segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ASTRONAUTAS NO ESPAÇO PROFUNDO E SEUS PROBLEMAS DE SAÚDE


As viagens espaciais ou estadias nos laboratórios espaciais que orbitam a terra, não estão isentos de perigosos. Certamente, muitos de nós lembramos da explosão do ônibus espacial challenger em 1986. Entretanto, existem outros riscos que os cientistas têm avaliado há anos antes de uma futura viagem a Marte.

Problemas cardíacos

Em 2014, a NASA concluiu um estudo sobre o coração dos astronautas submetidos a microgravidade no espaço. O estudo determinou que o coração de um astronauta pode ficar 9,4% mais esférico.
Acreditam que isso se deve à perda de massa muscular.
Esse problema é revertido quando voltam à terra, mas não sabem o que aconteceria em uma viagem a Marte que pode durar mais de um ano.

A preocupação dos cientistas reside na possibilidade de que esse fato, possa causar problemas cardíacos aos tripulantes de uma nave que viaje ao espaço profundo e estão estudando como lidar com essa condição.

Alterações do sistema imunológico

Tensão, falta de sono ou nutrição deficiente, alteram o sistema imunológico.
No caso dos astronautas, segundo um estudo da Nasa, o seu sistema imunológico é alterado temporariamente quando estão no espaço.
Isto é especialmente preocupante quando se pensa em viagens e estadias de longa duração no espaço profundo, já que qualquer pequena infecção pode chegar a ser muito grave

Problemas renais

Os ossos no espaço se desmineralizam e descarregam na corrente sanguínea, sais, como o fosfato de cálcio. Esses sais podem facilmente formar cálculos renais que originam problemas nos rins além de dor insuportável. A formação e expulsão dos cálculos é agravada pelo fato de que os astronautas não bebem os dois litros de água recomendados.
Atualmente, os cientistas estão trabalhando em uma pequena máquina de ultrassons, que ajudaria na expulsão das pedras dos rim dos astronautas.

Problemas de visão

29% dos astronautas que estiveram aproximadamente duas semanas no espaço, desenvolveram um problema de visão e entre os que permaneceram vários meses na estação espacial internacional, a cifra subiu para 60%.

Ao que parece, esse fenômeno é devido a microgravidade a que são submetidos.
Os líquidos do corpo tendem a subir e ao haver uma maior quantidade de líquido cefalorraquidiano, este ao se expandir, achataria os globos oculares.
Estudos estão sendo realizado para averiguar o que ocorreria nas viagens ao espaço profundo que durem mais de 6 meses.

Perda de audição

Quando os astronautas realizam qualquer missão no espaço, por pequena que seja, sofrem uma diminuição temporária da audição e em muitos casos, uma pequena perda permanente.
Os ruídos na cabine eram inicialmente tão altos que os tripulantes deviam usar tampões nos ouvidos.

Apesar do ter sido reduzido muito nos últimos anos, o barulho pode afetar a audição. O aumento da pressão do líquido intracraniano e uma maior quantidade de dióxido de carbono ou de contaminantes atmosféricos, também parece contribuir para essa perda de audição.

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As fotografias e filmagens de astronautas que rodam pela internet acabam nos induzindo à ideia errônea de que esses profissionais levam uma vida mansa no espaço, longe de trabalho pesado, stress, lesões e doenças.

A verdade é que um trabalho ralado, de grande responsabilidade,perigoso, exaustivo e delirantemente estressante, principalmente se levarmos em conta que o patrão (A NASA) está te monitorando até mesmo na hora de dormir ou ir ao banheiro.

Fonte Fonte

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