quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Curionautas Doodles #110

* Essa postagem trás os Doodles, que são as mini-postagens com curiosidades que publicamos na na nossa página no Facebook




É permitido celebrar o Natal em todo o mundo?

Como cidadãos de um estado laico e com liberdade religiosa, nos parece inimaginável que possa acabar na cadeia, ou inclusive na vala, pelo simples fato de pôr uma árvore de Natal em casa. No entanto, nos países onde não há separação de Igreja e Estado, onde os governantes são também sumos sacerdotes, uma simples menção dessas festas pode representar uma ofensa a um profeta ou um deus, o que às vezes implica severíssimos e nem sempre bem qualificados castigos.

Em Cuba, e principalmente à raiz do turbilhão que gerou a última visita do papa João Paulo II, deixaram de prender a quem celebre o nascimento de Jesus, mas muitas comunidades cristãs que trabalham em países islâmicos, como Arábia Saudita, Irã ou na Malásia, denunciam que recebem pressões para não fazê-lo.

Por exemplo, alguns em causa chegaram a revelar que a Muttawa - a Polícia religiosa saudita - intervém nas chamadas telefônicas para evitar e reprimir as simples felicitações entre os trabalhadores estrangeiros das plataformas petrolíferas. O castigo pode ser a deportação ou, inclusive, a prisão.




"Alice no país das maravilhas" foi escrita com ajuda de drogas?

Passaram quase 150 anos desde a publicação das aventuras de Alice no País das Maravilhas e este clássico da literatura britânica, segue alimentando mil e umas interpretações desde que foi publicado em 1865.

Uma das mais estendidas é que sua atmosfera disparatada só pôde ser concebida com a ajuda de drogas. Não esqueçamos que, em tempos de Lewis Carroll -pseudônimo do matemático inglês Charles Lutwidge Dodgson-, o ópio e uma beberagem alcoólica que leva como ingrediente, o láudano, eram consumidos legalmente. A isto é preciso acrescentar que Carroll sofria de enxaquecas, pelo qual, poderia ter usado um remédio forte para aliviá-las. De fato, existe um transtorno chamado síndrome de Alice no País das Maravilhas ou micropsia, que consiste em ver as coisas distorsidas e que precisamente causam as cefaleias agudas.

O certo é que muitos apreciaram nos cogumelos mágicos ingeridos pela protagonista, o narguilé que fuma a lagarta ou no sorriso suspenso no ar do gato de cheshire, referências claras às drogas. Essa leitura da obra foi especialmente popular durante os anos 60, quando o LSD fazia furor e outros psicotrópicos. Mas a maioria dos especialistas no romance, que teve sua continuação com "Alice através do espelho" (1871), não querem nem ouvir falar dessa possibilidade, pois simplesmente vêem um esbanjamento de imaginação com o único objetivo de entreter.



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