terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Rodney Alcala - Dating Game Killer



"Rodney Alcala foi um gênio e psicopata que assassinou quatro mulheres e a uma criança de doze anos. Não obstante, alguns especialistas acham que na  verdade chegou a matar aproximadamente 130 mulheres. Fotógrafo e artista, Rodney ficou conhecido como o 'Assassino do Jogo de Encontros', por aparecer em um famoso show televisivo: The Dating Game..."

Aos 17 anos Rodney entrou 
para o Exército, onde lhe 
diagnosticaram com 
narcisismo, transtorno de 
personalidade e "transtorno 
anti-social de 
personalidade".
Rodney James Alcala nasceu em 23 de agosto de 1943 em San Antonio, Texas, EUA. Quando ele tinha uns 12 anos, seu pai o abandonou e cinco anos depois, Rodney entrou para o Exército dos Estados Unidos, desempenhando o trabalho de secretário.

Ali, os teste psicológicos mostraram que Rodney tinha a inteligência de um gênio (com um QI entre 160 e 170), no entanto esse brilhantismo intelectual estava acompanhado de anomalias como o transtorno de personalidade limite, o narcisismo, o "transtorno anti-social de personalidade" (graças ao qual nunca se deu bem com seus colegas) e certas crises que culminaram no fato de que, passados três anos de ter ingressado no exército, Rodney fosse descadastrado por sofrer vários "ataques de nervos".

Após ter saído do Exército, Rodney tratou de estudar na Escola de Belas Artes da Universidade da Califórnia de Los Angeles (UCLA), onde terminou se graduando em 1968.

Estuprou uma criança de oito anos

Suposta foto de Tali Shapiro, 
criança de oito anos a que 
Rodney Alcala estuprou...
Foi nesse mesmo ano de 1968 quando Rodney cometeu seu primeiro crime. Tratava-se de Tali Shaphiro, uma criança de oito anos de idade que foi abordada por Rodney enquanto se dirigia à escola.

Depois de convencê-la a subir no seu carro, Rodney levou-a ao seu apartamento e ali a agrediu, violentou e tentou estrangulá-la com uma barra metálica de 10 libras. A criança morreria se não fosse porque, quando Rodney a subiu no carro, um motorista viu e posteriormente chamou à Polícia, possibilitando que os agentes irrompessem a pontapés no apartamento do monstro, encontrando à pequena Tali jogada no chão da cozinha, quase sem poder respirar e rodeada por uma poça de sangue. No entanto não encontraram Alcala, já que este havia escapado pela porta dos fundos.

Tudo o que encontraram foram abundantes fotografias, muitas delas de mulheres jovens. Alcala havia fugido e em pouco tempo estaria em Nova Iorque, onde se matricularia (com os nomes de "John Berger" e "John Burger") na NYU Filme School e estudaria Cinema com o afamado Roman Polanski.

O primeiro assassinato

Em 12 de junho de 1971, Rodney 
entrou no apartamento de Cornelia 
Michael, violentou-a e 
depois estrangulou-a.
Foi em 12 de junho de 1971 quando Rodney, supostamente com o pretexto de ajudar a carregar coisas na recente mudança, entrou no apartamento de Cornelia Michael Crilley de 23 anos. Uma vez dentro, violentou-a e estrangulou-a com suas próprias meias de náilon.

Naquele momento, a Polícia suspeitou de Leon Borstein, o namorado de Cornelia. Graças a isso, Alcala pôde se ver livre mais uma vez, tomando depois (sob o nome de John Berger) um trabalho em um acampamento próximo do lago New Hampshire Sunapee.

Mas o tempo de tranquilidade de Rodney durou pouco, já que o FBI havia colocado ele entre os 10 mais procurados e enquanto trabalhava no acampamento, duas adolescentes perceberam que o guia John Berger, se parecia demais com o criminoso Rodney Alcala, presente no cartaz dos "Most Wanted" do FBI.

Foi assim que prenderam a Rodney por estuprar a Tali, embora as leis da Califórnia eram muito suaves naquele momento, já que punham ênfase na reabilitação dos delinquentes sexuais em vez de dar a eles o seu merecido, assim que Rodney esteve preso por menos de 34 meses, obtendo finalmente uma liberdade condicional que violou com o seu seguinte crime.

Beijos e maconha com uma garota de 13 anos

O desejo de desfrutar de uma presa jovem tinha muita força em Rodney, no qual, tratou de aproveitar a sua liberdade condicional para sequestrar uma garota de 13 anos (conhecida pelo pseudônimo de "Julie J.") em Huntington Beach.

Em 1974 Rodney Alcala (acima à direita) aproveitou sua liberdade condicional (fora detido por estuprar a menina Tali Shapiro) para sequestrar uma garota de 13 anos (conhecida pelo apelido de "Julie J." ) e levá-la a uma praia. Uma vez ali, ele a forçou a fumar maconha e a beijou contra a sua vontade. Não obstante, a garota aproveitou uma distração de Rodney e chamou à Polícia, depois do qual o abusador foi preso.


Assim, Rodney aproveitou que a garota esperava o ônibus escolar para lhe oferecer uma viagem mais rápida em seu veículo; mas em vez da escola, levou-a à praia de Bolsa Chica, onde lá fez ela ir até os precipícios para, uma vez ali, beijá-la e forçá-la a fumar maconha...

Mas a garota conseguiu efetuar uma chamada de emergência em um momento de distração por parte de Rodney, conseguindo com isso que os policiais chegassem a tempo para salvá-la de fumar mais maconha e talvez, terminar compartilhando algo mais que beijos com seu abusador...

O caso Ellen Hover

O pai de Ellen Hover era dono de um prestigioso 
clube noturno em Hollywood. Nem ele nem 
ninguém imaginou que no verão de 1977, 
Rodney acabaria com aquela garota da alta sociedade.
Ellen Hover tinha 23 anos e era filha de Herman Hover, dono de Ciro, um prestigioso clube noturno de Hollywood. Aconteceu de modo que, depois de cumprir sua breve condenação pelo episódio com Julie J., no verão de 1977 Rodney aproveitou sua liberdade condicional para supostamente visitar os seus familiares em Nova Iorque.

A realidade foi outra e o dia 15 de julho de 1977, foi o último em que Ellen Hover foi vista. Segundo revelou sua agenda, naquele dia ela tinha planificado um encontro com um tal John Berger...

Ante o acontecido, o padrasto de Ellen contratou um detetive privado e a família da garota pagou um anúncio no New York Times, dentro do qual, solicitava informação sobre o tal John Berger.

Por sua vez, para Rodney Alcala foi suficiente adotar seu verdadeiro nome e de deixar de se chamar "John Berger", para começar a trabalhar como tipógrafo no jornal Los Angeles Times.

Entrevista com o FBI no meio de dois assassinatos

Jill Barcomb era uma fugitiva originária do Brooklyn, pertencente a uma família de onze filhos, ex-voluntária de hospital e trompetista de sua escola secundária.

Ela foi apanhada por Rodney na Sunset Boulevard. Jamais imaginou que aquele desconhecido seria o responsável por em 10 de novembro daquele mesmo ano, ela aparecesse no meio de um caminho de terra: nua, ajoelhada (como se o cadáver fosse intencionalmente posto desse modo), com a metade de cima da cabeça esmagada por uma grande pedra, com uma mordedura no mamilo direito, graves lesões anais (indício de abuso sexual) e sinais de ter sido estrangulada com um cinto, com suas meias de náilon e com suas próprias calças. Jill havia sido reduzida a isso do macabro escombro, uma garota que mal media 152.40 cm de altura.

Enquanto isso, o anúncio do New York Times sobre John Berger não estava dando resultados; ninguém havia aparecido com informações. Não obstante, o FBI não era tão incompetente ao ponto de esquecer que não fazia muito, um tal John Berger havia sido detido depois do chamado de duas adolescentes campistas. Por isso, finalmente interrogaram a Alcala em relação ao caso de Hover, e este confessou conhecer à garota mas nunca admitiu tê-la assassinado, assim que por falta de evidências, o FBI teve que o deixá-lo tranquilo.

Entre novembro e dezembro de 1977, Rodney acabou com Jill Barcomb (esquerda) de 18 anos e Georgia Wixted (direita) de 27 anos. Abusou sexualmente de ambas, lhes atingiu na cabeça e no rosto com brutalidade e estrangulou-as de forma selvagem. Jill teve o mamilo direito destroçado à mordidas, Georgia teve os genitais mutilados. Entre ambos assassinatos o FBI interrogou Alcala, mas deixou ele ir por falta de evidências...
Pouco depois, em 16 de dezembro de 1977 a enfermeira Georgia Wixted de 27 anos foi encontrada morta em seu apartamento de Malibu. Wixted jazia sobre o chão frio: tinha suas meias de náilon envoltas tão fortemente em torno do pescoço que as marcas haviam ficado na cartilagem; seu crânio e seu rosto haviam sido martelados; seus genitais foram mutilados e os objetos de sua bolsa estavam espalhados por todo o banheiro.

Além disso, as gavetas do gabinete estavam abertas e reviradas e não existiam indícios de que a entrada fosse sido forçada. A última vez que a viram, ela estava com a sua namorada Barbara Gale; quem ao ver que no dia seguinte Wixted não aparecia, ficou preocupada e, junto de alguns colegas de trabalho, denunciou o seu desaparecimento.

Jogando no "The Dating Game" depois de matar Charlotte Lamb

Até aquele momento era evidente que os crimes de Rodney apresentavam um conjunto de padrões comuns, mas mesmo assim ninguém havia visto com suficiente clareza.

Charlotte Lamb
Prova disso foi que em março de 1978, durante o tempo em que a Hillside Strangler Task Force (força tarefa para capturar o estrangulador de Hillside) estava fazendo entrevistas a todos os delinquentes sexuais da zona, Rodney foi interrogado mas não suspeitaram que fosse um assassino, de modo  que só lhe acusaram e detiveram por portar uma pequena quantidade de maconha. Aquilo não era suficientemente grave, assim que Rodney pôde sair da cadeia no final de junho daquele mesmo ano.

Quando Rodney Alcala saiu da prisão, o desejo por sangue e sexo ardia em sua trastornada mente como um vulcão a ponto de entrar em erupção. E logo esse desejo criminoso explodiu, pelo qual, antes de finalizado o mês de junho, a bela Charlotte Lamb apareceu morta e nua na lavanderia do complexo de apartamentos em que vivia.

Charlotte Lamb era oriunda de Santa Monica, tinha 32 anos e havia trabalhado como secretária  legal. A visita de Rodney Alcala fez dela um cadáver cujas marcas contavam a seguinte história: Rodney espancou-a brutalmente com uma pesada peça de madeira, estuprou-a, mordeu o seu seio direito, furou-lhe as orelhas, mutilou suas genitais e estrangulou-a com um cadarço.

Passado o tempo e como se nada acontecesse, em setembro de 1978 Rodney se apresentou como concursante no famoso show de Chuck Barris: The Dating Game. Em uma das variantes do show, uma garota pré-selecionada devia escolher um de três homens, tendo que sair com o escolhido, ao menos em teoria.

.
No The Dating Game, Rodney mostrou grande auto confiança, simpatia, bom humor, um amplo e agradável sorriso e um leve e sedutor cinismo. A garota que devia escolher era Cheryl Bradshaw, e Rodney conseguiu impressioná-la com as supramencionadas qualidades e com o perfil que apresentou de si mesmo como fotógrafo bem-sucedido, fanático por motocicletas e saltos de paraquedas.

Finalmente Rodney foi o escolhido, mas o prêmio que devia receber nunca chegou, já que Cheryl cancelou o encontro pois viu em Rodney algo "assustador". Algo oculto no brilho louco que iluminava os olhos de Alcala, e esse "algo" era o reflexo dos desejos tão obscuros quanto a negrura dos olhos do insuspeito assassino.

Abusando novamente de uma adolescente

Em fevereiro de 1979,  Rodney Alcala apanhou a uma caroneira de 15 anos no Condado de Riverside. Uma vez que a teve em seu carro, Rodney propôs a "Monique H."(pseudônimo da adolescente) ir ao seu apartamento para ter sexo, e ela aceitou. Tão tranquila pareciaa a garota que inclusive dormiu no apartamento de Rodney, aceitando na manhã seguinte ir com ele às montanhas para realizar uma sessão de fotos em que ambos apareciam simulando atos sexuais em determinadas posições.

Em fevereiro de 1979, Rodney deu carona a "Monique H." de 15 anos em Riverside. Com o consentimento dela, levou-a para o seu apartamento e tiveram sexo. A garota dormiu ali e no dia seguinte, aceitou posar para uma sessão de fotos em que ela e Rodney simulavam atos sexuais. No entanto a atitude de Rodney terminou por assustá-la e, quando ela tentou fugir, ele a espancou, amarrou e a violentou...

Até certo momento, tudo andou bem, mas chegou um ponto em que a garota começou a ficar assustada com as atitudes de Rodney. Então ela tentou escapar, gritou desesperadamente quando ele começou a espancá-la, depois do qual a amarrou e abusou sexualmente dela.

Segundo confessaria depois Rodney, ele não tinha pensado em fazer o que fez. Na verdade ele queria ter sexo com o consentimento da garota, mas isso só foi possível no início e quando a situação se complicou devido ao medo de "Monique H.", ele perdeu o controle e a violentou. Por isso não a matou e, depois de abusar dela, subiu-a em seu carro e conduziu até Riverside, onde deixou à garota e esta, de um motel, aproveitou para chamar à Polícia e denunciar o acontecido.

Posteriormente a Polícia deteve a Rodney, mas este conseguiu sair rapidamente já que sua mãe pagou a fiança...

O assassinato de Jill Parenteau

Em 14 de junho de 1979, Jill Parenteau 
apareceu morta e nua em seu apartamento: 
tinha o rosto e a cabeça brutalmente 
golpeados, profundas lesões vaginais 
e retais, o peito cheio de arranhões 
e marcas de estrangulamento.
Katherine Bryant havia sido namorada de Jill Parenteau, uma garota de 21 anos que trabalhava como programadora na época dos chamados "cartões perfurados". Segundo contou Katherine, ela e Jill haviam conhecido a Rodney certa noite em um clube; e como o diálogo fluiu, socializaram com ele em mais ocasiões.

Nunca se soube bem por que, mas em 14 de junho de 1979 o cadáver de Jill apareceu em seu apartamento de Burbank. O último que souberam é que nesse dia ela não foi trabalhar (por isso foram ver se havia acontecido algo) e que no dia anterior havia saído mais cedo do trabalho para poder ir a um jogo de beisebol.

Como aconteceu com outras vítimas de Rodney, o cadáver de Jill estava nu e apresentava sinais de agressões horríveis: tinha o rosto e a cabeça brutalmente golpeados, apresentava profundas feridas vaginais e retais que evidenciavam um sádico abuso sexual, tinha o peito cheio de arranhões e como sinal de um bestial estrangulamento, uma hemorragia na zona que abarca a tiroide, a laringe e a epiglote.

O mais infame de seus crimes

Corria a manhã de 20 de junho de 1979 em Huntington Beach quando a criança Robin Samsoe de 12 anos ia para a sua classe de balé. Samsoe estava apressada e havia pedido emprestada uma bicicleta amarela a Schwinn, sua melhor amiga. No entanto, nesse dia Schwinn perdeu não só a sua bicicleta mas também a sua amiga Robin Samsoe...

Efetivamente, doze dias após o desaparecimento, o cadáver de Robin Samsoe foi encontrado no sopé de Sierra Madre pelo guarda florestal William Poepke. O crime havia sido atroz: o pé esquerdo e algumas partes das mãos do cadáver estavam ausentes, a cabeça estava separada do pescoço e, próximo de um dos sapatos da criança, jazia uma faca de cozinha. A putrefação do cadáver impediu de saber se houve ou não abuso sexual, mas a natureza dos anteriores crimes de Rodney permitia afirmar que o mais provável era que a criança havia sido estuprada.

Rodney Alcala sempre negou ter assassinado a Robin Samsoe, mas finalmente tiveram que declará-lo culpado de tal crime, em parte pela abundância de testemunhas.

Em 20 de junho de 1979 Robin Samsoe (acima, direita) de 12 anos foi sequestrada por Rodney Alcala. Doze dias depois, seu cadáver foi encontrado em uma zona arborizada: o pé esquerdo e algumas partes das mãos estavam ausentes, a cabeça estava separada do pescoço e próximo do corpo, jazia uma faca de cozinha. A dor que este crime suscitou foi enorme, tal e como se vê na foto (acima, esquerda) de seus pais chorando durante o julgamento de Alcala...



Aconteceu de modo que Jackye Young (vizinha de Robin Samsoe) contou que naquele 20 de junho havia visto um homem estranho tentando convencer à pequena Samsoe e a sua amiga Bridget Wilvert para que posassem em roupa de banho (estavam brincando na praia, próximo dos penhascos) para que ele tomasse fotos. A parte assustadora do caso foi que, quando a Polícia entrevistou a senhora Young e a Bridget Wilvert, ambas proporcionaram dados correspondentes para a elaboração de um retrato falado que coincidia com o rosto de Rodney Alcala.

Complementarmente, Toni Esparza de 15 anos e Joanne Murchland de 14, declararam posteriormente que, em 19 de junho de 1979, Alcala lhes havia oferecido maconha e pedido para que participassem em um concurso de fotos de biquíni, confirmando que naqueles dias, Alcala andava tomando fotos de menores em roupa de banho na praia Huntington.

Mas o pior de tudo foi o depoimento da guarda florestal (do Bosque Nacional de Los Angeles) Dana Crappa. Efetivamente, ela contou que naquele 20 de junho de 1979, havia visto a um homem tentando levar uma criança para um rio. Segundo disse, o modelo de automóvel que o homem dirigia era um Datsun F10: exatamente o mesmo modelo que naquele momento usava Rodney Alcala...

Detenção, julgamento e condenação
Em 24 de julho de 1979, 
Rodney foi preso. 
Essa era a sua aparência 
no ano de sua captura.

Em 24 de julho de 1979, Rodney James Alcala foi preso no apartamento de seus pais em Monterey Park.

No momento de sua detenção, Alcala havia alugado um depósito em Seattle, dentro do qual, a Polícia encontrou centenas de fotos de mulheres jovens e crianças, além de um saco com objetos pessoais que aparentemente pertenciam às vítimas. Entre esses objetos estavam brincos de ouro que, segundo a mãe de Robin Samsoe, eram seus embora fossem usados por sua filhinha. Para os criminalistas, toda essa coleção de objetos das vítimas equivalia a troféus para o assassino.

O julgamento de Rodney Alcala foi longo e tortuoso. Por exemplo, em 1980 condenaram o desgraçado pelo assassinato de Robin Samsoe, mas a condenação foi ratificada em 1986, anulada posteriormente e finalmente retomada.

Mas também, o julgamento de Alcala recebeu grande atenção por parte dos meios de comunicação, se convertendo assim em um tipo de espetáculo entre cujos traços mais chamativos, estava a presença da atriz Charlize Theron (quem interpretou a Aileen Wuornos no filme Monster) e a atuação de Rodney como seu próprio advogado (mudando de tom segundo falava como acusado ou advogado) em certa etapa do julgamento.

O julgamento de Rodney Alcala (acima uma foto do 2010) foi longo, tortuoso e bastante visado pelos meios de comunicação. Entre outras coisas, naquele julgamento esteve a atriz Charlize Theron e além disso, Rodney atuou como seu próprio advogado durante certa etapa, usando um tom de voz quando se fazia de advogado, e outro quando tomava o papel de acusado...A condenação final foi à morte, pelo assassinato de uma criança e quatro mulheres; no entanto, sua coleção de mais de 900 fotos e certas evidências, fizeram pensar que pôde ter matado entre 30 e 130 mulheres... Atualmente está vivo e esperava a sua execução em San Quintin, mas a pena foi revogada para prisão perpétua em 2013.



Pese todas as complicações, em 2010 chegaram, principalmente graças à provas de DNA, à resolução de que Rodney James Alcala era culpado do sequestro, estupro e dos assassinatos de Robin Samsoe, Jill Barcomb, Georgia Wixted, Charlotte Lamb e Jill Parenteau. A condenação foi pena de morte, no entanto, em 07 de janeiro de 2013, ele recebeu um adicional de 25 anos a sua prisão, tornando-a perpétua (está com 71 anos) já que à pena de morte não é uma opção no Estado de Nova Iorque desde 2007.

Finalmente, algo que deve ser levado em conta é que a transcendência deste assassino está não só nas cinco vítimas confirmadas que teve, mas talvez ainda mais no fato de que quase com certeza, suas vítimas não confirmadas são tantas que lhe colocam em posição de rivalizar com alguém como Ted Bundy.

As principais dentre essas vítimas não confirmadas são Cornellia Crilley e Ellen Hover, a quem foram atribuídas suas mortes a Alcala devido tanto ao pensamento predominante dos pesquisadores como no fato de que em 2011 e 2012 saíram à tona novas evidências que aproximaram muito esses dois crimes à categoria de vítimas confirmadas.

Mas à parte de duas mulheres os criminalistas pensam que Alcala deve ter assassinado a aproximadamente 30 mulheres mais e inclusive, alguns acham que a cifra poderia chegar a 130. A razão disto são as mais de 500 fotografias encontradas, nas quais, aparecem mulheres jovens e adolescentes, muitas vezes posando nuas e em pose provocantes.

Assim, a soma disso com certas evidências, fez pensar que muitas das fotografadas foram vítimas de Alcala; no entanto, devido ao conteúdo sexual das fotos, a Polícia só tornou públicas algumas cebtenas de fotos e continuam solicitando a ajuda do público com novas identificações.

Fonte Fonte Fonte Fonte Fonte 

3 comentários:

  1. Chocante, não sei como familiares não conseguem identificar alguém nesses fotos (pois obviamente tinham família e simplesmente sumiram)

    ResponderExcluir
  2. Chocante foi este monstro matar, haver muitos indícios e ficando sempre impune pelas mortes que fazia. Que policia da merda é esta, que foi preciso matar tantas mulheres para lhe apanharem, e o que é revoltante é este nojento ainda se livrar da pena de morte. Justiça da porcaria

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. SE ELE FOSSE NEGRO AI JÁ TERIAM PEGO AH MUITO TEMPO

      Excluir