terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A Mãe de Leonardo Da Vinci Poderia Ter Sido uma Escrava Chinesa

Se Dan Brown havia chegado a pensar que estava com todos os enigmas sobre Da Vinci resolvidos... Ele se equivocou. A vida do gênio florentino parece um eterno enigma que nunca acaba completamente esclarecido. Em torno da figura do célebre pintor, inventor, cientista e filósofo, existem um monte de histórias que vão surgindo à medida que conhecemos mais deste intrigante personagem. Agora, o historiador Angelo Paratico afirma que a mãe de Da Vinci poderia ter sido uma escrava chinesa e ser a enigmática mulher que protagoniza A Gioconda.

A teoria deste historiador e romancista italiano com residência em Hong Kong, baseia-se em dois anos de, segundo ele, profunda investigação. Diz ter achado na documentação histórica existente, alguns pontos em comum que ligam uma escrava chinesa como progenitora do pintor florentino. Também afirmou que existem várias conexões entre Da Vinci e a China.

Angelo Paratico
Suas conclusões baseiam-se no estudo das raízes de Leonardo. Seu pai, um rico tabelião, teve um cliente também muito bem dotado de dinheiro que tinha uma escrava chamada Caterina em 1452, data em que nasce Da Vinci, mas esse nome desaparece por completo dos arquivos.

Curiosamente, acredita-se que a mãe de Leonardo se chamava Caterina e figurava nos arquivos como uma ''camponesa local''. Para o historiador, isto não é mera coincidência: ''durante a Renascença, países como Itália e Espanha estavam cheios de escravos orientais.''

Paratico apoia-se também, para dar consistência a sua teoria, na obra de Da Vinci. "A Mona Lisa é provavelmente um retrato de sua mãe, como disse Sigmund Freud em 1910. Na parte posterior do quadro pode ser observado uma paisagem chinesa. E inclusive em seu rosto podem ser apreciados traços orientais." O historiador reconhece que isto só pode ser confirmado exumando os corpos dos progenitores de Leonardo e fazendo a oportuna análise de DNA.

O historiador especula também com o fato de que as famosas Ruínas da Catedral de São Paulo de Macau na China, fossem o fruto de um de seus desenhos. Um discípulo de Da Vinci, o pintor Francesco Melzi, herdou a maior parte de seus esquemas.

Paratico acha que existe uma alta probabilidade de que Melzi mostrasse estes esquemas a Carlo Spinola, quem acredita-se que dirigiu as obras da igreja. Evidentemente, reconhece que não há provas desta afirmação.

Os pesquisadores mostram-se bastante céticos ante as ideias de Paratico: "Eu respeito sua teoria e é uma proposta interessante, mas não acho que a obra de São Paulo de Macau fosse inspirada em um desenho de Leonardo Da Vinci", afirma para o South China Morning Post,o historiador César Guillén do Instituto Ricci de Macau.

Paratico está terminando um livro de não ficção em que propõe todas estas e mais teorias sobre nosso gênio favorito. Verdade ou simples especulação? Só o tempo e uma investigação rigorosa dos fatos poderá dizer.

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