domingo, 22 de fevereiro de 2015

Idoso Chinês Conta a sua Comovente Vida de Casado Através de 200 Desenhos (Chorei ao fazer este post...)


Na primavera de 2013, Rao Pingru, um chinês de 91 anos, publicou um livro com mais de 200 ilustrações feitas à mão e cartas contando a história comovente de sua relação de 80 anos com sua amada, Mao Meitang.

O livro, intitulado a Our Story (Nossa História), tem mais de 360 páginas, portanto só podemos mostrar apenas alguns desenhos, mas com certeza você apreciará os trechos aqui postados. Pegue o lenço e não tenha medo de deixar as lágrimas rolarem.

O livro foi feito sob circunstâncias felizes, no entanto, tudo surgiu porque Rao perdeu sua esposa, que faleceu em 2008, após lutar contra uma doença renal e o mal de Alzheimer por quase 16 anos. Não é preciso dizer que a perda foi devastadora para o idoso, mas seguindo seu mantra de se manter alegre ao longo da vida, ele pegou e passou quatro anos retratando a sua vida de casado através de desenhos.
Junto de suas lembranças felizes, os desenhos retratam suas lutas através da pobreza, separação forçada e a doença. Apesar de todas as suas tribulações, eles permaneceram alegres. Ele mais tarde declarou em uma entrevista: "Naquele tempo, toda a felicidade vinha do fundo do coração. Nunca pensamos nas dificuldades como algo ruim. Fomos capazes de encontrar diversão nelas." 

A história começa quando Rao era um menino de onze anos e Mao tinha apenas oito. Eles gostavam de brincar juntos com algum novo brinquedo do Rao.
Quinze anos mais tarde, depois dele se formar na escola militar, os dois foram reunidos para um acordo de casamento arranjado. Chegando na casa, ele viu uma jovem, Mao, passando batom. Foi a primeira impressão que teve de sua futura esposa.
Os dois namoraram por algum tempo e em um certo ponto do relacionamento, Rao queria expressar o seu amor por sua noiva, mas tinha medo de dizer em palavras à ela. Em vez disso, cantou a música inglesa, Rose Marie, esperando que sua mensagem chegasse ao seu coração.
Em 1948, eles se casaram na província de Jiangxi. Exatamente 60 anos mais tarde, Rao retornou ao salão de cerimônia sozinho, em memória de sua falecida esposa, que havia falecido apenas cinco meses antes.
Embora Rao se lembre dos primeiros anos de casamento com carinho, houve altos e baixos. Esta ilustração conta a história de sua primeira briga.
Provavelmente solicitado por um comentário ignorante, a esposa de Rao belisca sua perna para lhe dar o gosto da dor de um parto.

Em tempos de dificuldades, Mao foi forçada a vender suas pulseiras de ouro. Antes de vender sua últimas, sorrateiramente ela deslisou uma no pulso da filha adormecida.
Por ter cinco filhos em casa, Rao foi preso e enviado a um campo de trabalho de reeducação por 22 anos. O casal trocou mil cartas, muitas das quais estão incluídas no livro. Enquanto Rao esteve afastado, Mao teve que sustentar a família carregando sacos de cimento para a construção do Museu de História Natural de Shanghai, um nítido contraste com o seu anterior trabalho de canto e dança na velha Xangai. Em meio aos problemas, a família conseguiu eventualmente se reencontrar e viver uma vida simples e feliz em Xangai. 

Aqui, o casal de idosos descasca feijão ao lado da janela em uma manhã de verão. 
Nota do tradutor: Não sei por quê, mas estou com os olhos cheios d'água!

Em 1992, Mao foi diagnosticada com a doença de Alzheimer. Com uma memória falha, ela certa vez pediu um chi-pao preto (vestido de seda chinesa), que ela nunca havia possuído. Rao, querendo satisfazer cada desejo seu, planejou fazer um novo para ela, mas ela logo esqueceu que até mesmo havia pedido isso.
Mesmo em sua velhice, Rao fez tudo o que podia para sua esposa doente, pedalando até 40 minutos só para pegar os doces que ela pedia. Doces que ela nunca comeu.
Em 19 de março de 2008, Mao faleceu. Rao lembra que, "Entrei e fiquei do lado dela, a poucos passos de distância. Acho que ela me viu. Mesmo que ela estivesse tão fraca, ela ainda sabia que eu estava lá. Ela deixou uma lágrima antes de partir. Então eu cortei uma mecha de seu cabelo e guardei em casa amarrado com um laço vermelho. É a única coisa que ela deixou."
Rao Pingru desenhou estas imagens não só para aplacar a própria dor no seu coração, mas também para compartilhar sua vida com seus filhos e netos. Embora tenha um final triste, é encorajador saber que tal amor e devoção existe no mundo.

Fonte

3 comentários:

  1. Muito lindo, hoje em dia é raro ver um amor assim... (Sentimental, né?)

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  2. muito bonita a historia dos dois, contada por desenhos ficou mais singelo ainda.

    "Por ter cinco filhos em casa, Rao foi preso e enviado a um campo de trabalho de reeducação por 22 anos." Viva o regime comunista !

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  3. E, o controle de natalidade la e bem rigido, se a populaçao crescer desenfreadamente, ia aumentar o indice de miseria, falta de emprego e moradia, mais ainda asim em triste isso

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