terça-feira, 12 de setembro de 2017

A HISTÓRIA INACREDITÁVEL DA MENINA DE 11 ANOS QUE SOBREVIVEU A TODA A SUA FAMÍLIA ASSASSINADA NO MAR

Em novembro de 1961, uma família de Wisconsin, Estados Unidos, fretou um veleiro para uma viagem de Fort Lauderdale, Florida, para as Bahamas. Arthur e Jean Duperrault confiaram que o capitão do veleiro Bluebelle, Julian Harvey, guiaria eles com segurança enquanto desfrutavam das férias com seus três filhos, Brian de 14 anos, Terry Jo, de 11 anos e René de sete anos.

Mas a viagem deu uma virada terrível. Harvey  assassinou todos no barco, exceto a pequena Terry Jo Duperrault. O capitão, que havia planejado matar sua própria esposa para cobrar o dinheiro do seguro, afundou o barco e escapou em um bote com o cadáver da filha mais nova, René Duperrault. Terry Jo ficou sozinha em um barco afundando.

Terry Jo era uma órfã no mar, mas mostrou tenacidade diante da tragédia. A engenhosa menina abandonou o barco afundando agarrada a um flutuador de rolhas. Ela foi resgatada quatro dias depois.

A verdadeira história de Terry Jo Duperrault e os assassinatos do barco Bluebelle é uma narrativa de ganância, violência e sobrevivência.

Sua família embarcou nas férias de seus sonhos

Os Duperrault era uma família de Green Bay, Wisconsin. O Dr. Arthur Duperrault, um optometrista, sonhava em viver um ano em um veleiro. Em novembro de 1961, ele decidiu se esquivar de um brutal inverno do meio oeste, levando sua família para as Bahamas.

Com toda a sua família, sua esposa Jean, seu filho de 14 anos, Brian, a filha Terry Jo de 11 anos, e a filha de 7 anos, René, e partiram durante uma semana. Se a vida marítima fosse adequada, pensou, ficariam ainda mais.

A viagem parecia perfeita

Os Duperraults pararam pela primeira vez na Flórida. O Dr. Duperrault contratou Julian Harvey, um ex-piloto de caça da Força Aérea e experiente marinheiro para capitanear um ketch (um tipo de veleiro com dois mastros) chamado  Bluebelle. A esposa de Harvey, Mary Dene Jordan, casada com ele há pouco mais de 3 meses, atuou como tripulação.

Em 8 de novembro de 1961, os Duperraults e os Harveys partiram de Fort Lauderdale para Bimini. A viagem foi todo um êxito, e os Duperraults  planejaram retornar em breve.

Julian Harvey planejou assassinar sua esposa pelo dinheiro do seguro

A polícia acredita que Julian Harvey planejou usar a viagem dos Duperraults como uma oportunidade para cobrar uma apólice de seguro que ele havia comprado depois de se casar com Mary Dene.

Ele escolheu uma cláusula de dupla indenização, que pagava o dobro do valor nominal (20 mil dólares) em caso de morte acidental. Parece que não foi a primeira vez que ele teria dado esse golpe; sua terceira esposa, Joanna, também morreu em circunstâncias misteriosas.

Talvez Harvey não tenha inicialmente pretendido matar a família Duperrault, mas pensou que não teria escolha depois deles terem testemunhado o assassinato de Mary.

Ela encontrou sua família deitada sobre uma poça de sangue

Por volta das 9 horas do dia 12 de novembro de 1961, Terry Jo estava dormindo abaixo do convés. Ela acordou com o som do seu irmão Brian, gritando: "Ajuda, papai! Ajuda!" Ela se deitou no beliche, paralisada de medo, mas acabou tomando coragem para entrar na cabine principal.

Ali, Terry Jo viu os corpos de sua mãe e seu irmão. Ambos estavam deitados em uma poça de sangue, claramente mortos. Quando ela foi ao convés, ela descobriu ainda mais sangue e possivelmente uma faca.

Quando Terry Jo ficou horrorizada, Julian Harvey a encontrou e ordenou que ela voltasse para baixo do convés. A menina correu de volta para o seu beliche, para logo perceber que a água estava inundando a cabine.

Ela escapou do barco enquanto este afundava

Enquanto a água entrava na sua cabine, Terry Jo sabia que não poderia permanecer ali. Ela voltou para o convés, onde Harvey disse a ela que o barco estava afundando. Por razões desconhecidas, o capitão entregou à menina, a corda do bote salva-vidas, enquanto ele segurava o corpo sem vida de sua irmã, René.

Em choque, Terry Jo soltou a corda que estava segurando, deixando o bote à deriva. Harvey mergulhou na água, presumivelmente para recuperar o pequeno barco. Terry Jo nunca mais o viu.

Apesar de seu medo, Terry Jo lembrou que havia um flutuador de rolhas no barco. Ela o desatou e subiu a bordo enquanto o barco Bluebelle afundava abaixo dela.

Ela lutou contra alucinações, fome e peixes-papagaio

Terry Jo flutuou na jangada de rolhas por horas, e depois por dias. Ao longo do tempo, o material começou a se desintegrar, e ela foi obrigada a balançar as pernas pra fora do flutuador. Nessa posição, suas pernas e pés ficaram expostos aos dentes afiados dos peixes-papagaio.

Na terceira noite, com fome e desidratada, Terry Jo começou a ter alucinações. Ela sentiu como se estivesse no cockpit de um avião e imaginou que seu pai oferecia a ela um copo de vinho tinto enquanto dizia: "Venha Terry Jo, nós vamos embora!"

Toninhas fizeram companhia

Depois de dois dias se equilibrando precariamente na pequena balsa, Terry Jo se viu de repente cercada por formas misteriosas.

Era um grupo de toninhas (espécie de boto) que permaneceu perto dela por várias horas. Ela se sentiu reconfortada pela presença deles e rezou uma oração de agradecimento.

Seu salvamento foi interrompido por tubarões

Em 16 de novembro de 1961, um marinheiro de um navio cargueiro grego percebeu uma pequena mancha na água à distância. Quando o navio se aproximou, os marinheiros perceberam que era um flutuador e ficaram chocados ao descobrir que estava apoiando o corpo quase sem vida de uma menina.

Sua aparência era tão surpreendente que um marinheiro tirou uma foto (acima). Essa imagem apareceu em publicações ao redor do mundo.

A equipe de carga baixou rapidamente uma balsa improvisada para resgatar Terry Jo. No entanto, antes que pudessem chegar até ela, os tubarões começaram a circular, talvez atraídos pelo movimento. Demorou algum tempo até que um membro da tripulação conseguisse içar Terry Jo a bordo.

Julian Harvey cometeu suicídio

Julian Harvey provavelmente pensou que escaparia livre do crime. Ele havia sido resgatado três dias antes no bote salva-vidas, junto do cadáver de René. Terry Jo aparentemente havia morrido no afundamento do barco e ele poderia contar que toda a tragédia havia sido um acidente.

Ele afirmou que o veleiro Bluebelle havia pegado fogo e afundou, e que todos os outros a bordo se emaranharam nos cordames do barco e se afogaram.

Sua sorte virou quando a polícia recebeu uma chamada contando sobre o resgate de Terry Jo, no momento em que Harvey estava sentado na delegacia de polícia, dando seu testemunho. Eles puseram Harvey no telefone para fornecer informações sobre o tipo de equipamento de flutuação a bordo do Bluebelle. Ao saber que Terry Jo ainda estava viva, ele exclamou: "Não é maravilhoso!

Mais tarde, Harvey se registrou em um motel sob um nome falso e cometeu suicídio com uma lâmina de barbear.

Terry Jo continua contando sua história

Não só Terry Jo Duperrault foi a única sobrevivente do assassinato de sua família, mas, aos 11 anos, viveu durante vários dias em uma jangada, no meio do mar, sem comida ou água, sozinha. Apesar disso, ela cresceu, se casou e teve seis filhos e cinco netos.

Curiosamente, ela dedicou sua vida ao trabalho com água: Terry Jo Duperrault passou 14 anos como Especialista em Gerenciamento de Água no Departamento de Recursos Naturais de Wisconsin. Em 2010, ela se tornou co-autora do livro "Alone: ​​Orphaned on the Ocean". ("Sozinha: Órfã no oceano")

Ela é a razão para os coletes salva-vidas serem de cor laranja

É um verdadeiro milagre que Terry Jo tenha se salvado. Quando foi encontrada, ela estava flutuando em um pequeno flutuador branco; o cabelo dela estava esbranquiçado pelo sol, e ela usava uma camiseta rosa pálida. Era quase impossível vê-la.

Depois da sua provação, a Guarda Costeira exigiu que o equipamento salva-vidas fosse cor de laranja para aumentar a visibilidade na água do mar.

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Fonte

Um comentário:

  1. Rusmea muito bom o video parabéns, essa noticia n tem semelhança com o filme "As Aventuras de PI". Vc sabe alguma coisa.

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