quarta-feira, 17 de maio de 2017

UM CONDENADO À MORTE PEDIU UM INSÓLITO ÚLTIMO DESEJO ANTES DE SER EXECUTADO

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J.W. "Boy" Ledford Jr., que foi encontrado culpado por degolar em 1992 a Harry Johnston, o médico que atendeu o seu parto quando nasceu, pediu para não morrer por injeção letal.

Mas não fez o pedido com a intenção de escapar da decisão judicial, mas sim, exigiu uma mudança na modalidade da aplicação da pena: pediu para ser executado por um pelotão de fuzilamento.

Segundo os meios, esse pedido foi feito por Ledford aos seus advogados que encaminharam à Justiça, já que no Estado da Georgia, é permitido aos sentenciados escolher o método de execução que considerem melhor.

A defesa alegou que o assassino temia "ficar em agonia" depois de aplicada a injeção, devido a que houve casos onde o medicamento letal falhou e porque além disso, ele passa por um tratamento médico que poderia gerar reações diferentes em seu corpo.


Seus advogados apresentaram um processo federal figurando que Ledford sofre de dor crônica nervosa e que tem sido tratado com doses crescentes da droga gabapentina por mais de uma década.

Os advogados argumentaram que "existe um risco substancial de que Ledford fique consciente e em agonia enquanto o pentobarbital, (o nome do medicamento usado na injeção letal) ataca seu sistema respiratório, privando seu cérebro, coração e pulmões de oxigênio enquanto se afoga em sua própria saliva".

Os advogados citam especialistas que dizem que a exposição a longo prazo à gabapentina altera a química do cérebro de tal forma que a droga da injeção letal, pode não deixá-lo inconsciente e desprovido de sensações ou dor.

No entanto, o pedido foi recusado pelas autoridades, já que o fuzilamento não figura entre as alternativas possíveis.

Também, frisaram que não utilizam na Georgia, o mesmo medicamento que falhou em outros casos (o midazolam) e portanto, não há inconvenientes.

Foi então quando Ledford pediu clemência e que não lhe aplicassem a pena, o que também lhe foi negado.
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Este fato chama à atenção para a decisão de alguns estados como o Arkansas, de acelerar as execuções devido à data de vencimento do fármaco utilizado.

O caso de Ledford é o primeiro deste ano na Georgia. Em 2016, foram 9 execuções.

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