pôde abri-la, pediu ajuda ao seu chefe apesar de que ia dirigida ao "antecessor" deste, William Dennison. O presidente da Sociedade Florestal da Califórnia morreu devido à explosão.

Esta foi a última ação de "Unabomber". Dois dias depois, em 26 de abril de 1995, o Freedom Club enviou uma carta ao New Tork Times. Acreditando que era outra bomba, o pessoal do jornal entregou a carta sem abrir ao FBI. A carta na verdade, continha um manifesto.

"Unabomber" prometeu que não levaria a cabo mais ações se o manifesto do Freedom Club: "A sociedade industrial e o seu futuro" (todos seus textos em inglês aqui) fosse publicado. "Unabomber" declarou: "achamos que chegou o momento de publicar as ideias anti-tecnología". O New York Times acedeu a publicar o manifesto.

Sua detenção

Foi David Kaczynski,
o irmão de Unabomber,
quem finalmente delatou
a Theodore Kaczynski.
A detenção de Theodore Kaczynski deveu-se mais a uma questão de sorte do que de trabalho do FBI. Seu irmão, David Kaczynski, foi quem delatou-o, recebendo a recompensa de um milhão de dólares que estava sendo oferecida, cuja metade ele a entregou aos familiares das vítimas.

David sempre havia tentado seguir o exemplo de seu irmão até o ponto de construir uma cabana e abandonar a sociedade civilizada. Mas ao passar certo tempo, abandonou essa ideia e regressou a sua vida anterior

Possivelmente a última
foto conhecida de
Unabomber
Durante o julgamento, Theodore Kaczynski recusou  seus advogados por quererem basear sua defesa em uma aparente doença mental e propôs que Tony Serra, um advogado célebre por defender a grupos radicais, tomasse seu caso. Tony Serra aceitou o caso sem cobrar mas o juiz recusou a mudança por considerar que era já demasiado tarde.

Finalmente foi condenado a uma quadrupla prisão perpétua e destinado a cumpri-la em uma prisão de segurança máxima, acabando com uma série de atentados que duraram 18 anos e lhe converteram no criminoso mais perseguido da América do Norte.

Segundo se sabe, Theodore continua ressentido com seu irmão David, pois não lhe respondeu nenhuma de suas cartas e até afirmou em uma entrevista, que tê-lo delatado foi uma forma de vingança: "acho que seu sentido de culpa está ultrapassado por sua satisfação ao ter finalmente se vingado de seu irmão maior", foram suas palavras. Por outra parte, sabe-se que Theodore continua escrevendo na prisão, ao ponto em que em 2010 Feral House publicou a "Escravatura Tecnológica", onde estão reunidos os ensaios de Thedore e mais uma versão corrigida de seu famoso manifesto.

Fonte Fonte Fonte Fonte

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