terça-feira, 7 de julho de 2015

Ela Alimenta Percevejos Com Seu Próprio Sangue em Investigação Científica

Com o objetivo de encontrar um remédio para os percevejos que habitam nas camas, uma cientista canadense, chamada Regine Gries, passou por volta de uma década estudando este parasita.

De fato, está tão dedicada em seu projeto que permite que milhares desses insetos famintos façam um banquete com seu próprio sangue. Felizmente, seu esforço teve seu prêmio porque junto ao seu esposo Gerhard aperfeiçoou um produto químico que permite mantê-los longe dos colchões.

Dentro da cada recipiente existem aproximadamente 200 percevejos.
Regine e Gerhard são biólogos da Universidade de Simon Fraser, Vancouver, Canadá. Seu laboratório testou o produto em uma colônia fechada com cerca de 5.000 percevejos. Esses insetos vivem em copos de vidro que estão tampados com uma malha fina e presas com um elástico. Dentro da cada um existem aproximadamente 200.

Uma vez por mês, durante os últimos nove anos, Regine arregaçava as mangas e vertia os recipientes sobre seu braço, permitindo que picassem a sua pele.

Ela afirma que a picada é similar a de um mosquito. 
Como tinham a chance de comer apenas a cada trinta dias, estavam realmente muito famintos como para deixar pra lá o seu medo natural à luz e em apenas 10 minutos a mulher alimentava quase 1.000 insetos. Ela afirma que a picada é similar a de um mosquito. Portanto, a sensação seria como a de mil mosquitos atacando ao mesmo tempo.

No entanto, ela não tem problema de sacrificar seu sangue por sua investigação e inclusive antes havia feito parte de um projeto onde também alimentou uma colônia de mosquitos. Felizmente, não é alérgica a este tipo de lesões, enquanto que seu marido sim.

O sacrifício serviu para criar um repelente.
Ao longo do experimento, o casal descobriu que os percevejos se comunicam através do cheiro e conseguiram identificar cinco tipos de aromas diferentes que podem ser usados para atraí-los. Além disso, descobriram que a histamina repele esses insetos. Depois, foram capazes de desenhar um produto químico que efetivamente é capaz de mantê-los longe das casas e dos estabelecimentos comerciais.

Apesar de que o repelente já está pronto, Regine continuará alimentando os insetos por um  tempo. A companhia canadense Contech Enterprises usará a investigação dos dois cientistas para construir uma armadilha química que provavelmente estará disponível no mercado no fim deste ano. Assim, a mulher poderá se retirar de seu trabalho e de ser picada habitualmente.

Fonte Fonte

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