segunda-feira, 1 de junho de 2015

Homem Gay é Forçado a ter Relações Sexuais com sua Mãe para "Curar" a sua Homossexualidade


Um homem gay foi forçado a ter relações sexuais com sua mãe, enquanto lésbicas estão sendo estupradas por seus primos para "curar" a sua homossexualidade, de acordo com um grupos de direitos dos homossexuais na Índia.

O "estupros corretivos" são realizado pelos próprios membros da família da vítima em uma tentativa desesperada de "endireitar" as crianças. Há casos em que os pais organizam o estupro e selecionam um parente - geralmente um primo - para realizar o ato hediondo, segundo afirma a equipe de intervenção em crise LGBT Collective in Telangana, sul da Índia.

Mas em um caso chocante, houve relatos de membros de uma família em Bangalore forçando um garoto gay a ter relações sexuais com sua mãe para "curá-lo".
Em outro caso, uma jovem lésbica foi estuprada por seu primo, enquanto há outros relatos de que, por vezes, os próprios irmãos das vítimas são usados para realizar o "estupro corretivo".

"Os crimes hediondos são tão traumatizantes para suas vítimas, que muitas vezes não são notificados", disse um porta-voz da LGBT Collective ao Times of India.

O grupo diz que pelo menos 15 "estupros corretivos" foram relatados nos últimos cinco anos.
"Temos certeza de que há muitos mais casos, mas eles não são notificados", diz Vyjayanti Mogli, um membro da intervenção em crise. "Nós viemos a saber de tais casos não porque eles relataram o estupro, mas porque eles procuraram ajuda para fugir de suas casas. Geralmente um primo é quem aliciam para um 'projeto' como esse".

O Sr. Mogli acrescentou que, em muitos casos no sul da Índia, uma menina pode ter sido prometida a um de seus primos no nascimento, portanto e por isso, é o seu noivo quem é trazido para a realização do "estupro corretivo".

"Se for verificado que ela está tendo um relacionamento com outra garota, os anciãos da família acreditam que ter relações sexuais com o 'pretendido', mesmo que seja à força, irá curá-la", disse o Sr. Mogli.

Protestos anti-estupro tomam lugar antes as estatísticas oficiais que apontam que cerca de 25 mil estupros são cometidos todos os anos na Índia, uma nação de 1,2 bilhão de pessoas.

A Suprema Corte da Índia restabeleceu a proibição do sexo gay no final de 2013, determinando que a responsabilidade de mudar a lei 1.861 fica a mercê dos legisladores e não dos juízes. O sexo gay havia sido efetivamente legalizado em 2009, quando a Alta Corte de Deli decidiu proibir as "relações carnais contra a ordem da natureza" por considerarem uma violação dos direitos fundamentais. Qualquer um que violar as leis pode pegar até 10 anos de prisão.

Os membros da comunidade gay entraram com petições ao tribunal superior contra a decisão de 2013, pedindo uma revisão sobre a criminalização do sexo gay. Ativistas dizem que raramente a lei é usada para processar os atos homossexuais, mas acrescentam que a polícia sim faz uso para perseguir e chantagear membros de sua comunidade já marginalizados.

Em janeiro deste ano, o ministro do estado indiano, Ramesh Tawadkar, provocou furor quando ele anunciou planos para abrir centros de tratamento para a comunidade LGBT para "torná-los normais", comparando homossexuais aos alcoólicos.

Pesquisas mostram uma ampla desaprovação da homossexualidade na Índia, forçando muitos homens gays e mulheres a viverem vidas duplas. Conservadores hindus, por sua vez, taxam muitas vezes que os relacionamentos do mesmo sexo são uma doença e uma importação cultural ocidental.

O próximo filme do cineasta Deepthi Tadanki, Satyavati, é um dos primeiros a abordar o uso do "estupro corretivo" como "cura" da homossexualidade.
O filme está baseado em histórias da vida real, incluindo o caso do jovem gay que está sendo forçado a ter relações sexuais com sua mãe. A vítima se recusou a falar sobre a experiência.
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Tadanki disse: "Muitos estupros não são denunciados na Índia, e vai demorar anos antes que algo como 'estupro corretivo', venha a ser comentado. É por isso que eu queria contar essa história".

O estupro continua a ser um grande problema na Índia, com um número de casos de alta visibilidade provocando apelos internacionais por mais ação contra.
As estatísticas oficiais dizem que cerca de 25 mil estupros são cometidos todos os anos na Índia, uma nação de 1,2 bilhão de pessoas

Protestos públicos após o estupro coletivo fatal de uma jovem em um ônibus de Delhi em dezembro de 2012, sacudiu muitos no segundo país mais populoso do mundo, tirando a nação da apatia e forçando o governo a decretar sanções mais duras sobre os crimes de gênero.

A violência dos recentes ataques chocou a nação, com manifestantes pedindo punição severa para estupradores.

Desde então, agressivas reportagens na mídia, campanhas por parte do governo e programas por grupos da sociedade civil, conduziram a uma maior sensibilização do público para os direitos das mulheres e encorajou mais vítimas a apresentar e registrar abusos.

Em 2013, as autoridades indianas receberam 309.546 denúncias de crimes contra as mulheres, um salto de 26,7 por cento desde de 2012, de acordo com o Escritório Nacional de Registros de Crimes.

Mas, em muitas pequenas cidades e aldeias, a maioria dos casos ainda não são denunciados devido à vergonha e estigma ligado ao estupro nessas sociedades conservadoras, em que a vítima é frequentemente acusada como culpada. Em algumas aldeias, os conselhos locais agem como verdadeiros tribunais, muitas vezes sentenciando estupros para punir mulheres.

Em janeiro de 2014, uma mulher de 20 anos de idade no estado de Bengala Ocidental, foi estuprada por 13 homens sob as ordens de um tribunal de aldeões como punição por ter um relacionamento com um homem de uma comunidade diferente.

Enquanto em março deste ano, uma freira de 74 anos de idade foi estuprada por seis homens, no Convento de Jesus e de Maria no distrito de Nadia do Estado de Bengala Ocidental.

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