quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Empresa Japonesa Cria Prótese Mecânica 90% Mais Barata


Uma companhia start-up japonesa desenhou um braço eletrônico com funcionalidades completas para pegar objetos a um preço muito abaixo do valor atual do mercado, o que poderá permitir popularizar o uso de próteses robóticas.

A companhia exiii, fundada em 2014 por três ex-engenheiros das gigantes Sony e Panasonic, criou o protótipo do braço eletrônico cujo preço fica muito distante dos 1 milhão e meio de ienes (Cerca de 50 mil reais) que atualmente custa a aquisição de um modelo mecânico.

A empresa construiu uma prótese simples que permite pegar objetos com facilidade sem precisar de complexos e caros sistemas como uma conexão cerebral ou o movimento independente de cada dedo mecânico.

HACKberry.
Sensores presos em torno do braço do usuário detectam os sinais musculares. Conforme o grau de expansão e contração muscular, o ângulo dos dedos, que estão ligados a um motor implantado na prótese, muda automaticamente.

Além de uma maior simplicidade técnica, que permite construir modelos mais econômicos, a exiii lançou mão de impressoras 3D para produzir cerca de 60 peças da prótese e utiliza componentes de uso comum como motores e chips.

Resumindo, o custo dos materiais fica por volta dos 30 mil ienes (cerca de mil reais), o que permite uma significativa redução do preço.

Barata e funcional.

Ao contrário das próteses convencionais, os protótipos mecânicos dão ao  usuário uma maior funcionalidade, apesar do preço ser atualmente muito mais elevado.

Os engenheiros, Genta Kondo, Hiroshi Yamaura e Tetsuya Konishi, desenvolveram o seu primeiro protótipo em 2013 o "handiii", que obteve o prêmio James Dyson, oferecido pela fundação norte-americana James Dyson às propostas mais inovadoras aplicadas ao uso cotidiano.
Em 2014, o trio de engenheiros criou uma versão melhorada, a "handiii Coyote".

Em abril deste ano, a companhia apresentou o mais recente braço eletrônico o "HACKberry", prêmio Good Design 2015, celebrado em Chicago.

HACKberry
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A startup japonesa planeja desenvolver a sua tecnologia a um nível comercialmente viável até o próximo ano, com o objetivo de aumentar o uso doméstico em 2018.

Fonte

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