segunda-feira, 15 de junho de 2015

10 Perturbadores Instrumentos de Tortura Utilizados contra Escravos Africanos


Durante a escravidão de africanos, não raro mutilaram sonhos, ferveram paixões em óleo, privaram desejos de liberdade com correntes e trucidaram esperanças das formas mais vis e bárbaras. Esta é uma lista de torturas comumente aplicadas em cativos, inclusive em nossas terras brasileiras, lista esta que fez o meu peito doer ao elaborá-la...

Cotton screw - Parafuso de algodão

Moisés Roper, um Africano cativo que eventualmente escapou da escravidão em 1835, contou a tortura que suportou como punição por fugir em "Narrative of the Adventures and Escape of Moses Roper, from American Slavery " ("Narrativa das Adventuras e fuga de Moses Roper, da escravidão americana."). A máquina utilizada para empacotar algodão, foi utilizada como um instrumento de punição.

Roper havia tentado mais uma fuga e entre os "instrumentos de tortura" aplicados nele estava o "parafuso de algodão".

Roper disse: "...Ele me pendurou pelas mãos na letra A (imagem), um cavalo em movimento em volta do parafuso E (Este parafuso era por vezes movido à mão. O parafuso era feito com madeira de uma grande árvore cortada e esculpida em forma de parafuso), e fui levado para cima e para baixo, enquanto era pressionado o bloco E na caixa D, em que o algodão é colocado...

Eu fui elevado até 3 metros do chão, quando o Sr. Gooch...Me deixou descansar por cinco minutos, em seguida, me levou a rodar novamente, após o qual, ele me deixou descer e me colocou na caixa D fechando-a sobre mim por cerca de dez minutos..."

Thumbscrew - Anjinhos

Anjinhos são anéis de ferro com parafusos presos a uma tábua, usado para apertar os polegares de torturados e fazê-los confessar. Foi também um instrumento de tortura utilizados em escravos a bordo dos navios comerciantes de escravos no Oceano Atlântico.

O dispositivo de tortura era frequentemente utilizado contra os africanos envolvidos em revoltas e insurreições durante o tráfico de escravos no Atlântico entre os séculos 16 e 19. O líder de uma revolta era forçado a colocar os seus polegares entre dois pedaços de metal plano, conectados por um ou mais parafusos.

As barras de metal possuíam sulcos, por vezes lisos ou com pontas afiadas, que eram calibrados nos polegares da vítima, prendendo-os no mecanismo de metal enquanto pouco a pouco os seus ossos eram esmagados conforme apertavam os parafusos.
Era um pequeno dispositivo, torturante que infligia dor extrema sem muito esforço.

Em um extrato dos diários mantidos pelo comerciante de escravos John Newton, ele escreveu: "Eu conheci capitães de navios de escravos usando 'anjinhos' que produzem a dor mais escruciante entre os escravos."

Mask - Máscara

Variações de uma máscara de ferro foram usadas contra os africanos cativos que tentavam escapar de seu cativeiro. Em um artigo sobre os africanos fugitivos no Brasil,  "Esclave Marron a Rio de Janeiro",  Mister Bellel observa que as máscaras eram usadas como uma segunda tortura:


"Os fugitivos capturados são forçados a fazer o trabalho mais difícil e mais árduo. Eles normalmente são presos em correntes e são conduzidos em grupos através de bairros da cidade onde eles carregam cargas ou varrem lixo nas ruas. Este tipo de escravo tem tanto medo disso que apesar de ter perdido toda a esperança em fugir novamente, eles não pensam em nada mais que o suicídio. Eles envenenam-se bebendo de uma só gole uma grande quantidade de bebidas fortes, ou se sufocam engolindo terra.

A fim de privá-los dessa maneira de causar a sua própria morte, eles colocam uma máscara de estanho em seus rostos; a máscara tem apenas uma fenda muito estreita na frente da boca e alguns furos pequenos sob o nariz, de forma que podem respirar."

Neck collar - Colar

Um colar de metal era colocada ao redor do pescoço de africanos cativos por meses para lembrá-los de suas transgressões. Tais colares eram grossos e pesados; eles muitas vezes tinham picos salientes que faziam o trabalho no campo ainda difícil e impediam a vítima de descansar à noite. Muitas vezes, demoravam uma hora para remover o colar.

Wooden collar - Colar de madeira

O missionário Inglês e autor William Ellis descreve ter visto pela primeira vez o colar de madeira em "três visitas a Madagascar" durante meados do século 19:

"Em uma de suas casas... Um número de escravas estavam no trabalho. Algumas delas carregavam cestas de algodão ou outros artigos de uma sala para outra... Eu vi uma jovem que tinha duas placas fixas em seus ombros, cada uma delas com um pouco mais de 60 centímetros de comprimento, e 25 centímetros ou pouco mais de largura, mantidas juntas por pedaços de madeira pregadas no lado inferior.

A peça havia sido cortada ao meio, de modo que quando fixadas juntas, elas ficavam em volta de seu pescoço, e a pobre moça, ao vestir aquele instrumento de punição e vergonha, precisava trabalhar com o os outros. Em outra ocasião, eu vi um garoto, aparentemente com cerca de quinze anos de idade, com um áspero colar de ferro pesado em seu pescoço nu.

Parecia ser formado por uma barra quadrada de ferro, com cerca 1 centímetros de espessura, sendo dobrado em torno de seu pescoço, e as duas extremidades se juntavam em um encaixe. Ainda que ele... Era forçado a usar a peça no transporte de lenha da praia. "

Whip - Chicote

Chicote ou o açoitamento com chicotes foi o uso mais comum de tortura contra os africanos cativos.

O estalo de um chicote é na verdade um pequeno estrondo sônico. Os ataques do chicote eram tão graves que pedaços de carne eram arrancados da vítima, e perder um olho no processo era comum. Vítimas perdiam tanto sangue que era normal desfaleceram em estado de choque hipovolêmico.

Blade - Lâmina

Africanos cativos foram muitas vezes marcados, desmembrados, castrados e mutilados como formas de punição. A imagem acima foi baseada em desenhos de John Gabriel Stedman, um jovem holandês que se juntou a uma força militar contra rebeliões dos escravizados em uma colônia holandesa do Suriname no final do século 18.

Em sua obra autobiográfica, "Five Years’ Expedition, Against the Revolted Negroes of Surinam" ("Cinco anos de expedição contra os negros revoltados no Suriname"), ele disse:

"Neste caso, a mão esquerda da vítima foi cortada antes de morrer como punição adicional pelo roubo de uma ovelha e para servir como um exemplo aos outros. Este método de tortura tinha a intenção de manter a vítima viva o tempo suficiente para que suportasse a dor extrema antes de sua eventual morte."

Hanging - Pendurar (pelas costelas)

John Gabriel Stedman lembrou outro incidente onde um homem cativo foi pendurado vivo pelas costelas.

"Foi feita uma incisão em suas costelas e um gancho foi passado no furo. Neste caso, a vítima permaneceu viva por 3 dias até ser espancada até à morte pelo sentinela que vigiava ele, após o pendurado ter lhe insultado.", escreveu Stedman.

Pillory - Pelourinho 

Richard Bridgens em Trinidad e Tobago na década de 1830, descreve:

"Pelourinho para mãos e pés, e camas com algemas de mão. No desenho, estão um homem e uma mulher; no canto inferior direito está uma cabaça d'água (chamada de "too-too" em Trinidad)."


Bridgens observa que: "Esta é uma punição comum para a desobediência de menores, que não são julgados merecedores do chicote." O escultor, desenhista e arquiteto, Richard Bridgens nasceu na Inglaterra em 1785, mas em 1825 ele se mudou para Trinidad, onde sua esposa havia herdado uma plantação de açúcar. Richard viveu em Trinidad e Tobago por sete anos e morreu em Port of Spain em 1846.

Dogs - Cães

Cativos em fuga eram caçados com o uso de cães e não raro deixavam que os animas ferissem o fugitivo como forma de tortura e punição, como também permitiam que os cães matassem a vítima.

Não exatamente uma tortura, mas um caso que merece figurar como menção nesta lista.

Hanging - Forca

No caso conhecido como "A Corte de Freeholder", ocorrido na Carolina do Sul, EUA, na década de 1830, Richard Hildreth autor do romance anti-escravidão "The White Slave; or, Memoirs of a Fugitive" ("O escravo Branco; ou, Memórias de um fugitivo") descreve uma cena em que um tribunal estava tentando decidir qual escravo era culpado de um roubo em uma plantação de arroz:

"Os juízes, bêbados de uísque, decidiram por um homem em particular e apesar de seus protestos e da falta de evidências contra ele, o homem foi julgado culpado e condenado a ser enforcado. Imediatamente depois, um barril vazio foi levado para fora e colocado sob uma árvore. O pobre coitado foi forçado a subir no barril... A corda foi colocada em volta de seu pescoço, e presa a um galho sobre sua cabeça.

Os juízes já estavam tão bêbados a ponto de terem perdido todo o senso de decoro judicial. Um deles chutou longe o barril..."

Fonte Fonte

30 comentários:

  1. o chicote foi o primeiro instrumento feito pelo homem tão rápido que consegue quebrar a barreira do som, da vem o estalo, então da pra imaginar o estrago que isso faz sendo usado em uma pessoa ou animal

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    1. Foi tua própria raça que vendeu teus irmãos para o comerciantes otário.

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    2. Quase todos os povos na antiguidade possuíam escravos. No entanto, apenas os brancos foram desumanos. Os piores assassinos são os brancos, não controlam a raiva, como o homem encima.

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    3. Alias, não existem raças pois todos nós somos da raça humana. A biologia diz isso.

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    4. Luzinhoo Carneiro, se você se sente melhor acreditando nisso, ótimo!!! Sugiro muita leitura sobre o tema. Os próprios negros venderam seu povo? Vamos falar da colonização branca na África? Da exploração, do genócidio entre outras coisas...menos por favor.

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    5. Bom sou meia leiga sobre o assunto,mas tem me interessado ultimamente,e ate onde eu estudei ouve negros que escravizou seu próprio povo, como ouve brancos que lutaram sobre a libertação dos escravos.... Acredito que a maldade do ser humano e totalmente independe de cor ou raça...

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    6. Não generalize e vá estudar história...

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  3. A maldade do ser humano não tem limites lamentável,triste absurdo,uma sociedade aceitar uma forma deste padrão,para com seus cidadãos,tudo em nome do capitalismo.

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    1. Os negros foram usados, mas a maldade humana vai além; pobres, obesos, deficientes, animais... Ninguém escapa. Uma pena a extinção dos Dinossauros.

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  4. TENHO ORGULHO DE MEUS AMIGOS NEGROS,SÃO MEUS IRMÃOS NA FÉ QUE HÁ EM CRISTO JESUS, JESUS VEIO MOSTRAR QUE TODOS SÃO IGUAIS, TODOS MORREM, APODRECEM, FEDEM DEPOIS DE MORTO.

    QUEM ERA PRA MOSTRAR ISSO NÃO MOSTROU (IGREJA ROMANA).

    AO CONTRARIO, PERSEGUIU E APOIOU OS PERSEGUIDORES.

    UM DIA SERÁ COBRADO, ESSE DIA ESTÁ BEM PROXIMO.

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  5. Nenhum negro de hoje foi escravizado mais certamente carregam a cicatriz da escravidão.

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  6. Ainda vem defender com unhas e dente a meritocracia!!!

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  7. Tristre ver uma pessoa sofrer tanto por causa de sua cor e abominavel

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  8. Um absurdo, triste e revoltante o que fizeram com nossos irmãos, só Deus para tirar tanta dor, esses genocidas malditos que queimem no inferno.

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  9. Um absurdo, triste e revoltante o que fizeram com nossos irmãos, só Deus para tirar tanta dor, esses genocidas malditos que queimem no inferno.

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  10. Rezo pra que esse "homens brancos estajam sendo chicotiados no inferno diariamente, pelo chefe da maldade!

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  11. e ainda há aqueles que reclamam de programas de incentivos aos negros, como as cotas nas universidades por exemplo, isto é apenas uma forma de diminuir os estragos causados no passado e que ainda refletem em nossa sociedade na atualidade.

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    1. Mais isso foi a mais de 500 anos... Deve haver oportunidades iguais independente de cor, até porque existem milhões de brancos pobres...

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  12. Negros ou branco não interessa cor mas para,estas pessoas era estatos dinheiro poder isso tudo tranformar o ser humano muitas vezes na pior coisa possível os judeus são branco e os alemães matavam bebês estuplo experiência vivas hije não está,diferente escravas sexuais crianças muitas vezes vendidos pelos pais na Índia siria muçumanos pedófilos casam com crianças bombardeio nos somos escravos modernos agradeço população do brasil trabalhar para comer apenas

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  13. Negros ou branco não interessa cor mas para,estas pessoas era estatos dinheiro poder isso tudo tranformar o ser humano muitas vezes na pior coisa possível os judeus são branco e os alemães matavam bebês estuplo experiência vivas hije não está,diferente escravas sexuais crianças muitas vezes vendidos pelos pais na Índia siria muçumanos pedófilos casam com crianças bombardeio nos somos escravos modernos agradeço população do brasil trabalhar para comer apenas

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    1. Exatamente. Muitos enxergam apenas o homem branco como vilão. Dê dinheiro e poder, pode ser negro, amarelo, pardo, branco... o poder corrompe o homem como disse Nicolau Maquiavel.

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  14. Muito bom esse site me ajudou em um trabalho de escola mas da uma agonia em ver isso.

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