quarta-feira, 24 de maio de 2017

NOVO FENÔMENO EM MOÇAMBIQUE: RAPTO DE PESSOAS CALVAS PARA FEITIÇARIA


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Um novo fenômeno de rapto de pessoas calvas para tráfico de parte dos seus órgãos, supostamente para fins de feitiçaria, está preocupando a polícia da província moçambicana de Zambézia, que iniciou uma série de operações para impedir a prática.

A Polícia da República de Moçambique confirmou aos meios moçambicanos nesta segunda-feira, dia 22 de maio de 2017, o registo de pelo menos dois casos de rapto de pessoas carecas (Calvos hereditários, tradicionalmente tidos como sinônimo de riqueza) que ocorreram nos distritos de Milange, enquanto investiga ainda mais outros casos.



Miguel Caetano, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Zambézia, explicou que: "Há raptos e assassinatos de pessoas com calvície. A partir do caso que conseguimos esclarecer, é mais para efeitos de superstição, à semelhança do que faziam com pessoas albinas".

Caetano disse que uma homem está detido por ter assassinado uma pessoa calva para extrair parte dos órgãos naquele distrito. Enquanto isso, tratam de avançar na investigação do caso para encontrar os mandantes do crime.

"Detivemos um autor material, mas ainda estamos trabalhando na investigação para deter o mandante. Estamos seguindo pistas de indivíduos da Tanzânia e do Malawi (tidos como maiores compradores dos órgãos)", indicou Miguel Caetano, adiantando que a Polícia já tem informações cruciais sobre o novo fenômeno.



A nova onda de rapto de pessoas calvas surge alguns meses depois da diminuição dos assassinatos de pessoas portadoras de albinismo em Moçambique, cujo número de rapto e perseguição caiu significativamente, apesar de continuar sendo uma preocupação de segurança pública.

Enquanto a Organização Internacional para as Migrações e a Procuradoria da República Moçambicana se reuniam na quinta-feira, dia 18, com especialistas nacionais, do Malawi e da Tanzânia para discutir em Cabo Delgado, o rapto de albinos, o primeiro caso de rapto de pessoa calva era reportado na Zambézia.

Dados fornecidos pela Procuradoria-Geral da República de Moçambique indicam que, em 2016, foram movimentados em Moçambique um total de 19 processos relacionados com casos de tráfico humano, dos quais sete tinham como vítimas cidadãos com problemas de albinismo.




Em 2015, dos 38 processos de tráfico humano movimentados pela justiça moçambicana, 15 tinham relação com albinos, dos quais 10 tiveram a acusação formalizada, 3 arquivados e dois ainda estão em instrução nos tribunais.


Opção2
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O rapto, perseguição e assassinatos de pessoas calvas, assim como de albinos, em Moçambique são motivados por crenças e superstições, segundo as quais essas pessoas são fonte de riqueza.

Fonte Fonte

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