segunda-feira, 20 de junho de 2016

"Mikoshi Dako" São os Emblemas de Honra de Um Festival Japonês


Quando se participa de uma festa tradicional no Japão, o Matsuri, praticamente tudo é diferente de qualquer quermesse, festa ou festival no Brasil...

Mais emocionante ainda, é participar do Mikoshi, o pesado santuário portátil que abriga a divindade, uma espécie de andor carregado e sacudido por dezenas de pessoas, que desfila através das ruas em datas específicas a cada ano.

Apoiado por longas e grossas varas de madeira (Hanabou), às vezes da grossura de postes, o mikoshi é executado ao redor do bairro por grupos de homens e mulheres, que gritam em uníssono, saudações à dividade ou palavras de incentivo, às vezes intercaladas por canções tradicionais executadas por senhoras vestidas de quimono.

Japoneses prestigiando o Mikoshi.
Em alguns festivais, ocorrem as "lutas" de mikoshi, ou seja, dois grupos chocam e empurram para frente e para trás os seus santuários portáteis em meio a gritos de fúria e urros de valentia e provocação, mas sempre com muita festa.

Participar do festival como um portador do mikoshi é algo que os moradores pode fazer uma vez na vida, ou uma vez por ano durante décadas.

É uma tarefa árdua, uma vez que os santuários portáteis podem pesar mais de 1 tonelada e o resultado desse trabalho duro, às vezes pode ser visto sob as jaquetas tradicionais "happi" desses carregadores.

Esse é o resultado por suportar o peso de uma divindade durante um festival no Japão:


Não há dúvidas sobre o que causa esses "calos" nos ombros, uma vez que  são conhecidos em japonês como "Mikoshi Dako ", ou "Calo de Mikoshi".


Assim como os tocadores de instrumentos de cordas desenvolvem pedaços de pele dura em seus dedos por anos de prática, estes carregadores de Mikoshi desenvolvem protuberâncias nos ombros.


Melhor detalhando o que o en.rocketnews24 disse em seu artigo, de que: "esses 'calos' ajudam a reduzir a dor de levar o santuário portátil devido ao acúmulo de pele endurecida..." 

Na verdade, a maioria dessas "bolotas" são dolorosos inchaços que surgem pelo impacto dos suportes do Mikoshi contra os ombros do portador e doem proporcionalmente ao tempo de execução do desfile.
A dor é lancinante, mas os inchaços desaparecem após algum tempo.




No entanto, após anos de "carga", o portador pode desenvolver calos mais duradouros e estes sim, podem ajudar a reduzir a dor do impacto do suporte de madeira "Hanabou", como disse o en.rockenews24.

O fato é que ao invés de esconder os seus ombros, os carregadores tratam de mostrá-los como um símbolo de orgulho; como uma amostra de sua dedicação inabalável para com a divindade, o santuário e a própria comunidade.

Se alguém merece um mergulho no rio, é esse cara, que parece ter bolas de metal debaixo de sua pele:


Calos gigantes nos ombros não se limitam aos japoneses, já que protuberâncias semelhantes podem ser vistas nos "cullatori" de Nola, Itália, que carregam obeliscos gigantes com peso superior a 2.500 quilos durante o anual "La Festa dei Gigli", ou "O Festival dos lírios" (Confira o artigo no Metamorfose Digital). Como os japoneses, esses homens mostram seus calos com orgulho; como um sinal de dedicação religiosa.


Fonte Fonte Fonte Fonte Fonte

2 comentários:

  1. Cara demais essa matéria! Parabéns pelo site! Força nos teus projetos!

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  2. Cara demais essa matéria! Parabéns pelo site! Força nos teus projetos!

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