quinta-feira, 28 de maio de 2015

Constroem Estranha "Pirâmide" para Exibição sobre a Tragédia de Pompéia

À primeira vista pode parecer um tributo aos antigos egípcios, mas... Não é o que parece. A "pirâmide" representa o Monte Vesúvio e a violenta erupção que acabou com a cidade de Pompéia no ano 79 d.C.

A estrutura construída em maior parte com madeira, foi erigida no meio das ruínas do anfiteatro romano da atual Pompéia, e albergará uma exibição sobre as vítimas da antiga tragédia. Sua forma, além de representar o vulcão, também é um tipo de tributo a um dos primeiros templos que os arqueólogos encontraram no sítio, o templo da deusa egípcia Ísis.

A obra foi criada pelo renomado arquiteto italiano Francesco Venezia. 
Dentro da pirâmide de 12 metros de altura, os visitantes encontrarão as efígies de 20 dos cidadãos romanos mortos pelo abrasador calor da erupção vulcânica que arrasou com Pompéia e outros locais da área vesuviana como a cidade de Herculano.

Durante as escavações, ocasionalmente eram encontrados ocos na cinza que continham restos humanos. Em 1860, o arqueólogo italiano Giuseppe Fiorelli sugeriu rechear esses ocos com gesso, obtendo assim formas que mostravam com grande precisão o último momento da vida dos cidadãos que não puderam escapar da erupção. 
"Contrariamente ao que acreditavam até hoje os especialistas, as vítimas não sofreram uma longa agonia por asfixia, mas sim, perderam a vida imediatamente por exposição a altas temperaturas, entre 300 e 600 º C", explica o pesquisador Giuseppe Mastrolorenzo do Observatório Vesuviano.

Quando um inferno de lava desatou sua fúria sobre Pompéia, aqueles que não conseguiram escapar pereceram sepultados sob uma hermética mortalha vulcânica. A lava  se arrefeceu e com os anos os corpos se desintegraram, deixando um espaço vazio com a posição em que estavam quando deixaram a vida, em alguns casos tampando o rosto com as duas mãos pelo desespero.

Os visitantes da exibição terão ao seu dispor visual, um arquivo fotográfico histórico sobre as escavações do século 19 e 20. 
Ao redor de 2000 vítimas foram encontradas por toda a cidade. Os arqueólogos não precisaram fazer nada mais que localizar esses fantasmagóricos espaços mediante ressonância, e recheá-los com gesso líquido que ao endurecer deu como resultado estátuas esculpidas sobre o contorno do próprio corpo já desintegrado.

Algumas realizavam esforços sobre-humanos para se manterem de pé no meio da rua. Outras morreram sob os escombros de suas mansões, como a dona da Casa do Fauno, petrificada quando tratava de sair à rua portando um saco com suas pulseiras de ouro, espelhos de prata e uma boa quantidade de moedas.

As fotos são parcialmente divididas em fragmentos e estão exposta ao longo das paredes iluminadas por um luz difusa.

Na solidão de outro quarto, uma criança ocultava a cabeça sob uma túnica, e no Jardim dos Fugitivos um homem corpulento morreu sentado junto a um saco com seus pertences. Além disso foram encontradas pessoas com uma garrafa de veneno ao seu lado - possíveis suicidas - e gladiadores acorrentados, impossibilitados de escapar.

Algumas dessas vítimas, cujas expressões cotidianas ficaram congeladas no tempo, são exibidas nesta nova proposta cultural da cidade da Campania, que além disso irá incorporar fotos históricas obtidas nas diversas pesquisas arqueológicas.

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