segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Nave Japonesa Está Prestes a Partir e Trará Pó de Asteroide


Nessa quarta-feira, 3 de dezembro de 2014, a esperadíssima nave japonesa Hayabusa-2, partirá rumo ao asteroide 1999 JU3, do centro espacial da ilha de Tanegashima no Japão. Se tudo sair bem, chegará ao seu destino em 2018 e estará nas redondezas da rocha espacial durante um ano e meio. Em 2019 lançará um projétil contra ele e regressará ao nosso planeta com as amostras no final de 2020. Será a segunda vez que a humanidade trará à Terra, pó de asteroide.

A nova Hayabusa (falcão em português) é praticamente igual a sua predecessora, que fez a primeira viagem de ida e volta a um asteroide da história da exploração espacial. Foi em 2003 e regressou em 2010. Naquela ocasião, foi ao asteroide Itokawa em uma viagem muito acidentada, cheia de imprevistos técnicos que os japoneses resolveram com elegância.


A nova nave inclui tecnologia que não estava desenvolvida quando foi construída a número 1. A nova Hayabusa leva antenas melhoradas para transmitir dados à Terra. O dispositivo de impacto para levantar o pó que a sonda recolherá para trazer à Terra, também será diferente. Na número 1 era uma pequena bola de metal de 5 gramas e na número 2 será tão grande como para criar uma cratera de vários metros de onde será recolhido além do pó, amostras da superfície do asteroide. Outra novidade são os pequenos robôs que depositará sobre o chão do asteroide, o Nippon Minerva II e o europeu Mascot, que explorarão e enviarão dados.


Os asteroides são os restos do material com o que se formou o Sistema Solar há 4.500 milhões de anos. São algo como os tijolos que sobraram de uma obra. É um material primitivo, o menos alterado que podemos encontrar desde que os planetas foram formados. Por isso proporcionam informação valiosa sobre a origem do nosso sistema planetário, complementar à que se obtém pelo estudo dos meteoritos que caem na Terra.


A missão servirá também para comprovar se funcionam bem os avanços em ótica, mecânica, eletrônica e software desenvolvidos para seguir explorando e trazendo amostras de mais objetos celestes.

Fonte

Nenhum comentário:

Postar um comentário