quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Observadores de Janelas - O Fenômeno das Luzes Inteligentes


Segundo uma lenda dos índios Yakima, em tempos remotos, um homem de olhos vermelhos e grandes poderes curativos veio a viver com a tribo. Passados anos, ele envelheceu e em um dia pediu para que o levassem a determinado local onde queria morrer. Pouco depois de sua morte, um objeto vindo do céu pousou sobre à terra, carregou seu corpo à bordo e voou novamente ao céu...

Esta história pode ser apenas parte do folclore indígena, mas alguns especialistas em ovnis pensam de outra maneira. Afirmam que a reserva dos índios Yakima, 400 hectares de terra no sul do estado de Washington, é uma das chamadas "janelas": um local frequentado por objetos voadores não identificados.

Uma das brilhantes luzes fotografadas em Piedmont, onde teve lugar um estranho episódio em 1973.
Nas últimas décadas do século passado, vários pesquisadores realizaram estudos em Yakima e outras "janelas" com a intenção de documentar e explicar as fugazes luzes que aparecem ali. A reserva Yakima está a oito quilômetros ao sul do monte Rainier, onde Kenneth Arnold avistou um disco voador em 1947 iniciando a moderna controvérsia sobre os ovnis. Entre os anos 1964 e 1984, houveram 186 reportes de avistamentos de ovnis nessa reserva; a maioria delas provinham dos guardas florestais que têm a tarefa de observar o aparecimento de incêndios na zona.

Em essência, seus relatos referiam-se à luzes noturnas avermelhadas, alaranjadas ou brancas, que se comportavam erraticamente, às vezes esvoaçando, outras vezes atravessando o céu com uma agilidade pouco comum entre os objetos terrestres conhecidos.

Luzes da reserva indígena de Yakima, Estado de Washington, EUA. 
Intrigado pelo mistério da reserva indígena, o destacado astrônomo e pesquisador de ovnis J. Allen Hynek conseguiu um subsídio para estudar os fenômenos de Yakima. Liderava o projeto um engenheiro eletricista e investigador voluntário de ovnis chamado David Akers. Sua equipe incluía uma variedade de câmeras para registrar imagens tanto em movimento como imóveis, uma das quais possuía uma retícula para analisar as longitudes de onda.

Também contavam com um magnetômetro para registrar mudanças nos campos magnéticos, assim como instrumentos para medir radiação nuclear e infravermelha e frequências de ultra-som. Em 19 de agosto, Akers iniciou um estudo de duas semanas na reserva. Durante esse período, conseguiu várias instantâneas de luzes anômalas e distantes, mas as imagens resultaram pouco claras. Apesar do entusiasmo de seus participantes, o trabalho em Yakima não produziu conclusões significativas. O mesmo poderia ser dito do "Project Identification", uma observação de "janela" bem mais elaborada, que se centrou no povoado de Piedmont, Missouri. O projeto foi iniciado pelo professor de física Harley D. Rutledge, da Southeast Missouri State University.

Luzes de Brown Mountain, Burke County, Carolina do Norte, EUA
Despertada a sua curiosidade por uma onda de avistamentos de ovnis em Piedmont a começos de 1973, Rutledge visitou o povoado e viu com seus próprios olhos a 12 misteriosas luzes celestiais. O resultado eventual de sua experiência foi um estudo de sete anos de duração que foi iniciado em 1973 e em que participaram um total de 40 cientistas, engenheiros, estudantes e outras pessoas alheias à universidade, empregando uma equipe valorada em torno de 40.000 dólares: tudo o que David Akers havia usado na reserva Yakima e mais ainda.

Esquerda: Duas luzes misteriosas fotografadas por Leif Havik em 1985, durante a expedição científica que trabalhou dois anos no vale de Hessdalen (Noruega). Direita: Uma exposição de 60 segundos mostra no negativo um dos ovnis de Yakima (EUA.).

Além de sofisticadas câmeras, entre os aparelhos levados a Piedmont haviam quatro telescópios, um analisador de espectros e um gravímetro, que podia ser usado para medir mudanças na força do campo gravitacional. O "Projeto Identificação" registrou 157 avistamentos que envolveram 178 ovnis. O professor Rutledge afirmou ter avistado pessoalmente 160 objetos não identificados. Porém, uma vez mais e apesar de todo o esforço, no qual os pesquisadores conseguiram um grande número de fotografias de longa distância, obtiveram escassos conhecimentos novos sobre a natureza e origem dos ovnis. As "janelas" em localidades de além-mar, também foram igualmente zelosas de seus segredos.

Em um estudo em duas etapas de quinze dias cada uma, em 1984 e 1985, audazes investigadores escandinavos desafiaram às noites árticas para averiguar o que havia de verídico nas notícias de avistamentos sobre o vale norueguês de Hessdalen, oito quilômetros abaixo do Círculo Polar Ártico. Em dezembro de 1981, os aldeões começaram a ver quantidades de objetos estranhos no céu. Durante um período de cinco semanas, em janeiro e fevereiro de 1984, informaram sobre 188 avistamentos de luzes amorfas, ovais ou objetos em forma de charutos.

Luzes de Hessdalen, Noruega.
Do mesmo modo que os pesquisadores de Piedmont, os participantes do Projeto Hessdalen estavam bem equipados, contando entre outras coisas com aparelhos de radar e sismógrafos. Conseguiram captar vários ovnis em seus radares, ainda em momentos em que os objetos não eram visíveis de outras formas, e obtiveram algumas fotografias de longa distância. 

Os membros da equipe informaram sobre luzes estranhas que não tinham uma fonte discernível. Houve, por exemplo, uma luz fina como um laser que se movia pela neve ao nível do chão, "brincando" ao redor dos pés de um aldeão que havia estado ajudando os pesquisadores, antes de se apagar subitamente. Não obstante, uma vez mais a observação da "janela" não alcançou seu objetivo de identificar os fenômenos locais ou explicar por que os ovnis parecem congregar-se em certos locais.

Leif Havik, chefe da expedição à "janela" do vale norueguês de Hessdalen, próximo do Círculo Polar Ártico.

Este grupo de pesquisadores contou com modernas tecnologias e contribuiu com valiosa informação ao tema ovni. Enquanto todas estas investigações eram levada à cabo, uma nova teoria foi elaborada para explicar não só as "janelas" mas também os ovnis de modo geral. Em grande, parte criação do psicofisiólogo canadense Michael A. Persinger, cuja teoria propunha que os processos geográficos relacionados com as falhas "ou rachaduras da superfície da crosta terrestre" criavam "luzes terrenas" confundidas com naves espaciais por algumas pessoas.

Persinger explicava que a atividade tectônica -movimento subterrâneo da terra ao longo das linhas de falhas (Yakima, Piedmont e Hessdalen estão localizadas em zonas de falhas)- comprime cristais de quartzo na rocha, libertando assim uma forma de energia conhecida como piezoelétrica. Isto, a sua vez disse Persinger, poderia produzir bolas de luz capazes de ter uma longa duração e um comportamento imprevisível. Além disso, seguia dizendo a teoria, a mesma energia poderia interferir nos impulsos elétricos do cérebro humano, levando a algumas pessoas a interpretar erroneamente às luzes terrenas como ovnis.

Luzes fantasmas de Gurdon, Arkansas, EUA.

Muitos cientistas, no entanto, duvidam de que o quartzo comprimido possa produzir suficiente energia como para emular ovnis. Também questionam a capacidade da eletricidade para influenciar nos processos do pensamento em alguma forma notável. Os observadores das "janelas" descartam desse modo a teoria de Persinger. Rutledge disse que as luzes terrenas não podem ter constituído mais de um por cento dos avistamentos de Piedmont. Hessdalen está carregado de falhas, mas os pesquisadores do projeto não registraram atividade sísmica enquanto estiveram ali.

Luzes de Brown Mountain, Burke County, Carolina do Norte, EUA

Resulta curioso que os participantes dos três projetos de "janelas" sentissem que não só estavam observando ovnis, mas também, interagindo com eles. Isso informam sobre objetos que pareciam reagir ao fato de estarem sendo observados com binóculos ou telescópios, ou ainda, sendo iluminados. Às vezes, os misteriosos objetos faziam brilhar suas próprias luzes em aparente resposta, ou desapareciam de forma súbita, como se não gostassem de serem examinados. Dizem até que alguns dos ovnis pareciam conhecer, talvez por suposta interceptação de mensagens de rádio ou através de suposta suposta captura telepática de informações, os horários dos observadores.

Bolas de fogo de Naga, rio Mekong, Tailândia.

Como sustentou o professor Rutledge ao sintetizar o experimento de Piedmont: "Teve algo mais que a medição das propriedades físicas dos ovnis por parte de observadores desinteressados. Uma relação, um conhecimento desenvolveu-se entre nós e a inteligência do ovni. Jogou-se um jogo".

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