quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Greenpeace Danifica Gravemente as Linhas de Nasca

As autoridades peruanas apresentarão cargos judiciais contra o Greenpeace por "afetar gravemente" as Linhas de Nasca, declaradas Patrimônio Cultural da Humanidade, ao colocarem nelas, uma mensagem sobre a mudança climática.

"O Ministério de Cultura expressa de maneira enfática sua indignação pelos fatos ocorridos na zona adjacente ao Colibri nas Linhas de Nasca (...) Depois da ilegal, não consultada e premeditada ação do grupo ambientalista, produziu-se uma grave afetação da área", afirmou em um comunicado o ministério peruano citado por Associated Press.

"É uma verdadeira bofetada a tudo o que nós peruanos consideramos como sagrado", indicaram servidores públicos, quem além disso, mencionaram que o incidente já foi denunciado ante a Promotoria e "foi solicitado o impedimento de saída do país dos responsáveis".

O procedimento dos ativistas do Greenpeace foi realizado nesta segunda-feira (8 de dezembro de 2014), quando junto à figura do colibri, dispersaram telas amarelas com uma mensagem para tomar consciência sobre a mudança climática. No entanto, nessa zona "está estritamente proibido qualquer tipo de intervenção, dada a fragilidade que rodeia as figuras", que datam do século I e VII d.C., agregou o comunicado.

"Nem sequer o presidente e os ministros do país podem entrar na zona sem autorização, e os que sim têm permissão devem usar sapatos especiais para não danificar este espaço que é absolutamente frágil", assinalaram os representantes do ministério.

À continuação, compartilho a tradução na íntegra do desabafo de Diego Pereira do site peruano utero.pe, quem solta os cachorros demonstrando com imagens e explicações, que sim, os ativistas do Greenpeace danificaram às linhas de Nasca:

"9 FOTOS QUE DEMONSTRAM QUE OS GÊNIOS DO GREENPEACE SIM, DANIFICARAM AS LINHAS DE NASCA"

"A notícia mais indignante do fim de ano ocorreu ontem (segunda feira dia 8 de dezembro de 2014). Resulta que essa gente teve a ideia de decorar uma zona protegida por onde, supostamente, ninguém deveria sequer transitar:

Sendo "ativistas"

As imagens foram reportadas no Facebook da maneira mais simples possível: ativistas do Greenpeace do Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Alemanha, Itália e Áustria deixaram uma mensagem junto ao colibri nas linhas de Nasca.

Encabeçando a incursão: o argentino Mauro Fernández.

A mensagem diz: "Tempo de mudança: o futuro é renovável"

Obviamente em inglês. 

E  compartilharam no Facebook:



Claro, a Associação María Reiche, que busca proteger, cuidar e preservar este patrimônio, respondeu (em inglês) o seguinte:
'As linhas de Nasca estão em uma zona restrita onde não se pode entrar, mas por uma razão. A figura do Colibri está a 1 km da estrada mais próxima conjuntamente com outras mil linhas entrecruzadas até chegar a essa área. Podem afirmar que não ocorreu nenhum dano, considerando que chegaram a esse local quando ainda estava escuro? O deserto de Nasca tem uma dúzia de figuras mas milhares de linhas ainda mais impressionantes.'
Efetivamente, se meteram de noite.

E ainda por cima, bem pertinho das linhas.
Não resta dúvida de que ocorreu de noite. Como transitaram por ali? Irresponsavelmente, claro.

Efetivamente, está escuro. 
Inclusive esquecendo por um momento que toda essa zona é restrita, estas fotografias não deixam lugar à dúvidas de que não existiu nem a mais mínima das precauções:

Unicamente iluminados pela lanterna do capacete.

O que respondeu o Greenpeace?
'Asseguramos a vocês que absolutamente NENHUM dano foi levado a cabo. A mensagem foi escrita com letras de tela postas no chão sem tocar as linhas de Nasca. Foi supervisionado por um arqueólogo experimentado, assegurando-se que nenhum rastro ficasse.'
Bom amigo Green, lamentavelmente não foi assim. Esta foto tomada ontem (dia 8 de dezembro de 2014) às 17:05 pelo Capitão Juan Carlos Ruíz e compartilhada pela Associação María Reiche, mostra os danos que deixaram as impressões dos seus ativistas.

Nota-se o rastro do Greenpeace.
Além disso, esta tomada registrada neste ano e que aparece no Google Maps mostra que não havia nenhuma marca de nada nessa zona protegida:

Olhem, não há nenhuma pegada. 

Precisamente, o geólogo Patricio Valderrama explica quais são as medidas de precaução que, evidentemente, os do Greenpeace nem consideraram:
'Eu tive a oportunidade de trabalhar sobre as Linhas de Nasca em 2009 e sou testemunha presencial das frágeis que são, só o fato de caminhar sobre elas é fazer dano, já que as impressões das pisadas NÃO SE APAGAM! ficam ali permanentemente!. De fato, quando caminhei próximo das linhas (nunca sobre elas) tive que usar um protetor especial para que minhas próprias impressões não sejam marcadas no terreno, o qual, somado aos assim 46 graus de calor, que lhes digo, foi uma experiência única.'
'Protetores com os que tive que caminhar perto das Linhas de Nasca, pode ser visto o pequeno nível de rochas sobre a areia cinza clara.'  (Foto: pé de Patricio Valderrama :D) 
Os ativistas foram guiados pelo argentino Mauro Fernández, cuja única preocupação parece ser posar como o mais bacana aquém do hemisfério nesta foto de Facebook:

'Olá, eu protesto, e vocês?'
Para cúmulo, Mauro também celebra sua selvageria, usando a tentativa  como foto de capa no Twitter:

Os resultados de Mauro.
Claro, o Greenpeace é conhecido por fazer 'intervenções' ao redor do mundo, pelo que poderia argumentar 'Se já sabem como faço, pra quê me convidam'?.

Principalmente porque estas estupidezes já nos fizeram antes:

Sim, isto também aconteceu. (Machu Pichu na foto)
A verdade é que todos estamos bastante furiosos com o ocorrido, mas que isto sirva para chamar nossa atenção com respeito a um tema: por que foi preciso que isto acontecesse para daí começar a gerar indignação?
Se nós tivéssemos nos importado mais, isto não teria acontecido. Faz tempo que nossas linhas correm perigo."

Fonte Fonte

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