segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Curionautas Doodles #100

* Essa postagem trás os Doodles, que são as mini-postagens com curiosidades que publicamos na na nossa página no Facebook




Desde quando fazemos quebra-cabeças?

O cartógrafo inglês John Spilsbury inventou o quebra-cabeças por casualidade em 1762. Colou um mapa sobre uma tábua e teve a ideia de cortar as fronteiras com uma serra fina, de forma que os países fossem peças separadas que os alunos deviam juntar depois. O primeiro quebra-cabeças foi, assim, um passatempo educativo para ensinar geografia.

No final do século XIX nasceram os quebra-cabeças artísticos para adultos, que se converteram em um passatempo da alta sociedade.

Eram de madeira, cortados à mão, e eram montados em estilo push-fit (empurra-encaixa): as peças, sem pontas, não eram montados como nos quebra-cabeças atuais, mas sim que se acoplavam entre si de forma mais sutil.

Estes originais e elegantes passatempos, de grande beleza e exclusividade, eram usados para deslumbrar às visitas e entre os ricos, faziam parte da herança e tradição familiar.  Aqueles quebra-cabeças, com motivos cada vez mais intrincados, eram muito caros. Com a introdução das peças de pepelão e novas técnicas de fabricação, baratearam. Nas décadas de 1920 e 1930 do século XX, os quebra-cabeças passaram a ser um jogo muito popular.




Existe o fogovivo (Fogo Valiriano) de Game of Thrones?

Com esse nome como tal não, mas esta implacável arma militar que aparece em uma das grandes séries de ficção do momento, Game of Thrones, existe. Ou melhor dizendo, existiu.

Na verdade é conhecido como fogo grego, já que foram estes quem criaram a arma para defender Constantinopla do ataque muçulmano. Parece coisa de magia, mas não, os manuscritos da época estudados por historiadores confirmam a existência desse fogo "inapagável" e destrutivo.

Os depoimentos escritos contam como a frota árabe ardeu de repente e por mais que tentassem apagar, as chamas não se extinguiam. Este composto lançado pelos cruzados bizantinos ardia inclusive na água. Durante os séculos VII e XIII, foi a tática militar que usaram os gregos para se defender de seus agressores, e foi um sucesso.

Na série aparece como um composto verde muito instável, destrutivo e duradouro de que só os alquimistas da cidade conhecem o segredo e que graças a ele, a cidade de Porto Real permanece a salvo de seus inimigos.

O fogo grego não foi tão letal como retratam na série, embora sim, foi um segredo tão bem guardado, que seus criadores levaram à tumba. Os cientistas atuais afirmam que o fogo grego estava composto por nafta (um componente do petróleo) e enxofre, e que a mistura era líquida. A este cocktail pensam que certamente acrescentariam amoníaco, embora também existam outras teorias.

O enxofre e a nafta (muito inflamável) atuam como combustível, e o amoníaco contribui com o oxigênio necessário para que a mistura queime. Com isto já temos o fogo inapagável, mas e a faísca para que pegue fogo? Os especialistas acham que utilizaram cal, já que quando entra em contato com a água alcança temperaturas superiores aos 150º, o estopim perfeito, principalmente para as batalhas navais.

Por que não se apagava? O costume e a lógica manda apagar o fogo com água, mas esse tipo de incêndio, ocasionado por líquidos inflamáveis, são muito diferentes. Ao lançar água, em vez de arrefecer as chamas e conseguir apagá-lo, o que ocorre é que se propaga ainda mais, já que como os combustíveis líquidos são mais densos, a água apenas "passa por cima" da mistura, por isso nestes incêndios é estritamente desaconselhável tentar apagar com água.

Esta é a razão pela qual  parecia que o fogo era inapagável, por mais água que jogassem, tudo seguia ardendo, inclusive na superfície do mar. Estes fogos se extinguem por falta de ar, quando já não resta mais oxigênio para alimentar as chamas.




Catapulta

Também se conhece a estes aparelhos com o nome latino de velopoietica. Foram criadas possivelmente pelos gregos, durante o reinado de Dionísio I, como arma de guerra. Os modelos maiores eram montados sobre fortes plataformas de madeira; o gatilho ou impulsor deste tipo de balesta era retesado mediante cordas até ficar firme com um gancho.

Outro tipo de catapulta aplicava o princípio de torção para lançar pedras ou objetos pesados sobre muralhas e fossos: cordas eram enroladas com tornos para puxar para atrás o mecanismo impulsor. Também eram utilizadas catapultas mais pequenas e mais portáteis.

As catapultas mais primitivas dispunham de um braço com forma de colher para situar e lançar o projétil, mas as últimas versões, antes do aparecimento da pólvora, usavam uma funda para lançar o projétil.

O tipo mais eficaz de catapulta era o trabuco de contrapeso, que funcionava mediante a força da gravidade. Um contrapeso era içado mediante  cordas, e uma vez situado o projétil, soltavam as cordas e o contrapeso que mais pesado que o projétil, lançava-o a grande distância.

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