sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O 11 de Setembro - O Homem Que Cai


O Homem que Cai ("The Falling Man"), foi fotografado alguns segundos antes de sua morte em 11 de setembro do 2001 e nunca foi identificado. A fotografia, tomada por Richard Drew, da agência AP, quase uma hora após que o primeiro avião sequestrado pelo Al Qaeda chocar contra uma das torres do World Trade Center, foi primeiramente difundida por quase todos os meios de comunicação norte-americanos, para depois se converter na foto mais censurada daquele trágico dia.


O homem de pele escura, talvez de procedência latina, cai verticalmente com a cabeça para baixo, justamente entre a Torre Sul e a Torre Norte. Foi uma das quase 3.000 vítimas da tragédia, e uma das cerca de 200 pessoas que terminaram os seus dias caindo ou saltando das janelas dos edifícios antes de que estes viessem abaixo, encurralados pelo fogo e pela fumaça sufocantes, produzidas depois do choque.

"The Falling Man" nunca
foi identificado.
As autoridades norte-americanas recusam veementemente a usar a palavra "saltar" quando se referem a essas vítimas, já que os que saltam dos arranha-céus são aqueles que cometem suicídio e, segundo a posição oficial, nenhuma das pessoas que estavam nas torres se suicidou, sendo todas vítimas de homicídio. Esta é apenas mais uma faceta da forte polêmica que rodeia a foto.

O jornalista Peter Cheney acreditava ser Norberto Hernandez, o chef do restaurante localizado em uma da torres.

A família de Norberto Hernandez além de não reconhecê-lo na sequência de fotos tomadas pelo fotógrafo, se sentiu aliviada. Já que, diferente do Governo, muitas famílias das vítimas vêem às pessoas que saltaram das janelas como suicidas, o que vai na contramão de suas crenças religiosas.

Algumas horas após a tragédia do 11 de setembro, as fotos de centenas de pessoas caindo das torres se converteram em tabu nos meios norte-americanos, e jamais voltaram a ser difundidas em sinal de respeito às famílias de vítimas, entre elas, a do "Homem que Cai."

Fonte

3 comentários:

  1. Rusmea, eu gostaria de ouvir a sua opinião sobre os atentatos e as teorias de conspiração. Tomara que um dia você faça um vídeo ou escreva sobre.
    Abrax

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  2. que triste... não penso nessas pessoas pulando como suicidas...

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  3. Indiferente à crenças ou a qualquer hipocrisia, só eles poderiam contar o desespero que sentiam quando estiveram encurralados pela morte. Saltar seria a opção menos sofrível do que morrer queimado ou sufocado pela fumaça. Ninguém escolheu estar lá naquele momento.

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