terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A Árvore Solitária do Ténéré

Conhecida como L'Arbre du Ténéré, a Árvore do Ténéré foi uma solitária acácia que em algum momento foi considerada a árvore mais isolada do planeta.

Ali, de pé no Deserto do Saara - onde alguma vez fora um exuberante bosque - restou solitária em uma terra estéril, a 120 quilômetros de qualquer outra árvore.
Como sinal único da rota das caravanas que cruzavam a região do Ténéré ao sudeste do Níger durante centenas de anos, a árvore ficou tão conhecida que junto ao Arbre Pedu ou Árvore Perdida, localizadoa mais ao norte, eram as únicas árvores incluídas em mapas.

Quando Michel Lesourd do Serviço Central de Assuntos Sarianos viu a árvore pela primeira vez em 1939, ele escreveu:

"É preciso ver a árvore para acreditar na sua existência. Qual é o seu segredo? Como pode ainda estar vivendo apesar das multidões de camelos pisotearem os seus lados? Como que um camelo perdido no azalai (caminho de caravana) não come suas folhas e espinhos? Por que os numerosos Tuaregues, liderando caravanas de sal, não cortam seus ramos para fazer fogueiras e preparar seu chá? 

A única resposta é que a árvore é considerada um tabu pelos caravaneiros. Há uma espécie de superstição, uma ordem tribal, sempre respeitada todos os anos pelos que seguem o azalai e se reúnem em volta da árvore antes de enfrentar a travessia do Ténéré. A Acacia se tornou um farol de vida; é o primeiro ou o último marco no caminho quando deixam Agadèz para Bilma, ou retornam ".


A Árvore de Ténéré sobreviveu centenas de anos de desertificação até que um dia, em 1973, um caminhoneiro bêbado a atingiu e a derrubou.
Os restos da árvore foram transferidos para o Museu Nacional do Níger em Niamey, e uma escultura de metal solitária foi colocada no lugar da árvore.



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