segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Este Ilustrador Converte os Medos Mais Profundos e Irracionais em Histórias em Quadrinhos

O ilustrador Fran Krause pediu às pessoas que lhe contassem seus medos mais estranhos e irracionais para convertê-los em engenhosas histórias em quadrinhos.
Algumas vezes, estas fobias irracionais vêm de lembranças da tenra infância, ou são o resultado de algumas explicações vívidas demais que os adultos costumavam nos dar. No entanto, às vezes são simplesmente inexplicáveis.

Este projeto começou com os próprios medos de Krause, e atualmente mostra tirinhas com mais de uma centena de fobias sem sentido que os leitores lhe enviaram. Quando se lê, se pode comprovar que embora as nossas próprias fobias pareçam estúpidas, não são nada fora do comum.

"O inverno é uma boa época para ir patinar sobre o gelo com algum ser querido. Se caem, tenha cuidado e não patine sobre os seus dedos acidentalmente."

"Há um espelho em meu dormitório. Me preocupo que enquanto eu esteja dormindo, meu reflexo se sente e me observe."

"Brooklyn costuma cobrir-se de gelo. Me preocupo com escorregar e cravar os olhos em alguma cerca de ferro forjado, e que tudo esteja escorregadio demais para me soltar."

"Vivo só. Quando tenho que me levantar para ir ao banheiro à noite, me preocupo que ao voltar à cama, haja alguém me esperando lá."

"Às vezes, quando estou sentado na privada me preocupa que esse momento seja um sonho, e na realidade eu esteja em algum outro lugar me cagando nas calças."

"Me preocupa cair e me arrancar à língua de uma dentada, e que ao chamar a emergências não sejam capazes de me entender."

"Quando digo olá a alguém e não me responde, me preocupa estar morto mas não ter me dado conta ainda."

"Quando era pequena, um padre me falou sobre a Virgem Maria, de como Deus pensava que era perfeita e deixou ela grávida. Eu não queria que Deus me deixasse grávida, de modo que tentei não ser do seu tipo."

"Quando era mais jovem, pensava que ao morrer, eu me converteria em um figurante nos sonhos de outras pessoas. Às vezes sinto como se toda às pessoas que aparecem em meus sonhos estivessem mortas e não tivessem nenhum outro lugar para ir."

"Me preocupa que minha vida seja uma ilusão. Que seja tudo um sonho. Me preocupo em acordar algum dia e perceber que sou apenas um cachorro com muita imaginação."

"Eu não sou o verdadeiro dono do meu corpo. Antes eu era um fantasma errante. E roubei-o. Agora, quando ouço vozes, sei que é o dono original, tentando me fazer deixá-lo."

"Jesus vive dentro de você! Vive no mais profundo do teu coração."

"Me preocupa que após morrer todos os meus sentidos sigam funcionando. E não sei se me embalsamarem seria pior do que me cremarem."

"Quando era pequeno, minha tia me disse que um verme faminto vivia dentro do meu nariz. E que se eu continuasse tirando melecas, me arrancaria a ponta do dedo de uma mordida. Me dava muito medo."

"Me preocupa que ao morrer, não ocorra tudo de uma vez. Que comece pelos pés e eu sinta como vai subindo."

"Espero não me converter em um tipo de idoso que faz com que as crianças tenham medo de se tornarem velhas."

"Às vezes tenho a sensação de que pessoas estão lendo meus pensamentos, e então penso em algo divertido. Assim se ouço alguém rir, eu saberei."

"Me preocupa que me atinja uma onda forte e me desoriente. Tentaria voltar à costa, sem saber que na verdade estaria nadando mar adentro."

"Quando era pequeno, sabia de onde vinham os bebês. Saíam do traseiro! E embora eu fosse um garoto, sempre olhava após fazer cocô, para me certificar de que não havia tido nenhum bebê."

"Quando era pequena, minha mãe me dizia que se continuasse molhando a cama, sairiam vermes do colchão e me comeriam viva."

"Não gosto das portas giratórias do metrô. Às vezes carrego muitas coisas. Me preocupa ficar preso nelas algum dia, e que a multidão me empurr através delas, como se fosse um processador de alimentos."

"Uma vez, quando era pequeno e vivia na Nova Inglaterra, estava apanhando frutinhas no bosque, e comi uma, com sementes e tudo. Uma criança mais velha me disse que nunca poderia digerir a semente e que seus ramos espinhosos cresceriam por minhas artérias."

"Quando acordo, abro os olhos muito lentamente, para que qualquer coisa que esteja na minha habitação tenha a chance de se esconder."

"Minha mãe me dizia que se subisse nas escadas automáticas com os sapatos desatados, me enganchariam os cadarços e ficaria preso sob os degraus. Também me disse que todos os guardas de segurança dos shoppings eram crianças que ficaram presas assim, e tiveram que ficar lá para sempre."

"Não gosto de ter facas afiadas perto. De modo que afasto-as de mim, até que estejam fora de meu alcance."

"Quando era pequena, pensava que se eu desse voltas rapidamente, iria a uma dimensão diferente que era idêntica porém falsa. E se girasse outra vez, voltaria à casa. Perdi a conta de quantas vezes havia girado."

"Quando era pequeno, li que haviam cadáveres presos nas paredes da Grande Muralha da China, de gente que a havia construído. Pensei que todas as casas tinham cadáveres nas paredes, e que um esqueleto vermelho estava preso no vão da escada."

"Às vezes sinto como se minha vida fosse apenas um filme, e que cada pessoa que conheço é um ator pago. E se eu apenas pudesse ver o que passa às minhas costas, os créditos do final começariam a aparecer."

"Quando era pequena, minha avó me dizia que se brincasse com meu umbigo me sairiam às tripas, e que teria que levá-las em um cesto de roupas o resto da minha vida."

"Cheguei a um acordo com as coisas que se escondem em meu porão. Após apagar a luz, tenho exatamente dez segundos para sair em segurança. Sempre uso o tempo todo disponível, esperando ver algum movimento de relance quando chego à zona segura."

"Quando olho às estrelas, tenho medo de que a gravidade se inverta e eu caia ao céu para sempre."

"Me preocupo que em meu funeral ninguém tenha boas histórias nem coisas amáveis que dizer."
"Acho que deveríamos fechar isto..."
"Sim."

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