terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os Espartilhos Estavam na Moda, Mas O Que as Mulheres Faziam era Verdadeiramente Complicado...




Houve um tempo não muito distante, quando o corset ou espartilho era uma peça fundamental do guarda-roupa de uma mulher. Eram apertados na cintura, às vezes ao extremo, criando a tão cobiçada silhueta de relógio de areia que estava tão de moda naquele momento.

Mulheres apertavam a peça regularmente, puxando os estirantes de seus espartilhos tão forte que às vezes desmaiavam. Alguns estudiosos pensam que o mito das mulheres desmaiando o tempo todo também estaria relacionado com espartilhos apertados demais, que tendem a limitar a respiração, o fluxo sanguíneo e causar tontura. Mesmo assim, os corsets eram peças populares e com frequência normais no armário feminino. Mas o que realmente acontecia sob à pele?

Em 1908, o Dr. Ludovic O’Followell publicou o Le Corset, um livro dedicado ao impacto na saúde das mulheres causado pelos espartilhos. Ao longo da história, os homens e as mulheres vestiram corsets, mas a maioria dos usuários -e a maioria dos usuários extremos- eram mulheres.

Essas chapas de raios-X mostram os efeitos dos espartilhos em um longo prazo de desgaste e confinamento do corpo. Nos séculos 19 e 20, os corsets não foram simplesmente usados para esculpir a silhueta para uma noite. Em vez disso, estavam destinados a mudar permanentemente a forma do corpo de modo que poderia ser mantida a forma de ampulheta, inclusive quando não vestiam o espartilho. As mulheres começariam a usar em tenra idade, e seus ossos e órgãos se ajustariam em consequência. Observe a forma dos nervos nas radiografias aqui postadas.

Há uma coisa sobre estes raios-X a se levar em conta: não está claro se as radiografias foram tomadas enquanto as mulheres vestiam os corsets, ou se a peça desmontada foi pintada mas tarde sobre a chapa. De qualquer maneira, a estranha formação das costelas é bastante real. Nota do tradutor- 1: Cuidado para não confundir as costelas com as hastes rígidas do espartilho.

Os ossos não eram as únicas coisas que os corsets comprimiam, eram na verdade as únicas coisas visíveis através de raios-x. Os órgãos como os pulmões, o fígado e o estômago também eram afetados pela compressão. Alguns espartilhos extremos podiam consequentemente, apenas permitir respirar usando as partes superiores dos pulmões, fazendo com que as porções inferiores se enchessem de muco.



Os raios-X de uma mulher sem a peça (esquerda), e uma mulher que vestia um corset com regularidade (à direita). O propósito do corset era reduzir o tamanho da cintura para fazer os quadris e bustos mais acentuados.

Um corset fortemente amarrado afetaria o posicionamento do fígado, os pulmões e o estômago dentro do corpo. No entanto, nem todos os corsets eram amarrados tão firmes. Muitos deles eram apenas um apoio para o busto, como um sutiã de hoje em dia.

Os corsets declinaram para o uso diário na década de 1920. Pessoas ainda usam espartilhos hoje em dia, mas geralmente apenas em eventos especiais. Agora temos um melhor entendimento dos que os antigos tinham como um risco para a saúde associados a compressão do corpo.

Nota do tradutor -  2 Tenho uma grande amiga que usa espartilhos e ela tem uma cinturinha de vespa e um excelente blog de maquiagem:) (E ela me ajudou na aprovação deste texto^^ Arigatou manin^^)

Nota do tradutor - 3 Minha mãe chegou a usar espartilhos, mas curiosamente ela chamava a peça de "Corpinho":)

Fonte Fonte

Um comentário:

  1. Valeu pela "cinturinha de vespa" hahaha... Ainda estou longe disso, mas se eu pegar firme no tight lacing, ainda chego lá!

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