quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Curionautas Doodles #107

* Essa postagem trás os Doodles, que são as mini-postagens com curiosidades que publicamos na na nossa página no Facebook




Por que o famoso muro de Jerusalém é o das ''Lamentações''?

Visitar hoje em dia Jerusalém (Israel) praticamente obriga a passar pelo Muro das Lamentações. É um dos locais sagrados do judaísmo, já que nele, cada dia se congregam milhares de pessoas para orar. Sua origem não está clara, mas se sabe que foi construído em duas ocasiões. A primeira delas fez parte do Templo de Salomão, levantado no século X a.C. e destruído no ano 587 a.C. pelos babilônios. Posteriormente, em 536 a.C., foi reconstruído pelos líderes Zorobabel, Esdras e Nehemías; mas os romanos voltaram a acabar com ele no ano 70 d.C.

Segundo conta a tradição, quando as legiões do imperador Vespasiano destruíram o templo, deixaram apenas uma parte em pé do muro exterior. A intenção do general Tito foi a de deixar uma lembrança perpétua para que os judeus lembrassem sempre que Roma havia conseguido vencer a Judeia, de forma que fosse um muro para suas lamentações.

No entanto, os judeus interpretaram este fato como um cumprimento da profecia divina que afirmava que sempre ficaria em pé uma parte do templo como demonstração da aliança de Deus com o povo hebreu. Assim, atualmente os membros dessa religião, oram e realizam cerimônias em frente a esta parede. Entre suas petições estão a devolução de Israel ao povo judeu, a volta de todos os exilados judeus, a reconstrução do templo ou a chegada de um messias para seu povo.




É verdade que os Reis Magos não eram três?

Desconhece-se seu número. Tal e como assinala o historiador italiano Franco Cardini em sua obra "Os Reis Magos, história e Lenda", não se sabe realmente quantos eram e também não pode ser dito que eram realmente reis. Dos quatro evangelhos canônicos, o de São Mateus menciona eles, e no texto só existe à alusão à chegada de uns certos ''magos''.

"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém." (Mateus, 2:1).

No entanto, entregaram à criança três presentes (incenso, ouro e mirra) pelo qual, a tradição interpretou que eram três pessoas.

Para chegar a esta conclusão tomou-se em conta a versão escrita no Século XIV pelo monge carmelita João de Hildesheim. Nessa obra, há a afirmação de que os magos eram três, além de precisar seus nomes: Gaspar, Melquior e Baltasar.

A origem dos mesmos reside em um friso de mosaicos presente na Basílica de Santo Apolinário Novo (Ravena, Itália), realizado no século VI. Enquanto, outros aspectos como sua realeza ou a cor negra da pele de Baltasar, foram recolhidos dos textos do inglês Beda o Venerável, escritos durante o século VII. Assim que pode ser concluído que os Reis Magos de hoje em dia, são muito diferentes dos que há dois milênios visitaram a Jesus em Belém.

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