quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

As Setas Gigantes Esquecidas que Guiavam Através da América

Sempre estive na expectativa por fazer esta matéria, mas nunca encontrava fontes que não fossem conflitantes ou reduzidas demais e acabei deixando de lado até encontrar esta postagem no messinessichic.

Se você nunca se perdeu realmente em uma viagem pelos EUA, e eu estou falando realmente se perder (digamos que a bateria do seu smartphone acabou de morrer junto com esse aplicativo bússola que você baixou para situações como esta), talvez você pode ter sorte o suficiente para encontrar-se ao lado de uma das setas gigantes de 21 metros de concreto que apontam o seu caminho em todo o país, deixadas para trás de uma esquecida época dos correios dos EUA.

Certamente um local peculiar de se deparar, no meio do nada com possivelmente 15 a 21 metros de comprimento, com as ervas daninhas que crescem através das fissuras no concreto, abandonadas há muito tempo por quem quer tenha colocado elas lá. Essas setas podem apontar o caminho para sair do deserto, mas também estão apontando para o passado.



Muito antes dos dias do rádio (e aquelas convenientes aplicações pequenas de smartphone), o serviço postal dos EUA iniciou uma linha de correio aéreo que cortava o país utilizando aviões militares excedentes de guerra da Primeira Guerra Mundial, muitos pilotados pelo ex-aviadores do exército.

Para conseguir que as cartas chegassem com segurança aos destinatários através de aviões por todo o país, o carteiro ia precisar de um pouco de ajuda.

Em 1924, o governo federal financiou enormes setas de concreto a serem construídas a cada 16 quilômetros ou mais, ao longo das rotas de correio aéreo estabelecidas para ajudar os pilotos a traçarem o seu caminho em toda a América em más condições atmosféricas e, particularmente à noite, o que foi no passado, tido como mais eficiente voar.

Pintadas em amarelo brilhante, estavam cada uma construídas ao lado de uma torre de 15.24 metros de altura com uma luz a gás rotativa e uma pequena casa de repouso para as pessoas que mantinham os geradores e luzes. Dizem que essas balizas de vias aéreas eram visíveis mesmo de 16 quilômetros de altura.



A via de correio aéreo de Nova York a San Francisco com a localização das balizas.

Um modelo de uma das setas e torre no concurso IPMS (International Plastic Modelers socity) em Loveland. Dá para se ter uma boa ideia de como eram esses locais.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o rádio era o rei e as balizas das vias aéreas estavam obsoletas. Independente de qualquer coisa que poderiam oferecer, o governo derrubou às torres e reciclou-as como sucata para o esforço de guerra.

Não se sabe exatamente quantos faróis das vias aéreas sobreviveram, mas um programa de preservação chamado Passport in Time tem protegido três desses locais impedindo-os de cair no desuso completo, preservando às cabanas dos geradores e uma cabana que servia em 1930, como residência para o vigia de incêndio .

Existe também esta torre totalmente restaurada e a cabana do gerador, no Novo México.
Enquanto ninguém se preocupou em remover as setas de concreto, muitas provavelmente foram tomadas pelo desenvolvimento, mas um esboço ainda pode ser visível a partir do ar quando apenas cobertas por grama. Ou talvez você só possa se deparar com alguns restos de concreto que parecem muito fora de lugar no meio de um campo...


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