quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Exortam a Indonésia a Deixar de Praticar "Provas de Virgindade" a Aspirantes a Oficiais


A Human Rights Watch (HRW) condenou as provas de virgindade a que devem ser submetidas as mulheres solteiras que desejam se alistar no exército ou se incorporar à polícia da Indonésia. A ONG admoestou o país asiático a que abandone a invasiva prática que é realizada há décadas.

"O presidente indonésio, Joko Widodo, deve ordenar a proibição imediata das chamadas 'provas de virgindade' das candidatas", Declarou a HRW assinalando que a rudimentária "prova dos dois dedos" (para determinar se o hímen das candidatas está intacto) não só é "doloroso, embaraçoso e traumático", senão que "não tem fundamento científico".

Nisha Varia, encarregado da defesa dos direitos das mulheres na HRW, agrega que essas provas "discriminatórias e degradantes" negam as mulheres indonésias um acesso igualitário às oportunidades trabalhistas e reflete em uma "espantosa" falta de vontade política para proteger os seus direitos.


O efetivo militar é consciente das vergonhosas provas mas não podem lidar com o problema, indicou um médico local: "O exército é uma organização hierárquica. Precisamos seguir ordens". 

Em 2015, por sua vez, o general Moeldoko, disparou a polêmica ao afirmar que esse procedimento "é algo bom". 

HRW, que desde 2014 denuncia esse procedimento, assinalou que a prática é considerada como uma violação dos direitos humanos em virtude do artigo 7 do pacto internacional de direitos civis e políticos e o artigo 16 da convenção da ONU contra a tortura, "ambos os quais foram ratificados pela Indonésia".
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