terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Richard Kuklinski - Iceman


"Kuklinski foi um assassino de aluguel que afirmou ter matado mais de 200 pessoas em toda sua carreira criminosa. Ganhou o apelido de "Iceman", por disfarçar o tempo de morte de suas vítimas, congelando seus corpos em refrigeradores industriais. Quando mal tinha 13 anos, Kuklinski se iniciou no crime..."

Nascido para ser jagunço

Kuklinski foi um assassino de aluguel que afirmou ter matado mais de 200 pessoas em toda sua sua carreira criminosa desde 1948 até 1986. Seus clientes eram as cinco famílias criminosas de Nova York. No entanto sua carreira como assassino começou quando mal tinha 13 anos. Kuklinski media 1'96 m de altura e pesava cerca de 140 quilos, tamanho que lhe dava uma importante vantagem na hora de liquidar as suas vítimas.

Uma família pouco exemplar

O pai de Richard (acima, Richard criança)
era alcoólatra e batia na sua mãe,
nele e em seus irmãos. Sua mãe
igualmente costumava dar-lhes surras..
.
Richard Leonard Kuklinski nasceu em 11 de abril de 1935, em Jersey City, Nova Jersey, EUA, era o segundo de quatro irmãos de uma família que tinha raízes polonesas e irlandesas. Seu pai, Stanley Kuklinski, era um alcoólatra que batia na sua esposa e filhos.

Quando após algumas décadas Richard foi interrogado pelos atos pedófilos de seu irmão Joseph, este último só respondeu: "Temos o mesmo pai", mostrando assim o ambiente familiar moralmente insano em que Kuklinski cresceu. Sua mãe, Anna, não era exceção: ela também lhes propiciava surras e lhes batia fortemente com objetos duros para evitar que roubassem.

Em 1940, Stanley matou o seu filho Florian, mas a família inteira mentiu à Policial dizendo que Florian havia caído das escadas. Quando Richard tinha 10 anos, descarregou a ira que sentia pelos abusos em sua casa nos sacerdotes e freiras da escola paroquial à que sua mãe obrigava-lhe a ir. Junto a isso, torturava animais para se divertir.

Com 13 anos, Richard emboscou o
líder de uma quadrilha adolescente
que vinha maltratando ele há tempos.
Mas tal foi seu talento que, depois
de matá a golpes com uma pá de madeira,
cortou-lhe a ponta dos dedos para
que não pudessem identificá-lo...
Quando Kuklinski tinha 13 anos, em 1948, emboscou a Charley Lane, o líder de uma quadrilha de adolescentes chamados de "The Project Boys", a mesma que vinha lhe incomodando há algum tempo. Para se vingar dos abusos, Richard bateu em Charley até matá-lo com uma pá de madeira. Quando o valentão não voltou a se levantar, Kuklinski arrancou os dentes de Lane e lhe cortou a ponta dos dedos com um machado para que não pudesse ser identificado.

Mais tarde desovou o corpo de uma ponte ao sul de Jersey. Ao princípio, Richard sentiu culpa pelo homicídio, mas logo começou a sentir-se poderoso. Em seu afã de vingança, bateu até quase até à morte os membros restantes da quadrilha de Charley. Richard caçoou anos depois dizendo: "É melhor dar que receber".

O jagunço da máfia

Durante meados dos anos 50, Kuklinski tinha a reputação de ser alguém explosivo e temperamental que batia ou matava a qualquer um que o incomodasse. Logo suas tendências criminosas chamaram a atenção da família criminosa de Newark, os DeCavalcante, quem contrataram-no logo no começo de seus assassinatos para o crime organizado. Em seu tempo livre, Kuklinski rondava pelo lado Oeste de Manhattan, local onde matava os transeuntes. Anos depois, Richard confessaria que desfrutava matando às pessoas que se pareciam com seu pai Stanley.

Roy DeMeo
Richard associou-se com a família criminosa Gambino, por meio do mafioso Roy DeMeo, esta sociedade surgiu porque Kuklinski devia muito dinheiro a um sócio de DeMeo. O mafioso foi "falar" com Kuklinski, quem apanhou de todo um grupo de mafiosos. Depois de pagar a quantidade que devia, Richard começou a realizar roubos e tarefas para a família e entre os trabalhos que realizava inicialmente, estava o de fazer contrabando de fitas pornográficas.

Para provar a obediência cega de Kuklinski, DeMeo saiu com ele em um automóvel, e pararam em uma rua da cidade. Então o mafioso escolheu a um inocente transeunte que passeava com seu cão e disse a Richard que o matasse. Sem questionar suas ordens Kuklinski desceu do carro, aproximou-se do homem e disparou-lhe na nuca enquanto caminhava ao seu lado. Posteriormente Richard converteu-se no jagunço favorito de DeMeo.

Foi em meados dos anos 50 quando Richard se
envolveu com diversas famílias criminosas,
passando a ser assim um destacado assassino
de aluguel da máfia por uns 30 anos.
Nos seguintes 30 anos, Kuklinski acabou com um grande número de pessoas. A falta de atenção policial se devia a que Richard alternava seus métodos homicidas. O assassino usava pistolas, facas, explosivos, pés de cabra, fogo, venenos, sacos plásticos para asfixiar e inclusive seus punhos.

O número exato de suas vítimas nunca foi decifrado pelas autoridades, mas Kuklinski disse que havia matado mais de 200 pessoas. Seu veneno preferido era o cianeto porque matava rapidamente e era difícil de ser detectado nos exames de toxicologia, além disso administrava-o por vários métodos: injeções, na comida de uma pessoa, em aerosol e simplesmente regando na pele de sua vítima.

Um dos métodos favoritos de Kuklinski para desfazer dos corpos era meter o cadáver em um barril de óleo de 55 galões. Também desmembrava, enterrava, ou guardava o cadáver no porta-malas de um carro e triturava o veículo em um depósito de sucata; em ocasiões, costumava deixar os corpos sentados nos bancos de parques, ou lançava-os em buracos sem fundo. Tempo depois confessou que, as suas vítimas que não estavam mortas, ele dava de comer aos ratos gigantes da Pensilvânia...

Um dos métodos favoritos de Kuklinski para desfazer dos corpos era meter o cadáver em um barril de óleo de 55 galões. Também desmembrava, enterrava, ou guardava o cadáver no porta-malas de um carro e triturava o veículo em um depósito de sucata; em ocasiões, costumava deixar os corpos sentados nos bancos de parques, ou lançava-os em buracos sem fundo. Tempo depois confessou que, as suas vítimas que não estavam mortas, ele dava de comer aos ratos gigantes da Pensilvânia...

Anos depois, durante o processo de julgamento, Kuklinski afirmaria ser um assassino frequente para DeMeo; mas, quando testemunharam contra o assassino na corte, nenhum dos membros da máfia de DeMeo admitiu que Kuklinski estivesse envolvido nos assassinatos que cometiam. Também atribuíram a Richard o assassinado do próprio DeMeo, mas as evidências revelaram que o mafioso foi abatido por seus sócios e pelo líder da família Gambino.

Formando uma família

A família de Richard Kuklinski
Durante esse tempo, Kuklinski era um reconhecido assassino. Casou-se com Barbara Pedrici e teve três filhos: duas meninas e um menino. No entanto sua família e vizinhos não estavam a par de suas atividades, e achavam que era um bem-sucedido homem de negócios.

Em ocasiões, saía de sua casa durante o almoço para encarregar-se de um alvo, embora detestasse trabalhar nos feriados, especialmente no Natal, porque era importante para ele estar com sua família.

Por que lhe chamavam de "Iceman"?

Kuklinski ganhou o apelido "Iceman" (Homem de gelo) por disfarçar o tempo de morte de suas vítimas congelando seus corpos em refrigeradores industriais. Posteriormente confessou ao escritor Philip Carlo, que aprendeu essa técnica de outro assassino, Robert Pronge, apelidado de "Mister Softee", quem operava um caminhão de sorvetes "Mister Softee" para passar desapercebido. Também lhe ensinou a usar cianeto para matar a suas vítimas, finalmente Pronge pagou a Kuklinski para que matasse a sua esposa e filho. Em 1984, Pronge apareceu morto em seu caminhão de sorvetes com vários buracos de bala, supostamente assassinado por Kuklinski.

Iceman é capturado

Para capturá-lo usaram um agente
disfarçado que "contratou" Kuklinski 

para um assassinato. Quando a Polícia 
prendeu Richard, bloquearam a sua rua. 
Foram necessários vários oficiais para 
poder derrubá-lo e conseguir prendê-lo.
Kuklinski foi descoberto por seu método de congelar às pessoas, quando não deixou derreter bem um corpo e o legista do necrotério descobriu farpas de gelo no coração da vítima. Quando as autoridades finalmente descobriram Richard em 1986, basearam seu caso nos depoimentos do oficial encoberto Dominick Polifrone e na evidência reunida pelo detetive Pat Kane de Nova Jersey, quem começou uma investigação sobre Kuklinski seis anos antes.

A investigação esteve coordenada com o escritório do Distrito Geral de New Jersey e o Escritório de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo. Em uma entrevista, Richard revelou que o único amigo que não matou foi Phil Solimene, ainda achando que ele o delatou.

Para capturá-lo, o detetive Kane recrutou a Solimene e junto de Polifrone, gravaram uma fita onde o agente disfarçado contratava a Kuklinski para um assassinato, determinando o método que ia usar. Quando a Polícia prendeu Richard, bloquearam sua rua. Foram necessários vários oficiais para poder derrubá-lo e conseguir prendê-lo. Sua esposa também foi presa por posse de armas, pois um dos carros estava registrado em seu nome; quando um dos oficiais empurrou ela com sua bota, Kuklinski perdeu o controle e vários oficiais tiveram que neutralizá-lo.

Em 1988 a Corte de Nova Jersey condenou a Richard por cinco homicídios com uma sentença de várias prisões perpétuas, não poderia conseguir a liberdade condicional até que tivesse 110 anos (uma forma de garantir que nunca saísse da prisão). Em todo caso, essa opção desapareceu completamente quando em 2003, foi acusado pelo assassinato do detetive de Nova York, Peter Calabro, a quem Kuklinski emboscou e disparou com uma escopeta em 14 de março de 1980, somando assim 30 anos mais na sua condenação.

Popularidade atrás das grades

Enquanto esteve preso, Kuklinski recebeu advogados, psiquiatras, criminólogos, escritores e repórteres, entre outros. Filmou dois documentários. Em 2006, Philip Carlo publicou o romance "The Iceman". Durante uma entrevista, Kuklinski revelou que jamais mataria uma criança e muito menos uma mulher. Nas entrevistas, confessou que em repetidas ocasiões ele sequestrava suas vítimas em vez de assassiná-las, amarrando suas mãos e pés com fita, para deixá-las em uma gruta nas profundezas do bosque, onde eram comidas vivas por ratos que eram atraídos pelo choro das vítimas. Richard também filmava essas cenas como prova para que o contratante soubesse o quanto sofriam antes de morrer.

Enquanto esteve preso, Kuklinski recebeu advogados, psiquiatras, criminólogos, escritores e repórteres, entre outros. Filmou dois documentários. Em 2006, Philip Carlo publicou o romance "The Iceman". Durante uma entrevista, Kuklinski revelou que jamais mataria uma criança e muito menos uma mulher.

O único assassinato que Kuklinski lamentava foi quando ia matar um homem e este começou a rezar; o assassino disse-lhe que, se deus não o salvasse em 30 minutos, o mataria forçando o homem a esperar esse tempo antes de morrer. Essa foi a máxima expressão do humor sádico de Iceman.

A inesperada morte de Iceman

Kuklinski pensava que
estavam envenenado-o mas
as investigações forenses 

revelaram que morreu 
por causas naturais.
Em 5 de março de 2006, Kuklinski faleceu no centro médico de St. Francis, em Trenton, Nova Jersey. Sua morte foi um tanto suspeita pois precisava testemunhar contra o líder da família Gambino, Sammy Gravano, quem lhe deu a ordem para matar o detetive Peter Calabro. Iceman havia negado saber que Calabro era policial, embora afirmou que teria assassinado ele do mesmo jeito se soubesse.

Antes do julgamento contra Gambino, Kuklinski disse aos seus familiares que achava que estavam envenenando-o, poucos dias após a morte de Richard, os advogados retiraram as acusações contra Sammy Gravano, dizendo que sem o depoimento de Kuklinski, não havia suficiente evidência para continuar a investigação.
O médico forense Michael Baden, realizou uma autópsia para determinar a causa do falecimento do assassino e o resultado revelou que morreu por causas naturais.

O ator Michael Shannon, indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Revolutionary Road, representou o notório assassino no filme: "The Iceman".

Fonte Fonte Fonte 

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