domingo, 14 de janeiro de 2018

O MISTÉRIO DOS SOLDADOS CRUCIFICADOS DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


Um veterano de guerra desenhou a crucificação de um soldado da Primeira Guerra Mundial...

Arthur Stadler (1892-1937), um veterano de guerra austríaco e artista, fez a seguinte representação que mostra a crucificação de um soldado em 1927:



O jornal The Times publicou um breve artigo intitulado "Tortura de um oficial canadense" em 10 de maio de 1915, cuja autoria foi creditada a um correspondente em Paris.

De acordo com a história, soldados feridos do Canadá em Ypres relataram como um de seus oficiais foi crucificado em uma parede "com baionetas atravessando suas mãos e pés", depois do qual, outro ataque de baioneta perfurou sua garganta antes que finalmente abrissem fogo deixando o pobre homem "crivado de balas".

Os soldados compartilharam que os acontecimentos foram observados pelos Royal Fusiliers de Dublin e que eles ouviram os oficiais dos Fusiliers contando sobre o ocorrido depois.

Dois dias mais tarde, em 12 de maio de 1915, Sir Robert Houston perguntou a Harold Tennant, o Subsecretário de Estado de Guerra, durante uma sessão da Câmara dos Comuns do Reino Unido, "se ele teria alguma informação sobre a crucificação de três soldados canadenses recentemente capturados pelos alemães, que os cravaram com baionetas ao lado de uma estrutura de madeira?"

Em resposta, Harold Tennant contou que nenhum desses incidentes havia sido reportado ao Escritório de Guerra. Houston seguiu perguntando se Tennant estava ciente de que oficiais e soldados canadenses que testemunharam os eventos fizeram declarações judiciais e se o oficial responsável por Boulogne havia ou não denunciado ao Escritório de Guerra. Tennant respondeu que as perguntas seriam feitas.

Cena retirada do filme The Prussian Cur (1918).

Alguns dias depois, em 15 de maio, O The Times imprimiu uma carta de um membro do exército. Ele contava que o soldado crucificado era um sargento que foi encontrado transfixado em uma cerca de madeira de uma construção de fazenda. A carta relatava que ele havia sido repetidamente esfaqueado com baionetas, deixando numerosas feridas de punção em seu corpo.

O correspondente sem nome não tinha ouvido se a crucificação havia sido testemunhada por forças aliadas. Ele comentou que era possível que o homem já estivesse morto quando ele foi crucificado.

O Censor principal canadense, o coronel Ernest J. Chambers, iniciou um inquérito sobre a história logo após a circulação. Em sua busca por testemunhas oculares, ele conheceu um soldado que testemunhou sob juramento que ele havia observado três soldados canadenses sendo cravados com baionetas em uma porta de celeiro a apenas três quilômetros de St. Julien.

No entanto, o testemunho sob juramento de dois soldados britânicos que testemunharam ter visto "o cadáver de um soldado canadense preso com baionetas em uma porta de celeiro", foi desacreditado quando foi descoberto que a parte do front onde os eventos teriam acontecido, nunca esteve sob ocupação alemã.

Assim que "o conto" fez manchetes em todo o mundo com os Aliados repetidamente usando o incidente em sua propaganda de guerra.

Um filme de propaganda dos EUA chamado The Prussian Cur (1918) produzido pela Fox Film Corporation inclui cenas da crucificação de um soldado aliado e no seguinte curta metragem: The Prussian Cur, the darkest hour (WWI short). A cena alusiva à crucificação, aparece no minuto 7:10

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As teorias contemporâneas sustentam que a história era uma mera propaganda destinada a fazer o exército alemão parecer ruim.

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