quinta-feira, 28 de maio de 2015

Uma Descoberta Incrível - Porões de Universidade Revelam Assombrosas Imagens dos Primeiros Pacientes de Cirurgia Cerebral nos EUA

Por mais de três décadas, estudantes de Yale vêm quebrando as dobradiças de uma porta escondida no escuro dormitório para se infiltrar no porão.
Lá, eles se espremem em uma sala mal iluminada apenas para ver cérebros - centenas deles colocados em prateleiras de metal e submersos em formol.

Mas o quarto continha algo ainda mais fascinante, uma coleção de milhares de fotografias em preto-e-branco que mostram alguns dos primeiros pacientes de cirurgia no cérebro da era moderna.

Estas imagens, recentemente digitalizadas, mostram um pouco da coleção de fotografias de Harvey Cushing, um pioneiro em neurocirurgia.
Desde meados da década de 1990, os alunos prestaram seus respeitos ao assinarem um cartaz na sala, tornando-se membros da "Sociedade do cérebro."
Os cérebros eram bem conhecidos, mas as fotografias no porão oculto foram uma surpresa, de acordo com um artigo do site Atlas Obscura.

As imagens são de pacientes do Dr. Harvey Cushing, um neurocirurgião pioneiro, que deixou o material em Yale após a sua morte, em 1939, juntamente com uma coleção de seus cérebros.

As 10.000 imagens de pacientes já estão sendo lentamente reveladas ao público em um projeto ambicioso com o objetivo de digitalizar a coleção completa.
Mas a identidade da maioria dos pacientes continua a ser desconhecida.

"Estas são fotos de pacientes atendidos pelo Dr. Harvey Cushing entre 1900-1930 - tomadas para fins de diagnóstico, como parte do registros de tumores de Cushing", disse Terry Dagradi, Coordenador do Centro Cushing.

As 10.000 imagens de pacientes já estão sendo lentamente reveladas ao público em um projeto que está tratando de digitalizar a coleção completa. Mas a identidade da maioria dos pacientes continua a ser desconhecida.
Um dos cérebros mais famosas da coleção é de uma figura bem conhecida do início dos anos 1900: o major-general Leonard Wood (à direita), um médico e amigo de Theodore Roosevelt. Na imagem do lado esquerdo está um dos cérebros da coleção.
"Estas são fotos de pacientes atendidos pelo Dr. Harvey Cushing entre 1900-1930 - tomadas para fins de diagnóstico, como parte do registros de tumores de Cushing", disse Terry Dagradi, Coordenador do Centro Cushing.
"Como eles são parte de informação médica, não podemos divulgar os nomes desses pacientes e na maioria dos casos ainda estamos no processo de reconectar as informações do paciente com os seus rostos e em alguns casos, todo o cérebro e os espécimes de tumor imersos."

A coleção inclui imagens fantasmagóricas de bebês com crânios distendidos, cabeças cheias de cicatrizes e pacientes olhando fixamente para a lente da câmera com a mão contra o peito.

Os pacientes foram fotografados dessa maneira porque os médicos na época acreditavam que as mãos poderia ajudar a determinar a saúde.
Eles argumentavam que muitos distúrbios internos e doenças se revelavam externamente.
Por exemplo, as mão poderiam sofrer alterações na pigmentação da pele, unhas e dedos, deformidades, a cor e o tamanho dos nódulos nas articulações.

Muitas dessas imagens espontâneas mostram pessoas anônimas no seus estados mais vulneráveis, depositando a sua saúde e a confiança em um médico que viria a ser conhecido como o "pai da cirurgia no cérebro".

Junto com as imagens, os cérebros armazenados estão sendo restaurados e transladados para uma "biblioteca de cérebros" dentro da biblioteca médica.

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"Como eles são parte de informação médica, não podemos divulgar os nomes desses pacientes e na maioria dos casos ainda estamos no processo de reconectar as informações do paciente com os seus rostos e em alguns casos, todo o cérebro e os espécimes de tumor imersos."
A coleção inclui imagens misteriosas de bebês com crânios distendidos, cabeças cheias de cicatrizes e pacientes olhando fixamente para a lente da câmera com a mão contra o peito.
Um dos cérebros mais famosos da coleção é de uma figura bem conhecida do início dos anos 1900: o major-general Leonard Wood, um médico e amigo de Theodore Roosevelt.
Ele liderou Rough Riders ("Cavaleiros Duros") até San Juan Hill, e foi governador de Cuba e das Filipinas.

Em 1904, em seus 40 anos, Wood sofreu convulsões na perna esquerda, e alguns anos depois dos ataques, ele encontrou um nódulo crescendo em seu crânio.

Em 1910 uma operação inovadora na Universidade Johns Hopkins, Cushing removeu um grande tumor benigno, que provou ser um meningioma, um tumor do revestimento do cérebro. Wood foi curado de suas crises e retomou a sua vida ativa, que incluiu o serviço como chefe de pessoal do Exército e uma candidatura para a nomeação presidencial republicana em 1920.

Ao Dr Harvey Cushing foi lhe dado o título de pai da cirurgia neurológica moderna usando inovações cirúrgicas ousadas e inovadoras no seu campo. Seus pacientes estavam entre alguns dos primeiros a passarem por uma radical cirurgia no cérebro, e o Dr. Cushing documentou o seu progresso em detalhes.
Enquanto a coleção oferece um vislumbre fascinante do início da neurocirurgia, parece criar mais perguntas do que respostas. Das milhares de imagens, apenas um quarto, em torno de 2500, já foram catalogadas completamente. Dados e sujeitos nestas imagens são desconhecidos.
Os cérebros armazenados estão agora sendo restaurado e transladados para uma "biblioteca de cérebros" no interior da biblioteca médica de Yale. Os espécimes foram armazenados pelo neurocirurgião pioneiro Harvey Cushing, que praticou a medicina, 1899-1932.
Os pacientes foram fotografados desta maneira porque os médicos na época acreditava que as mãos poderiam ajudar a determinar a saúde. Eles acreditavam que muitos distúrbios internos e doenças se revelavam externamente.
Enquanto a coleção oferece um vislumbre fascinante do despontar da neurocirurgia, parece criar mais perguntas do que respostas.
Das milhares de imagens, Terry Dagradi estima que apenas um quarto, em torno de 2500, já foram catalogadas completamente. Espera-se que, no futuro, toda a coleção seja disponibilizada em um banco de dados pesquisável.

Fonte Fonte

Um comentário:

  1. Mais um ótimo Post...
    Parabéns Matheus e Rusmea.
    Continuem sempre assim!

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