segunda-feira, 6 de julho de 2015

Amir Qayyum - O Assassino do Tijolo


"Este brutal assassino paquistanês, qualificado como "drogado" e "psicopata" pelos policiais, mostrou desde criança uma atitude muito violenta. Já quando adulto e depois de que um tio materno com o qual vivia fosse assassinado, se enche de rancor e, entre junho e julho do 2005, mata 14 moradores de rua, sempre lançando pedras ou tijolos sobre suas cabeças, enquanto dormiam..."

Entre 20 de junho e 19 de julho do ano de 2005, o paquistanês Amir Qayyum espalhou o medo pelas ruas de Lahore, a segunda maior cidade do Paquistão.

Mas esse medo era terror puro para as aproximadamente 200.000 pessoas indigentes que perambulavam pela cidade naquele tempo, já que suas vítimas eram trabalhadores trabalhadores, mendigos e drogados, que por sua situação econômica, dormiam nas ruas, onde eram alvos de pedras e tijolos que Amir jogava em suas cabeças enquanto dormiam, fazendo com que acordassem do tranquilo sono com uma aguda dor e com a angustiante última visão do sangue brotando das feridas de seus crânios...

Quando a polícia perguntou a Amir por que matava dessa forma, ele disse friamente o seguinte:

"Quando há armas disponíveis no caminho, por que gastar dinheiro?"

Evitando que se passasse por louco

Depois de ser capturado, Amir foi descrito como um "psicopata" pelos altos comandos policiais. Segundo a Superintendência Superior de Polícia (SSP), Amir era um "assassino a sangue frio" que não sentia culpa por seus crimes e "jogava o Críquete após assassinar uma pessoa".

Para esses policiais, Amir não apresentava sinais de loucura, e era melhor não lhe fazer uma avaliação psicológica formal, já que isso poderia permitir que ele alegasse demência e escapasse da merecida condenação. No entanto, a opinião dos psiquiatras era outra. O Dr. Haroon Rashid, chefe do Departamento de Psiquiatria do Fatima Jinnah Medical College, disse que "uma avaliação psicológica deste assassino é muito importante para encontrar as razões de seus assassinatos".

Na mesma linha, o Dr. Saima Niaz, professor assistente e membro da Associação Mundial de Psiquiatras, expressou que "também é importante avaliar se ele confessou ou se a polícia o obrigou a confessar". Dessa maneira pensavam os especialistas, mas afinal de contas, triunfou a vontade dos policiais.

Sua história

Amir dizia que sua família havia lhe "abandonou" 
quando criança, mas na verdade expulsaram-no 
de casa por ser muito agressivo.
A Superintendência Superior de Polícia havia declarado aos jornalistas que Amir era um drogado psicopata que queria se vingar da sociedade, que tinha um histórico de violência e que seus familiares, incluindo o seu irmão e a suas cinco irmãs, confirmavam que ele tinha um comportamento psicopático.

Segundo a SSP, Amir dizia ter sido abandonado quando criança por sua família, à raiz do qual, foi a viver com seu tio materno, o Dr. Shahid.

Os policiais contaram que na verdade, não o abandonaram, mas sim que o expulsaram, e com razão, já que Amir havia sido tirado da escola por comportamento violento e em casa, aproveitando que seu pai estava cego, espancava suas irmãs e seu irmão, de modo que mandaram ele embora para se protegerem.

Todo caso, com Shahid, Amir cresce e chega a desenvolver um autêntico vínculo com o tio, embora anos depois, no dia 25 de setembro do 2003, pessoas não identificadas assassinaram a Shahid e a um amigo deste, o inspetor de polícia de Punjab, Khwaja Rizwan.

Depois do ocorrido com seu tio, Amir se encheu de rancor contra a sociedade, em parte também porque sua família lhe nega acolhimento. Sobrevive assim por sua própria conta, conseguindo viver em um quarto alugado na zona de Shadbagh; embora, justo um ano antes de seus assassinatos, fora detido por consumo de drogas (era viciado).

Últimos crimes e a captura

Acima vemos o Kalma Chowk, uma área de
Lahore estava o assassino no último
dia antes de sua captura.
A partir dos dados proporcionados pelo Superintendente de polícia, Dr. Usman Anwar, a história de Amir, relativa ao dia anterior a sua captura e ao dia de sua captura, é em essência a seguinte:

É de noite, em uma segunda-feira 18 de julho do 2005. Amir está no Mercado Libertem, onde acumulou aproximadamente 130 rupias (aprox. 6.42 reais) lavando carros. Às 11:00 pm (todas as horas são aproximadas), Amir se dirige para o United Christian Hospital, em cujos arredores, dormindo na calçada em frente a alguns estabelecimentos de comida, se encontra um morador de rua.

Próximo do indigente há uma enorme pedra e Amir sente a tentação de quebrar a cabeça do homem com a rocha, mas desanima ao ver que a pedra está acorrentada... Depois vai ao Kalma Chowk (uma zona de Lahore) e janta por 5 rupias em um hotel.

Uma vez que saciou sua fome, Amir se dirige ao setor de Nasserabad, onde novamente encontra outro sujeito que dorme na calçada. Não lhe é difícil encontrar uma pedra grande ali perto e, aproveitando que eram as 2:30 da madrugada e ninguém estava vendo, atinge a cabeça do homem com a rocha e deixa-o lá jogado, se afasta e toma um táxi para ir à zona de Rang Mahal.

Em Rang Mahal, Amir vê um homem, Ishtiaq, dormindo na calçada, e acerta uma pedra na sua cabeça. O assassino não notou, mas estava ao alcance visual de Abdul Wakeel Khan, um guarda privado que, mal vê a atrocidade cometida, começa a gritar pedindo ajuda.

Abdul disse: "Eu estava em uma patrulha rotineira quando vi que um homem agarrou uma pedra e atingiu na cabeça de alguém que dormia. Imediatamente tomei o culpado do braço e lhe gritei 'assassino, assassino!', mas o culpado se soltou e fugiu. Eu gritei de novo e comecei a persegui-lo quando alguns policiais à paisana se uniram a mim."

Estes são mendigos paquistaneses dormindo nas ruas. Pela imagem, o leitor poderá ter uma ideia de como aparentavam as vítimas do assassino antes de morrer com uma pedrada na cabeça...


Os perseguidores anteriores se uniram a Ahsan Khan, quem vivia próximo dos acontecimentos e teve a valentia de colaborar. Ele contou que: "Escutei o guarda gritando e imediatamente saí de casa com meu irmão. Vi um homem que corria em minha direção com o guarda e outras pessoas perseguindo-o e gritando 'é um assassino, pega ele!'. Agarrei o culpado e, o guarda e os demais, vieram me ajudar."

Minutos após a captura, policiais que patrulhavam a área chegaram ao local e os oficiais do alto comando foram informados sobre o acontecido. Quanto a Ishtiaq, este foi levado ao hospital em péssimo estado, embora felizmente sobreviveu. Enquanto, Amir foi interrogado.

Os policiais contam que, durante o interrogatório, Amir fez o possível para que a identificação das vítimas resultasse complicada, mas mesmo assim foram extraídos os dados necessários e posteriormente, a polícia descobriu que, próximo de cada local onde Amir assassinou, havia uma pedra ou tijolo dentre 10 e 35 quilos...

Julgamento e condenação

Do mesmo modo que os paquistaneses da 
imagem acima, Amir foi condenado 
à morte.
Aamir Qayum foi acusado de matar 13 pessoas. No momento do julgamento, o tribunal antiterrorista que julgou seu caso, não tinha mais que provas contundentes de apenas um assassinato, mas isso foi suficiente para que em 10 de maio do 2006 condenassem Amir à morte.

A notícia teve forte repercussão na mídia daquele país, Lahore estava chocada e logo, graças aos diários e noticiários, o assassino de 25 anos ficou popularmente conhecido como "O Assassino do Tijolo".

Ninguém duvidava que Amir Qayyum, era quem estava por trás de todos aqueles casos em que alguém recebia uma pedrada mortal enquanto dormia na rua.

Não foram necessárias mais provas, bastavam as evidências obtidas e o sentido comum. Assim, este cruel psicopata ressentido espera atrás das grades, que a Justiça solte sobre ele a pedra da morte...

Para mais casos: Killers

Fonte Fonte

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