domingo, 9 de agosto de 2015

Sobrevivente de Nagasaki Mostra as Cicatrizes Causadas pela Bomba


O corpo frágil de Sumiteru Taniguchi de 86 anos de idade, é uma teia de cicatrizes, que atravessam sua pele há 70 anos.
O idoso foi uma das muitas dezenas de milhares de vítimas da explosão atômica que destruiu a cidade portuária japonesa de Nagasaki, em 9 de agosto de 1945.

Ele ainda é incapaz de endireitar completamente o braço esquerdo, enquanto sua mulher esfrega creme hidratante em suas cicatrizes todas as manhãs para reduzir a irritação.

Metade de três de suas costelas apodreceram após o ataque e ainda pressionam seus pulmões, deixando marcas não naturais e inchaços no peito magro.

Ele e seu grupo esperam que ninguém jamais volte a sofrer a dor de uma explosão nuclear.

Ele revelou suas cicatrizes como parte do trabalho que realiza com o grupo de sobreviventes de Nagasaki, na luta contra a generalização nuclear. Ele e seu grupo esperam que ninguém jamais volte a sofrer a dor de uma explosão atômica.

O Sr. Taniguchi tinha apenas 16 anos quando a bomba de plutônio de cinco toneladas, conhecida como "Fat Man", explodiu a 500 metros acima de sua casa na cidade de Nagasaki, no lado ocidental da ilha japonesa de Kyushu. A cidade era um dos mais importantes portos do Japão, fornecendo acesso de ida e vinda vital a Xangai.

Aturdido ao despertar da explosão, ele vagou sem rumo por três dias, completamente inconsciente da gravidade de seus ferimentos. 

A bomba explodiu às 11 horas e 2 minutos, a segunda ocorrência de uma explosão atômica desencadeada sobre o Japão em apenas três dias. Apenas 72 horas antes, a primeira arma nuclear já utilizada em guerra caiu sobre Hiroshima. Os dois ataques mataram 226 mil pessoas.

Enquanto trabalhava como carteiro na época, a poderosa explosão jogou o adolescente Taniguchi de sua bicicleta. Ele estava a pouco mais 1 quilômetro e meio do epicentro da explosão que matou mais de 70.000 pessoas. 

Aturdido ao despertar da explosão, ele vagou sem rumo por três dias, completamente inconsciente da gravidade de seus ferimentos. Ele podia sentir algo parecido com um pano áspero pendurado em suas costas, ombros e braços, que mais tarde ele percebeu ser a sua própria pele. 

Ele passou os seguintes 21 meses deitado de bruços.


Depois de ser resgatado, ele passou os seguintes 21 meses deitado de bruços, recebendo tratamento para suas queimaduras, carne em necrosada e ossos expostos. 
Entrando e saindo da consciência, ele podia ouvir as enfermeiras que andavam no corredor do lado de fora do seu quarto, perguntando umas as outras, se o menino lá dentro ainda estava respirando. 

Ele ficou deitado imóvel por tanto tempo que seus ossos do braço de adolescente cresceram e bloquearam a articulação, imobilizando o braço para o resto de sua vida. 
Em um insulto final, mais de três milhões de panfletos foram lançados sobre o país por aviões americanos nas horas seguintes ao segundo ataque. 

"Eu quero que este seja o fim." - Sumiteru Taniguchi.


Os folhetos advertiam o povo japonês que mais armas atômicas seriam usadas uma e outra vez para destruir o país, a não ser que pusessem fim à guerra. 

Seis dias depois, o Japão se rendeu. 

"Eu quero que este seja o fim." disse o Sr. Taniguchi, com voz fraca e lutando para respirar, enquanto ele deslizava a camisa de volta sobre suas cicatrizes. 

3 comentários:

  1. muito bom, recomendo um documentário: luz branca chuva negra
    também sobre os ataques

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  2. Muito triste. Sem dúvida a pior raça é a nossa raça humana que mata o próximo sem dó nem piedade tudo por ganância e brigas supérfulas.

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