segunda-feira, 13 de abril de 2015

As Bombas Adormecidas da Segunda Guerra Mundial

A princípios deste ano (2015), em uma zona residencial de Londres, os trabalhadores de uma construção toparam com uma bomba alemã de quase quinhentos quilos ainda sem explodir. A bomba, de dois metros de comprimento, encontrava-se a três metros sob a terra bem perto de uma residência de idosos e permaneceu ali por mais de setenta anos, até que o exército britânico procedeu a sua desativação, não sem antes evacuar umas 1.200 casas.

Não se trata de um caso incomum: desde 2009 os bombeiros londrinos participaram na desativação e translado de sete bombas e cinco granadas de mão; cifra que se vê absolutamente ofuscada pelos encontros com bombas na Alemanha, tão frequentes que deixaram de ser notícia.


O bombardeio subterrâneo de Berlim

Anualmente encontram-se na Alemanha, mais de 2.000 toneladas de bombas norte-americanas e britânicas sem detonar (às quais é preciso somar morteiros, granadas e minas de procedência russa), e só em Berlim foram desativadas ou detonadas cerca de 7.000, em que estima-se que ainda hajam 3.000 bombas por encontrar e desativar.

Em 2014 foram desativadas 54 toneladas de explosivos nessa cidade. Em junho, 3.000 pessoas foram evacuadas do bairro de Steglitz, ao encontrarem uma bomba norte-americana de quinhentos quilos.

Em outubro, as atividades no principal aeroporto de Berlim tiveram que ser suspendidas por meia hora com o descobrimento de uma bomba em seus espaços e em dezembro, na histórica Potsdam nas periferias de Berlim, foram evacuadas dez mil pessoas enquanto desativavam uma bomba de 250 quilos.

As últimas vítimas da Segunda Guerra?

Nem sempre os encontros com esses artefatos terminaram da melhor maneira. Em 2010, foi encontrada  uma bomba norte-americana de 500 quilos em Göttingen, no estado da Baixa Saxônia. Foi solicitado a sete mil pessoas que abandonassem suas casas e quando os especialistas da polícia tentaram desativá-la, esta explodiu, matando a três servidores públicos. A bomba explodiu antes que os especialistas começassem a trabalhar nela e enquanto esperavam a passagem de um trem de alta velocidade.

O futuro de uma guerra do passado

Estima-se que restam ao menos 100.000 bombas enterradas em solo alemão e que os agentes públicos e privados (Existem empresas dedicadas à desativação de bombas) terão trabalho para os próximos 120 anos, de modo que nada de estranho seria se a última vítima deste conflito, concluído oficialmente em 1945, ocorra no século 22.

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