segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Curionautas Doodles #108

* Essa postagem trás os Doodles, que são as mini-postagens com curiosidades que publicamos na na nossa página no Facebook




Por que os fogos de artifício são coloridos?

São química pura. Concretamente, à pólvora negra e o perclorato de potássio são o que fazem com que os fogos de artifício "estourem", e acrescentam cristais de estrôncio para obter um intenso resplendor de cor vermelha. Os brancos brilhantes, prateados, são conseguidos incorporando magnésio, um elemento leve que costuma se combinar com alumínio e titânio. O azul se obtém acrescentando carbonato de cobre ou monocloreto de cobre, que não devem alcançar mais de 1200 ºC para conseguir o tom desejado.

O sódio é empregado para colorir de amarelo o espetáculo pirotécnico, enquanto que o bário gera tonalidades verdes quando alcança altas temperaturas. O zinco é utilizado para criar efeitos de fumaça branca, bem como para gerar lampejos com aspecto de estrelas nos fogos de artifício.




Por que os humanos temos pior olfato que o resto dos animais?

Uma equipe de cientistas, dirigidos por pesquisadores do Instituto Karolinska da Suécia, descobriu que o bulbo olfatório - uma estrutura do cérebro dos vertebrados que processa os estímulos sensoriais procedentes do nariz - se distingue do de todos os demais mamíferos em que, após nascer, nele já não se desenvolvem novas células nervosas. Este fato poderia ser o motivo de que os humanos careçam de um sentido do olfato tão agudo como o dos animais.

Na maioria dos mamíferos adultos formam-se neurônios novos em duas regiões do encéfalo: o hipocampo e o bulbo olfatório. A memória guarda relação com o hipocampo, enquanto a interpretação dos cheiros é produzida graças ao bulbo olfatório. Pese às tentativas realizadas por conhecer mais a fundo a formação de novas células nervosas no encéfalo humano, até agora não haviam chegado a nenhuma resposta convincente.

Os autores deste estudo resolveram o quebra-cabeças calculando a idade das células. Com este fim, mediram a quantidade do isótopo radiativo carbono-14 contido nas células. Assim, observaram que os neurônios do bulbo olfatório de indivíduos humanos adultos, possuíam uma concentração de carbono-14 que se correspondia com a existente na atmosfera no momento de nascer. Portanto, anteriormente não se produzem neurônios novos nesta parte do encéfalo, o que distingue os humanos do resto de mamíferos.

"Nunca uma descoberta científica me havia deixado tão desconcertado", reconheceu o principal pesquisador Jonas Frisén, professor de investigação sobre células-tronco na Fundação Tobias do Instituto Karolinska. "O lógico seria que os humanos fôssemos como os demais animais, e sobretudo os símios, neste aspecto. Mas a verdade é que os humanos dependem em menor medida de seu sentido do olfato para sua sobrevivência que muitos outros animais, e isto pode guardar relação com a não geração de células novas no bulbo olfatório, embora não podemos mais que especular."





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