terça-feira, 9 de agosto de 2016

Um Estranho Gato Árabe Reaparece Após 10 Anos


O gato-do-deserto é um animal tímido e só se deixa ver no deserto quando é de noite.

Depois de vários meses de espera, um grupo de cientistas conseguiu obter imagens do gato-das-areias ou gato-do-deserto ('Felis margarita'), uma espécie da que existem muito poucos estudos e documentos gráficos, segundo uma investigação publicada no European Journal of Wildlife Research.

A última notícia desses felinos, datava de 2005, quando apareceram na parte ocidental dos Emirados Árabes Unidos, ainda que o fato não tenha sido registrado. Dez anos depois, um pesquisador da Agência do Meio Ambiente de Abu Dabi, Shakeel Ahmed, decidiu inevestigar.
O gato das areias da Arábia prefere caçar à noite.
A imagem acima mostra o registro recente da espécie.



Para conseguir seu objetivo, Shakeel Ahmed dirigiu uma equipe que instalou câmeras com comida para gatos em Baynouna, uma área protegida da região. Desse modo, entre março e dezembro de 2015, conseguiu obter 46 fotografias que mostravam três exemplares diferentes, duas fêmeas e um macho.

Durante esses meses, os pesquisadores averiguaram que os gatos aparecem principalmente no período entre as 00:00 e as 06:00 e obtiveram 39 % das imagens quando era lua cheia. Além disso, os cientistas confirmaram a hipótese de que os gatos preferem caçar quando as temperaturas se encontram entre 11 ºC e 28 ºC.

Espécie em perigo

Não bebe água.
O gato das areias é um caçador noturno perfeitamente adaptado ao deserto.

Não precisa beber água, já que obtém tudo o que precisa da suas presas: aves pequenas, répteis e mamíferos.

Ainda por cima, os pelos especiais de seus ouvidos e suas patas protegem o felino da areia.

O gato das areias é uma espécie "quase ameaçada" segundo União Internacional para a Conservação da Natureza e os Emiratos Árabes Unidos, consideram que se encontra em perigo de extinção.

O integrante do Fundo para a Conservação do Saara, John Newby, destaca que
"a investigação neste campo será muito valiosa para elaborar os planos de conservação dos gatos das areias" e opina que "os cientistas precisam realizar mais pesquisas sobre como vivem", com o fim de "criar um área protegida adequada".

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