segunda-feira, 10 de abril de 2017

Henn-na Hoteru- O Estranho Hotel de Robôs no Japão

Já faz algum tempo que temos ouvido falar muito sobre como os robôs têm substituído os trabalhadores humanos em muitas indústrias em países desenvolvidos.

De acordo com um estudo realizado conjuntamente por economistas do MIT e da Universidade de Boston, para cada robô que foi adicionado à força de trabalho, até seis trabalhadores perderam o seu emprego e os salários caíram para menos de três quartos.

O estudo também constatou que até 670.000 norte-americanos perderam empregos para robôs industriais entre 1990 e 2007.

Outro estudo fez um relatório ainda mais agourento: mais de 10 milhões de trabalhadores do Reino Unido poderiam ser substituído por robôs nos próximos 15 anos.


Enquanto a mecanização nas indústrias é "necessária" para aumentar a eficiência e reduzir os custos, os robôs humanoides no Japão, são mais bem uma novidade do que uma ameaça (Ao menos por enquanto).

Veja por exemplo o Henn-na Hoteru ("Hotel estranho") perto de Nagasaki. Ele foi classificado como "O primeiro hotel munido de funcionários robôs" do mundo. D@ Recepcionista até o carregador ao Porteiro, todos são robôs.


Atrás da mesa da recepção, se encontram três robôs - uma garota humanoide, um dinossauro robótico de aparência ameaçadora vestido e com gorro típico de redes hoteleiras e um pequeno androide.

Os robôs multilíngues, explicam aos hóspedes como eles podem fazer o check-in e check-out. Um porteiro robô pega e leva a bagagem diretamente para os quartos, enquanto que no vestiário, um braço robótico armazena as malas dos convidados.



Não há chaves para as portas, pois usam reconhecimento facial para ter acesso às habitações. Dentro da suíte, um pequeno robô em forma de tulipa senta sobre a mesa de cabeceira e acompanha os hóspedes durante a sua estadia. O robô pode ligar ou desligar luzes, descobrir a previsão do tempo e definir alarmes matutinos.




No entanto, quando Monisha Rajesh do The Guardian visitou o hotel em 2015, ela achou o conceito um tanto ilusório, pois uma justa intervenção humana é necessária para manter os robôs funcionando corretamente.



Ela disse que: "Eu chego às 2.55 pm. Tudo está quieto. Atrás da recepção está uma garota robô imóvel, mas realista, vestindo uma jaqueta creme e um sorriso afetado. Tem um sinal que diz "somente [idioma] japonês", assim que eu me aproximo de um outro robô projetado para ser estranho com aspecto de um velociraptor e ostentando um laço e um chapéu de carregador. Eu digo olá. Nada. Eu aceno e ele olha para mim, estende seus braços, mas fica imóvel.

'Gostaria de fazer check-in, por favor', eu grito, me perguntando se os robôs são ativados por voz. Uma porta se abre à direita e um verdadeiro humano em uma camiseta preta aparece. "Check-in é às 3 pm" ele diz, e volta para a sua sala.

Às 15h, o velociraptor se agita e diz,com um sotaque americano: 'Bem-vindo ao hotel Henn-na. Se você quiser fazer o check-in, pressione 1.' Eu começo a tocar na tela, mas o homem de preto aparece novamente e pede meu passaporte, deixando o robô cair em um estado de inércia. Que decepção."


Mas o proprietário do hotel, Hideo Sawada, sonha em fazer do Henn-na "o hotel mais eficiente do mundo", reduzindo mão-de-obra e com 90% dos "funcionários" robóticos.




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Henn-na também foi projetado para ser ecologicamente correto. Todos os quartos estão equipados com um sistema de resfriamento por teto radiante em vez de uma unidade de condicionador de ar padrão. O design do prédio otimiza o fluxo de ar, utilizaram tijolo e madeira como materiais de construção e painéis solares que geram luz elétrica.

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